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Por que a Amazon (AMZO34) e a Meta (M1TA34) são as principais apostas deste fundo da Empiricus Gestão

28 maio 2024, 12:56 - atualizado em 28 maio 2024, 14:23
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Segundo a carta, os resultados do primeiro trimestre da Amazon superaram mais uma vez as expectativas (Imagem: Divulgação)

As big techs não possuem só a soberania quando o assunto é empresas com maior valor de mercado do mundo. Essas companhias também marcam forte presença em carteiras de gestores.

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No fundo Tech Select, da Empiricus Gestão, voltado para BDRs, só Amazon (AMZO34) e Meta compõem 30% do portfólio — cada uma possui 15% da participação.

De acordo com a carta da gestora, a diferença entre o comportamento entre as ações das grandes companhias, em especial as Big Techs, e as mid e small caps foi elevada nos últimos anos.

“A dificuldade das companhias menores em mostrar resultados assertivos e manter a velocidade de crescimento espantou uma boa parte dos investidores do setor (e demoliu com o patrimônio de muitas pessoas físicas)”, explica.

Segundo os gestores, com o surgimento dos modelos recentes de Inteligência Artificial, os Large Language Models (LLMs), foi possível perceber o quão rápido o avanço de novas tecnologias podem se tornar em ativos de ponta, especialmente se alimentadas pela força bruta dos fluxos de caixa e do investimento.

“Em pouco menos de dois anos, o impulso em direção a essa tecnologia foi espantoso e praticamente todo o setor corporativo se viu impelido a mover suas equipes para o desenvolvimento de algum tipo de ferramenta”, observa.

Ainda segundo o documento, nas big techs estão alocadas as maiores companhias de tecnologia do globo, líderes dos seus mercados de atuação e extremamente aptas a enfrentar o cenário competitivo.

“Seus balanços não trazem nenhum tipo de preocupação e a dinâmica das ações do mercado quase sempre respondem às pequenas mudanças de rota feitas pela administração das empresas”, destaca.

Por que a Amazon?

Segundo a carta, os resultados do primeiro trimestre da Amazon superaram mais uma vez as expectativas, impulsionados pela integração bem sucedida entre as funcionalidades de IA e os serviços da AWS (plataforma de serviços de computação em nuvem).

“Mas além dos números formidáveis no segmento de Cloud, a empresa como um todo teve uma performance excepcional, atingindo uma margem de dois dígitos em todos os segmentos pela primeira vez na sua história”, afirma.

No trimestre, a receita cresceu 12,53% no comparativo anual, atingindo US$ 143,3 bilhões, e o lucro operacional bateu recorde de US$ 15,3 bilhões, disparada de 320%.

“Contrariamente ao ceticismo de alguns analistas, a companhia mostrou competência na monetização de suas capacidades de IA, principalmente na AWS, a partir das suas soluções integradas para treino, inferência e avaliação de LLMs, e facilitando o desenvolvimento de aplicações que façam uso desses modelos de IA”, discorre.

Por que a Meta?

Na visão dos gestores, por mais um trimestre consecutivo, a Meta surpreendeu positivamente. Seus números alcançaram marcas recordes e superaram com folga as estimativas de mercado.

A receita total alcançou a marca dos US$ 36,46 bilhões, crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a linha de lucro líquido mais que dobrou e atingiu os US$ 12,4 bilhões.

No mês de março, a companhia registrou recorde de usuários nas suas plataformas (3,24 bilhões).

Segundo os gestores, a queda dos papéis após os resultados pareceu exagero do “do Mr. Market”.

“O aumento da integração entre seus apps e a possibilidade cada vez maior de monetização das suas plataformas, aumenta substancialmente a força da tese de investimento na companhia”, justifica.

Além disso, com os reels, a companhia conseguiu trazer de volta para o Instagram o “tempo de tela” dos seus usuários, ampliando sua capacidade de monetização.

Em paralelo, a companhia também tem conseguido trazer usuários norte-americanos para o WhatsApp, cujo front deverá ser utilizado para a implementação do Llama 3 em larga escala.

“Sob nossa ótica, a oportunidade de investimento nas ações da Meta é clara. Não à toa, elevamos a participação das ações na carteira ao longo dessas últimas semanas, de 11% para 15%. Dados os prognósticos à frente, o valuation da companhia não é demandante e é condizente com a forte geração de caixa e capacidade de remunerar seus acionistas”, completa.

Desempenho do fundo

Em abril, os gestores destacam que o mês foi um pouco mais complicado para as ações, enquanto a recuperação veio à galope em maio, impulsionada pelas divulgações das grandes companhias acerca de seus próximos passos estratégicos.

Aliás, a Meta foi a grande vilã da carteira em abril, após a divulgação dos seus resultados trimestrais. Apesar dos números recordes, a pressão de venda foi grande e dado o tamanho da posição da carteira, os retornos do mês passado ficaram pressionados. Mas, tudo isso ficou para trás em maio.

Nos últimos doze meses (de 31/05/2023 até dia 15/05/2024), o retorno proporcionado pelo Empiricus Tech Select FIA BDR Nível I está em 27,43%. Já no ano, o fundo sobe 16,54%. Desde seu início (09/06/2020), o fundo apresenta uma rentabilidade de 64%.

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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