Petróleo

Petróleo pode superar pico de preço vistos em 2008; Goldman Sachs atualiza estimativas para 2026

12 mar 2026, 10:53 - atualizado em 12 mar 2026, 10:53
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(Foto: AlterYourReality / iStock)

Em relatório recente divulgado aos investidores, o Goldman Sachs atualizou as suas estimativas para o preço do petróleo para 2026. O ajuste leva em consideração a expectativa de que a interrupção no fluxo da commodity seja mais longa do que o projetado anteriormente.

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Com a expectativa de que a interrupção seja de 21 dias, ante os 10 anteriores, as novas projeções assumem um petróleo a US$ 71, na bolsa de Nova York (tipo Brent) e US$ 67, na de Londres (WTI), no quarto trimestre de 2026. Antes, a o preço esperado era de US$ 66 e US$ 62, respectivamente.

“Os riscos de alta para nossa projeção de preços são de que a interrupção dure mais tempo ou que o mercado exija uma destruição de demanda mais agressiva”, avalia o banco no relatório.

Ainda consideram provável que os preços diários do petróleo ultrapassem os picos vistos em 2008, quando o Brent chegou a US$ 147,50 e o WTI alcançou os US$ 147,27.

Nesta manhã, o preço de ambos os tipos rondava o patamar dos US$ 100 o barril.

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Com isso, os economistas do que assinam o documento, avaliam que, no curto prazo, é provável que o mercado exija um grande prêmio de riso para gerar destruição preventiva de demanda, como forma de se proteger contra um cenário  em que os estoques atinjam níveis críticos caso a interrupção dure mais tempo.

O banco gringo calcula ainda um impacto estimado de 16,2 milhões de barris por dia nas exportações do Golfo Pérsico (média móvel de quatro dias).

“Estimamos que a resposta de política global — 254 milhões de barris liberados das reservas estratégicas globais (SPR) e 31 milhões de barris provenientes de estoques de petróleo da Rússia — reduza quase pela metade o impacto sobre os estoques comerciais globais de petróleo, de 617 milhões para 332 milhões de barris”.

Ainda assim, analistas avaliam que os países membros da Agência Internacional de Energia provavelmente não utilizarão integralmente os 400 milhões de barris disponíveis, considerando limitações logísticas para liberação rápida das reservas da OCDE e a expectativa de que os preços do petróleo WTI recuem para a faixa baixa dos US$ 70 por barril até o início de junho.

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Em cenários de interrupção mais prolongada no fluxo pelo Estreito de Ormuz, contudo, o volume liberado poderia atingir ou até superar esse patamar.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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