PIB dos EUA cresce 2,1% no 1T26 e supera estimativas, inflação segue pressionada
O Bureau of Economic Analysis (BEA) divulgou nesta quinta-feira (25), a revisão final do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. O documento indicou uma taxa anualizada de 2,1% no primeiro trimestre de 2026.
O resultado representa uma aceleração em relação à segunda leitura, de 1,6%, e também superou a estimativa preliminar de 2,0%.
De acordo com o relatório, o avanço do PIB no período veio em decorrência, principalmente, de uma redução na estimativa das importações, parcialmente compensada por uma revisão para baixo dos gastos dos consumidores.
A revisão para cima do crescimento no primeiro trimestre foi sustentado pelos investimentos, exportações, gastos do governo e consumo das famílias.
Entre os setores da economia, os maiores impulsionadores da expansão foram os segmentos de informação, governo federal, serviços profissionais, científicos e técnicos ,e manufatura de bens duráveis. Em contrapartida, comércio varejista, comércio atacadista e os setores de finanças e seguros registraram retração.
Entre os indicadores de demanda doméstica, as vendas finais reais para compradores privados domésticos, dados que reúnem consumo e investimento privado fixo, avançaram 1,7%, um resultado abaixo da estimativa anterior, de 2,4%.
Inflação
Os dados também mostraram que as pressões inflacionárias continuam elevadas. O índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), métrica preferida do Federal Reserve para acompanhar a inflação, subiu 4,6% no primeiro trimestre, em acima da estimativa anterior de 4,5%.
O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, subiu 4,4%, o mesmo estimado anteriormente.
Já o índice de preços das compras domésticas brutas cresceu 3,6%, levemente acima dos resultados de maio, em 3,5%.
*Com supervisão de Juliana Américo