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Petróleo fecha estável e dribla dólar forte e temor sobre demanda pela Opep

12 nov 2024, 17:11 - atualizado em 12 nov 2024, 17:14
Petróleo oriente médio
O petróleo fechou em leve alta apesar do fortalecimento do dólar e revisão para baixo da demanda do óleo pela Opep (Imagem: iStock/vadimrysev)

Nesta terça-feira (12), o petróleo terminou em leve alta, apesar da valorização do dólar e a revisão da demanda do óleo bruto pela Opep. O mercado segue acompanhando as indicações de Donald Trump a cargos no governo.

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Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para janeiro de 2025, terminaram a sessão em leve alta de 0,08%, a US$ 71,89 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para dezembro subiram 0,12%, a US$ 68,12 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.

Nas duas últimas sessões, o petróleo acumula queda de mais de 5%.

O que mexeu com o petróleo hoje?

Os preços do petróleo atingiram a mínima em mais de duas semanas, em meio à valorização do dólar e a revisão da Organização dos Países Exportadores (Opep) da demanda do óleo. Ontem (11), a commodity fecharam no nível mais baixo desde 29 de outubro.

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O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, superou os 1o6 mil pontos pela primeira vez desde julho. O impulso do dólar ganha força à medida que os mercados continuam assumindo posições compradas na moeda norte-americana após a vitória de Donald Trump na disputa presidencial nos Estados Unidos.

Um dólar mais forte torna o petróleo mais caro em outros países, o que pode reduzir a demanda.

Já a Opep cortou a previsão de crescimento da demanda global de petróleo, marcando a quarta revisão consecutiva para baixo promovida pelo cartel.

Em um relatório mensal, o grupo afirmou que a demanda mundial de petróleo aumentará em 1,82 milhão de barris por dia (bpd) neste ano, abaixo do crescimento de 1,93 milhão de bpd previsto no mês passado

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A Opep também reduziu sua estimativa de crescimento da demanda global em 2025 de 1,64 milhão de bpd para 1,54 milhão de bpd.

Os conflitos no Oriente Médio seguem no radar.

*Com informações de Reuters 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
liliane.santos@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.