Coluna
Coluna da Alessandra Velloso

Por que o combate ao endividamento empresarial é um desafio para a economia

06 nov 2023, 14:03 - atualizado em 06 nov 2023, 14:03
endividamento empresas
O cenário econômico atual alerta para a necessidade de olharmos para o endividamento empresarial, sobretudo dos micros, pequenos e médios negócios. (Créditos: Rmcarvalho de Getty Images/Canva Pro)

Um alarmante e negativo recorde no cenário empresarial brasileiro foi batido em agosto: mais de 6,5 milhões de empresas encerraram o mês inadimplentes, representando um aumento de 5% em comparação ao mesmo período em 2022.

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Este é o maior registro desde o início do indicador de inadimplência da Serasa Experian, em março de 2016. O percentual de 89% que representa a maioria esmagadora desse endividamento, recai sobre as micro e pequenas empresas (MPEs), que somam 5,8 milhões do total de companhias devedoras.

Setores vitais da economia, como serviços (53%), comércio (38,6%) e indústria (7,7%), foram particularmente atingidos por essa avalanche financeira.

O Brasil ainda testemunhou um aumento nas demissões. Segundo a pesquisa sobre offboarding de funcionários, realizada pelo Capterra, plataforma de comparação de softwares, cerca de 57% dos trabalhadores de pequenas e médias empresas (PMEs) relataram que seus empregadores demitiram entre junho de 2022 e junho de 2023.

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O problema do endividamento empresarial

Esse cenário alerta para a necessidade de olharmos para o endividamento empresarial, sobretudo dos micros, pequenos e médios negócios, cruciais na geração de emprego e renda e um importante balizador de crises. O empresariado precisa buscar soluções para combater o endividamento e garantir sua sobrevivência, começando pela correta gestão empresarial, com foco em compliance e responsabilidade fiscal.

A gestão tributária é uma peça fundamental nesse quebra-cabeça, especialmente em um país com uma complexa e alta carga de impostos. É importante administrar todos os processos da empresa que envolvem tributos e incorporar o planejamento estratégico, considerando a precificação, tributos de fornecedores, benefícios fiscais e outros fatores.

Além disso, fazer revisão periódica dos documentos fiscais e das declarações é fundamental para obter melhores resultados. Isso não só evita embaraços fiscais, mas também permite o uso mais eficaz dos recursos.

O Brasil é uma nação de empreendedores intuitivos, criativos e inovadores, que demonstram profundo comprometimento com suas comunidades, apoiam iniciativas locais e desempenham um papel de protagonismo no desenvolvimento regional.

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Essas são características imprescindíveis para se manter no mercado, mas não basta, porém, confiar apenas em intuição, coragem e visão de futuro. É preciso investir também em educação financeira para gestores, empresários e profissionais, além de valorizar práticas que visam ao desenvolvimento sustentável, envolvendo ações conscientes e políticas socioambientais responsáveis.

Portanto, o combate ao endividamento empresarial exige uma abordagem ampla, estratégica e multifacetada. Implementar uma gestão estratégica eficaz, adotar práticas sustentáveis, investir em educação financeira e em planejamento são medidas necessárias para enfrentar esse desafio. O Brasil tem um potencial empreendedor inigualável capaz de garantir um futuro mais promissor para as empresas e a economia como um todo.

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Advogada e especialista em Direito Bancário e Empresarial. Sócia-fundadora do Velloso Advogados & Associados e da Velloso Cobrança, possui mais de 20 anos de experiência no setor jurídico voltado ao atendimento de instituições financeiras e empresas. Integra a Divisão Jurídica da Federação das Empresas do Rio Grande do Sul (Federasul) e tem passagens pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
alessandra.velloso@moneytimes.com.br
Advogada e especialista em Direito Bancário e Empresarial. Sócia-fundadora do Velloso Advogados & Associados e da Velloso Cobrança, possui mais de 20 anos de experiência no setor jurídico voltado ao atendimento de instituições financeiras e empresas. Integra a Divisão Jurídica da Federação das Empresas do Rio Grande do Sul (Federasul) e tem passagens pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
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