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Petróleo vira para perdas de 1% com sinais de demanda fraca nos EUA

13/12/2017 - 15:03

Investing.com – O petróleo virou rapidamente para queda nesta quarta-feira (13) após os dados de estoques de gasolina nos EUA indicarem uma demanda mais baixa no principal mercado de combustíveis do mundo.

Os contratos do WTI para entrega em janeiro cedem US$ 0,35, ou 0,6%, e eram negociados a US$ 56,80 o barril às 14h40 após terem caído 1,5% no dia anterior. Os preços estavam em torno de US$ 57,27 antes da divulgação dos dados dos estoques.

Enquanto isso, o petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, estava cotado a US$ 62,57 o barril, desvalorização de US$ 0,77 ou 1,2% a partir de seu último fechamento.

O pessimismo no mercado de petróleo tomou conta dos investidores após a agência de energia dos EUA informar que os estoques de gasolina tiveram aumento de 5,7 milhões de barris, muito acima das expectativas de aumento de 2,4 milhões de barris.

Essa foi a terceira semana consecutiva de decepção com a demanda norte-americana por gasolina e indica uma sobreoferta de combustíveis, o que leva as refinarias a reduzirem as compras de petróleo para ajuste de estoque.

No caso de estoques de destilados, incluindo diesel, a EIA relatou uma redução de 1,4 milhão de barris, acima da queda de 902 mil barris projetada pelo mercado.

O dia era positivo para a commodity com as notícias de redução da oferta com a paralisação do principal oleoduto britânico dos campos de petróleo e gás do Mar do Norte, que provavelmente ficará fechado por várias semanas para reparos, segundo afirmou seu operador na terça-feira. O Forties transporta cerca de 450.000 barris por dia e é o maior dos cinco fluxos de petróleo bruto que sustentam o padrão de referência Brent.

Mais cedo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) enviou um sinal misto ao mercado com a sinalização de uma produção menor do cartel, mas ao mesmo tempo revendo para cima as expectativa de aumento de produção global em 2018.

A Opep mostrou que produção de petróleo teve redução de 133.500 barris por dia em novembro e chegou a 32,45 milhões de barris por dia, o menor nível em seis meses.

Para 2018, o grupo produtor também tem projeções de que a produção fora dos países da organização terá crescimento em torno de 1 milhão de barris por dia, o que significa que os mercados de petróleo não se reequilibrarão antes do final do ano.

Estoques de petróleo surpreendem

Apesar do sinal de baixa demanda de combustíveis nos EUA, os estoques de petróleo bruto surpreenderam e tiveram redução de 5,1 milhões de barris na semana que se encerrou em 8 de dezembro. A expectativa era de queda 3,7 milhões de barris.

O total dos estoques de petróleo bruto nos EUA ficou em 443,0 milhões de barris na semana passada, o que a EIA considera ser próximo do limite superior da faixa média para esta altura do ano.

O estoque em Cushing, Oklahoma, o principal ponto de entrega para o petróleo bruto da Nymex, teve redução de 3,3 milhões de barris barris na última semana, informou a agência.

A produção de petróleo dos EUA teve aumento de 73.000 barris por dia na semana passada e chegou a 9,78 milhões de barris por dia, mantendo a produção próxima a níveis dos principais exportadores mundiais Rússia e Arábia Saudita.

As importações de petróleo bruto ficaram na média de 7,4 milhões de barris por dia na semana passada, 161.000 barris por dia a mais do que na semana anterior.

O contrato caiu 2,1% na sessão anterior após ter se recuperado e atingido o melhor nível desde julho de 2015, cotado a US$ 65,83, devido a notícias de interrupção de operação em um oleoduto na Europa

Ainda no mercado de energia, contratos futuros de gasolina recuavam US$ 0,0462, ou 12,7%, para US$ 1,6591 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento cedia 1,2% para US$ 1,9321 o galão.

Contratos futuros de gás natural avançavam US$ 0,042, ou 1,6%, para US$ 2,720 por milhão de unidades térmicas britânicas (MMBTU). Os preços se recuperam após encerrarem a terça-feira em baixa de 5,3%, cotados a US$ 2,678 por MMBTU em meio a projeções de menor demanda de aquecimento até o final de dezembro.

Por Investing.com

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Última atualização por Gustavo Kahil - 13/12/2017 - 15:03

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