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PicPay (PICS) acumula queda de 17% desde IPO; o que explica?

10 fev 2026, 16:26 - atualizado em 10 fev 2026, 16:26
Logo do PicPay na sede da companhia em São Paulo, Brasil 01/10/2024 REUTERS/Paula Arend Laier
Muitos foram atraídos por uma tese de ganho rápido, apostando em uma reprecificação que acabou não acontecendo. (Imagem: REUTERS/Paula Arend Laier)

O PicPay quebrou o jejum de IPOs (ofertas públicas iniciais) de empresas brasileiras nos Estados Unidos após quatro anos, mas, até agora, a ação não empolgou. Desde a estreia na Nasdaq, os papéis da fintech dos irmãos Batista acumulam queda de 17%.

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Ao todo, a companhia levantou US$ 500 milhões, com o preço saindo no topo da faixa indicativa, que variava de US$ 16 a US$ 19.

O desempenho fraco, inclusive, foi apontado como um dos fatores que levaram o AgiBank que precifica sua oferta nesta terça-feira — a cortar tanto o tamanho do IPO em cerca de 50% quanto a própria faixa indicativa de preço.

Além do mau humor que atingiu empresas de tecnologia no exterior, um gestor ouvido pelo Money Times avalia que o papel não chegou caro — desde que o investidor acreditasse na trajetória de lucros.

‘A expectativa implícita no preço de mercado era de uma empresa negociando a cerca de 20 vezes o lucro de 2025, caminhando para 12 vezes em 2026 e 7 vezes em 2027. Isso, por si só, não é uma exigência excessiva’, afirma.

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O problema, segundo ele, está no grau de credibilidade dessa trajetória.

‘Em grande medida, ela depende de uma aceleração relevante do crédito, o que traz um risco de execução significativo e, sobretudo, um risco não desprezível de aumento da inadimplência’, diz.

PicPay: Empresas de tecnologia?

Outro ponto levantado pelo gestor diz respeito à base de investidores que entrou no IPO. Muitos foram atraídos por uma tese de ganho rápido, apostando em uma reprecificação que acabou não acontecendo.

Na avaliação dele, a história ressoou especialmente entre investidores de growth — empresas que expandem receitas e lucros muito acima da média do mercado — e de tecnologia, com a narrativa de forte crescimento à frente e potencial de monetização da base de clientes.

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‘São argumentos sedutores, e muitos acreditavam que, dado o múltiplo implícito de pares globais, a ação poderia se reprecificar rapidamente. Isso não aconteceu. Os investidores que buscavam esse movimento acabaram se frustrando’, completa.

O PicPay pretende usar os recursos captados com a entrada dos novos acionistas para capital de giro, despesas operacionais, cumprimento de requisitos regulatórios e para financiar a aquisição da Kovr Seguradora.

Durante a cerimônia de listagem em Nova York, o CEO da companhia, Eduardo Chedid, destacou a trajetória da fintech desde sua origem como carteira digital até a consolidação como um banco digital completo.

‘O PicPay reúne escala, crescimento acelerado e rentabilidade, sempre com consistência e eficiência. A listagem na Nasdaq não é a linha de chegada. É apenas o começo de um novo e empolgante capítulo da nossa história’, afirmou Chedid

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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