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Por que ADR do Bradesco (BBDC4) afundou até 5%, apesar de resultado acima do esperado?

05 fev 2026, 21:28 - atualizado em 05 fev 2026, 21:28
bradesco dividendos
O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) também voltou a escalar e subiu 2,5 pontos percentuais em um ano (Imagem: REUTERS)

O Bradesco (BBDC4) repetiu o script do trimestre passado e viu suas ADRs desabarem no after-market de Nova York após a divulgação dos resultados. Por volta das 21h06, os papéis (BBD) caíam 5,25%, a US$ 4.

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Apesar da liquidez reduzida, o tombo pode dar pistas de como o mercado deve reagir aos números, que vieram levemente acima das expectativas. Ao todo, o banco lucrou R$ 6,5 bilhões, alta de 20,6% na comparação anual. O consenso da Bloomberg esperava R$ 6,3 bilhões.

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) também voltou a escalar e subiu 2,5 pontos percentuais em um ano e 0,5 ponto percentual no trimestre, para 15,2%. Com a Selic, a taxa básica de juros, em 15%, o banco superou, assim, o custo de capital.

‘Nosso ROE superou o custo de capital. É um marco importante que foi atingido. A nossa expectativa é que o lucro continue a aumentar, em cada um dos próximos trimestres, de forma gradual e segura, step by step’, disse o CEO, Marcelo Noronha.

Mas, se os números foram positivos, por que a reação negativa do mercado? A resposta pode estar no guidance. Segundo um gestor ouvido pelo Money Times, as projeções foram fracas e abaixo do que o mercado esperava.

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Para este ano, o banco projeta crescimento da carteira de crédito de até 10,5%. Em 2025, a expansão foi de 11%, o que indica alguma desaceleração no caminho.

Ainda segundo o gestor, a qualidade do valor patrimonial do banco segue se deteriorando. ‘O patrimônio tangível é cada vez menor dentro do patrimônio total’, afirma.

Não custa lembrar também que o papel do Bradesco sobe forte no ano, com valorização de 16%. Nos últimos 12 meses, a alta chega a 70%, o que também pode abrir espaço para realização de lucros.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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