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PF mira aportes do RioPrevidência no Master; investigado joga mala de dinheiro pela janela

11 fev 2026, 13:31 - atualizado em 11 fev 2026, 13:31
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(Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que apura suspeitas de irregularidades em aportes do RioPrevidência, fundo dos servidores do Estado do Rio, em títulos do Banco Master.

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Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã em Balneário Camboriú e em Itapema, autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Ao chegarem ao apartamento em Balneário Camboriú, os agentes foram surpreendidos quando um dos ocupantes jogou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie. Além do montante recuperado, a operação resultou na apreensão de dois veículos de luxo e dois smartphones.

Segundo a PF, a terceira fase da Operação Barco de Papel foi motivada por “indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas”.

Aplicação no Master

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O fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro aplicou R$ 970 milhões no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos podres, sem qualquer garantia do FGC, o que poderia gerar prejuízos aos servidores.

Batizada de Barco de Papel, a operação suspeita que as operações foram aprovadas de forma irregular, incompatíveis com a finalidade do instituto de previdência e expuseram os servidores públicos a “risco elevado”. São apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

A primeira diligência da PF na investigação atingiu o ex-diretor de investimentos do fundo, Euchério Rodrigues, e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master.

Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Atualmente, a autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

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Ex-presidente do fundo

Em 3 de fevereiro, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Deivis havia deixado a direção do fundo em 23 de janeiro, após a primeira fase da Operação Barco de Papel, e viajou para os Estados Unidos poucos dias antes das diligências. O Estadão apurou que antes da viagem, no dia 15, ele passou a evitar a própria residência no Rio de Janeiro e se mantinha em estado de alerta, receoso de ser surpreendido por uma operação da Polícia Federal.

Ao retornar dos Estados Unidos, Deivis desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, e pretendia seguir de carro para o Rio de Janeiro.

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O voo do ex-presidente do fundo previa conexão em Guarulhos com destino ao Aeroporto do Galeão, no Rio. Ele, porém, não compareceu ao embarque. Em vez disso, alugou um carro e seguiu pela Rodovia Dutra. Em uma operação coordenada pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal, acabou preso em Itatiaia, já no estado do Rio de Janeiro, a cerca de 200 quilômetros de São Paulo.

Deivis deixou Guarulhos de carro por volta das 7h e foi preso às 9h pelos federais.

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