Economia

Petróleo vira aliado e BTG eleva projeção da balança comercial do Brasil para US$ 90 bilhões

13 abr 2026, 14:44 - atualizado em 13 abr 2026, 14:44
Petróleo EUA china
(Foto: Reuters/Eli Hartman)

A alta do petróleo no mercado internacional passou de risco a vetor positivo para o Brasil, e já começa a mudar as projeções para o setor externo.

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O BTG Pactual revisou para cima sua estimativa de superávit da balança comercial brasileira, que agora deve alcançar US$ 90 bilhões em 2026, ante previsão anterior de US$ 75 bilhões. Para 2027, a projeção também foi ajustada para US$ 90 bilhões.

Segundo o banco, a revisão reflete principalmente o impacto do petróleo, em meio à consolidação do Brasil como exportador líquido da commodity. De acordo com o relatório, o país passou por uma mudança estrutural nos últimos anos e deixou de ser prejudicado pela alta do petróleo e passou a se beneficiar dela.

A virada de chave

No início dos anos 2000, o país ainda era importador líquido de petróleo e derivados. Nesse contexto, um aumento de US$ 10 por barril no Brent gerava deterioração das contas externas, com impacto negativo de cerca de US$ 1,2 bilhão nas transações correntes.

Já em 2026, segundo o BTG, o mesmo choque de US$ 10 por barril passa a gerar uma melhora de aproximadamente US$ 5,9 bilhões tanto na balança comercial quanto nas transações correntes. Já uma alta de 10% no Brent implica ganho de cerca de US$ 3,7 bilhões e redução de 0,16 ponto percentual do PIB no déficit externo.

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Hoje, o aumento dos preços internacionais eleva significativamente as receitas com exportações de petróleo bruto, mais do que compensando o encarecimento das importações de derivados, como diesel.

Esse efeito tem ganhado força com o avanço da produção doméstica, que atingiu níveis recordes recentemente, impulsionando o volume exportado.

Mais exportações e efeito positivo nas contas externas

O movimento já vinha sendo observado desde o fim de 2025, com aceleração da balança comercial puxada pelo aumento do volume exportado, especialmente de petróleo.

Com a recente alta do Brent, essa tendência se intensifica, reforçando o saldo comercial e contribuindo para a melhora das contas externas.

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Além disso, o BTG destaca que o cenário também incorpora impactos indiretos, como a valorização de outras commodities exportadas pelo Brasil.

Apesar do efeito positivo, o relatório aponta que parte dos ganhos é compensada pelo aumento dos custos de importação, especialmente de fertilizantes, insumo do qual o Brasil ainda é fortemente dependente. O encarecimento do frete internacional também entra na conta.

Ainda assim, o saldo final segue favorável, com a melhora da balança comercial superando esses efeitos negativos.

Com isso, o banco também revisou suas projeções para as transações correntes. O déficit deve ficar em 2,3% do PIB em 2026 e 2027, abaixo dos 3,0% registrados em 2025.

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Para o BTG, o novo cenário reforça a resiliência do setor externo brasileiro diante de choques no mercado internacional.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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