Mercados

Petróleo recua com investidores avaliando perspectivas de oferta e tensões no Oriente Médio

15 out 2026, 5:00
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(REUTERS/Christian Hartmann)

Os preços do petróleo caem mais de 1% nesta quinta-feira (15), enquanto os investidores avaliaram os riscos para o abastecimento decorrentes dos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, em contraposição aos esforços dos Estados Unidos para reduzir os custos do transporte marítimo de petróleo por meio do afrouxamento das sanções impostas às embarcações.

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Os contratos futuros do petróleo Brent caíam US$ 2, ou 1,89%, para US$ 104,10 por barril, às 4h59 (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, recuavam US$ 1,05, ou 1,10%, para US$ 94,04 por barril, revertendo os ganhos da sessão anterior.



O WTI atingiu uma máxima de três semanas na sessão anterior, depois que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram a sede da Saudi Aramco e Teerã afirmou estar empregando novas táticas para atacar embarcações no Estreito de Ormuz e manter os preços do petróleo elevados.

Um navio porta-contêineres e um graneleiro afundaram nas proximidades do estreito nas últimas 24 horas, após serem atingidos por projéteis em incidentes distintos, informaram autoridades marítimas nesta quarta-feira (14).

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Os ataques nas proximidades da via marítima aumentaram acentuadamente nos últimos 10 dias, com o Irã afirmando estar intensificando os ataques em resposta ao bloqueio dos Estados Unidos a seus portos e às sanções mais rigorosas introduzidas no mês passado.

Como a guerra contra o Irã interrompeu o transporte marítimo e elevou os custos de frete a níveis recordes, o governo Trump está considerando afrouxar as sanções impostas a embarcações da chamada frota clandestina (shadow fleet), que transportaram petróleo e derivados de países como Rússia, Irã e Venezuela, com o objetivo de ajudar a aliviar os preços.

As novas negociações se concentram na possibilidade de os Estados Unidos permitirem que “petróleo legal” seja transportado em embarcações anteriormente sancionadas.

O aumento da produção na Rússia e no Oriente Médio tem limitado a alta dos preços. A produção de petróleo bruto da Rússia aumentou em 65 mil barris por dia em setembro, alcançando 8,43 milhões de barris por dia, mas permaneceu 870 mil barris por dia abaixo do nível registrado no mesmo período do ano anterior, informou ontem a Agência Internacional de Energia (AIE).

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A AIE também informou que as exportações de petróleo bruto dos produtores do Golfo, no Oriente Médio, aumentaram em 4,4 milhões de barris por dia em setembro, atingindo cerca de 75% dos níveis anteriores à guerra.

“Embora haja poucas evidências concretas de um acordo de paz no curto prazo, o petróleo continua chegando aos compradores por meio de rotas alternativas e acordos logísticos”, afirmou Priyanka Sachdeva, chefe de análise de mercado da Phillip Nova, em uma nota enviada a clientes.

“Essas alternativas ajudaram a evitar um choque de oferta mais grave, embora impliquem custos mais elevados e mantenham os fluxos globais vulneráveis a novas interrupções.”

Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo bruto e de destilados caíram, enquanto os estoques de gasolina aumentaram na semana passada, segundo fontes do mercado, com base em dados do Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês).

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Os estoques de petróleo bruto caíram 11,1 milhões de barris na semana encerrada em 9 de outubro, informaram as fontes. A redução foi muito maior do que a esperada pelos analistas consultados pela Reuters.

“Apesar da forte redução dos estoques, os preços do petróleo mal reagiram. A incapacidade de subir diante de notícias favoráveis aos preços sugere que os investidores estão cautelosos quanto a perseguir novas altas nos níveis atuais”, afirmou a Haitong Futures em uma nota divulgada hoje.

Os dados oficiais da Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês) estão previstos para hoje, com um dia de atraso em razão do feriado do Dia de Colombo, na segunda-feira.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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