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Petróleo segue perto de US$ 100 e Goldman Sachs eleva projeção para o Brent pela 2ª vez em um mês

13 out 2026, 16:11
petróleo
(Foto: AlterYourReality/iStock)

Ao longo de um pouco mais de um mês, os preços do petróleo permaneceram próximos de US$ 100 por barril, em meio às incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio.

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Diante desse cenário, o Goldman Sachs voltou a elevar as projeções para o Brent em US$ 5, de US$ 85 para US$ 90 em dezembro deste ano, com a perspectiva de que as interrupções no transporte marítimo no Oriente Médio continuarão até o próximo ano. Para 2027, a estimativa foi mantida em US$ 80 por barril.

Segundo os analistas Daan Struyven, Yulia Grigsby, Alexandra Paulus e Filippo Cuscito, os riscos persistentes de interrupção da oferta provavelmente retardarão a moderação do prêmio de risco embutido nos spreads entre contratos com diferentes vencimentos (timespreads), de um pouco mais de US$ 20.

Além disso, a equipe do Goldman Sachs avalia que as exportações de petróleo do Golfo Pérsico, incluindo as exportações clandestinas estimadas (dark exports), se recuperaram recentemente para a média de 2025 e que o mercado global ficou “aproximadamente equilibrado” em setembro.

“Os preços permanecem elevados porque os riscos de interrupção da oferta, os baixos estoques e a elevada sensibilidade das taxas de juros aos preços do petróleo estão impulsionando uma forte demanda por petróleo físico para recomposição de estoques e por proteção financeira (hedging)”, destacam os analistas em relatório divulgado nesta terça-feira (13).

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Para o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, o banco estima barril a US$ 81, em média, em dezembro deste ano e em US$ 73 no fim de 2027, ligeiramente abaixo da projeção divulgada há cerca de um mês.

Até onde vai o petróleo?

Para o Goldman Sachs, os riscos para a projeção continuam significativamente inclinados para cima, especialmente no curto prazo.

Sendo assim, o banco considera que o Brent pode superar US$ 125 por barril, de US$ 120 por barril anteriormente. Danos à infraestrutura petrolífera, intensificação dos ataques ao transporte marítimo e um prêmio de risco mais persistente são os gatilhos potenciais mais prováveis para uma alta dos preços.

Nesse cenário, os analistas projetam que a produção média do Golfo naquele ano permaneça em 5 milhões de barris por dia abaixo dos níveis de fevereiro de 2026, em comparação com uma diferença de 300 mil de barris por dia no cenário-base.

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Do outro lado, caso haja uma recuperação mais rápida da produção no Oriente Médio e perdas de demanda mais persistentes, o Goldman Sachs considera que o barril do Brent volte a cair para a faixa de US$ 60 ao longo do próximo ano.

“Uma recuperação mais rápida da produção no Oriente Médio e/ou uma erosão mais acelerada do prêmio de risco são os gatilhos potenciais mais prováveis para uma queda dos preços”, avaliam os analistas.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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