Mercados

Petróleo sobe e volta a bater em US$ 100 com ataques a instalações sauditas; Ormuz quase paralisado

10 abr 2026, 5:27 - atualizado em 10 abr 2026, 5:20
Petróleo EUA china
(Foto: Reuters/Eli Hartman)

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira (10), impulsionados por novas preocupações sobre o fornecimento da Arábia Saudita e pelo fato de o tráfego de petroleiros pelo estratégico Estreito de Ormuz permanecer em grande parte paralisado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, os preços caminhavam para uma queda, à medida que as tensões diminuíam em relação a um frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto Israel sinalizou uma possível abertura diplomática, afirmando estar pronto para iniciar negociações diretas com o Líbano o mais rápido possível.

Os contratos futuros do Brent avançavam US$ 1,81, ou 1,89%, para US$ 97,73 por barril às 5h20 (horário de Brasília). Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) subiam US$ 1,74, ou 1,78%, para US$ 99,61 por barril.

Nesta semana, ambos os contratos acumulam até agora uma queda de cerca de 11%, a maior perda semanal desde junho de 2025, quando os ataques anteriores de Israel e dos EUA contra o Irã foram interrompidos.



Ataques a instalações energéticas sauditas reduziram a capacidade de produção de petróleo do reino em cerca de 600 mil barris por dia e o fluxo no oleoduto Leste-Oeste em cerca de 700 mil barris por dia, informou nesta quinta-feira (9) a agência estatal saudita SPA, citando uma fonte oficial do Ministério da Energia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As preocupações com novas interrupções no fornecimento de petróleo aumentaram após o relatório, disseram analistas do ANZ em nota divulgada hoje.

O tráfego de navios pelo estreito ontem ficou bem abaixo de 10% dos volumes normais, apesar do cessar-fogo, enquanto Teerã reforçava seu controle ao advertir embarcações para permanecerem em suas águas territoriais ao transitarem pela região.

Irã e Estados Unidos concordaram na terça-feira com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão, mas combates ainda ocorriam após o anúncio.

Analistas afirmam que o Paquistão tentará avançar rumo a um acordo de paz mais duradouro, mas pode não ter a influência necessária para forçar a reabertura da via marítima estratégica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Irã quer cobrar taxas de navios que atravessarem o estreito como parte de um acordo de paz, disse um funcionário de Teerã à Reuters em 7 de abril. Líderes ocidentais e a agência de navegação da ONU rejeitaram a ideia.

Essa artéria crucial para o fluxo de petróleo e gás foi efetivamente interrompida pelo conflito, que começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã.

Os preços do Brent podem chegar a US$ 190 por barril se os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecerem no nível atual, afirmou John Paisie, presidente da consultoria de energia Stratas Advisors.

“Se o Irã permitir o aumento dos fluxos, o preço do petróleo será mais moderado, mas ainda bem acima dos níveis pré-guerra”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mukesh Sahdev, fundador e CEO da consultoria de energia XAnalysts, disse que a “variável-chave agora é como os fluxos pelo Estreito de Ormuz serão efetivamente retomados, não se eles serão reabertos”.

Cerca de 50 ativos de infraestrutura no Golfo foram danificados por ataques com drones e mísseis ao longo de quase seis semanas desde o início do conflito, e cerca de 2,4 milhões de barris por dia de capacidade de refino de petróleo foram retirados de operação, segundo o JPMorgan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar