Mercados

Petróleo salta mais de 6% com fim da trégua entre EUA e Irã

29 jul 2026, 11:11 - atualizado em 29 jul 2026, 11:16
Uma bomba de extração em operação perto de uma reserva de petróleo bruto no campo petrolífero da Bacia do Permiano, próximo a Midland, no Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 2025. REUTERS/Eli Hartman

Após três dias consecutivos de preços do petróleo disparam nesta quarta-feira (29) com a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o que afastou o otimismo de avanço nas negociações para um acordo de paz definitivo na região.

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Por volta de 11h (horário de Brasília) contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro operava com alta de 5,888%, a US$ 86,93 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Mais cedo, a cotação chegou a US$ 87,34 por barril.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro tinha avanço de 6,60%, a US$ 84,47 o barril, próximo da máxima intradia (US$ 84,94), no mesmo horário.

A trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que havia sido estabelecida pelo presidente norte-americano Donald Trump no último sábado (25), chegou ao fim.

Hoje, os EUA e a Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Trump também prometeu retaliar duramente Teerã em entrevista por telefone à Fox News nesta manhã.

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O Irã, por sua vez, rejeitou uma proposta de Omã para administrar conjuntamente o Estreito de Ormuz e afirmou ter disparado contra navios no estreito e contra bases norte-americanas na Jordânia.

Além disso, o grupo militante houthis, do Iêmen, disparou mísseis balísticos contra um petroleiro saudita no Estreito de Bab el-Madeb, no Mar Vermelho, intensificando a aplicação de um bloqueio marítimo recém-declarado contra a Arábia Saudita.

Os bloqueios em Ormuz e El-Madeb aumentam as incertezas sobre o escoamento da commodity e os possíveis impactos da oferta mais restrita sobre os preços e os efeitos na inflação global.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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