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Setor de construção vai liderar geração de empregos e retomada da atividade no pós-pandemia, diz Inter

30 set 2020, 15:11 - atualizado em 30 set 2020, 15:15
Construção Civil Imóveis
“Apesar dos lançamentos imobiliários ainda não terem se recuperado como as vendas de estoques nos últimos meses, a forte demanda no setor deve contribuir para a geração de caixa das construtoras”, afirmou o Banco Inter (Imagem: Unsplash/ @ivanchenao)

As concessões totais de crédito totalizaram R$ 343 bilhões em agosto, de acordo com os dados divulgados no início desta semana pelo Banco Central (BC). O aumento das operações foi puxado principalmente pela categoria de empréstimo às famílias, que avançou 4,5% na comparação mensal em razão do crédito imobiliário.

O time de análise do Banco Inter (BIDI4;BIDI11) destacou a forte demanda em imóveis, segmento que tem se beneficiado das baixas taxas de juros e da recuperação do consumo. Para os analistas, a construção civil continuará demonstrando resiliência, e as construtoras devem aproveitar esse momento de aceleração do setor.

“Apesar dos lançamentos imobiliários ainda não terem se recuperado como as vendas de estoques nos últimos meses, a forte demanda no setor deve contribuir para a geração de caixa das construtoras e criar incentivos para maior investimento. Dessa forma, esperamos que o setor de construção civil lidere tanto a retomada da atividade quanto a geração de empregos no período pós-pandemia”, comentou Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter e autora do relatório divulgado na segunda-feira (28).

PJs

Em agosto, o crédito a pessoas jurídicas (PJs) cresceu 2,4% em relação a julho, revertendo a trajetória negativa observada desde 2016. O Banco Inter disse que a alta é um movimento pontual, resultado das medidas emergenciais do governo para amenizar os efeitos causados pela pandemia. Na avaliação dos analistas, a tendência de queda vai voltar no próximo ano.

Por outro lado, a inadimplência atingiu o patamar mais baixo da série histórica, ficando em 1,6%. O resultado pode ser explicado pela implementação dos programas de manutenção de emprego e renda do governo, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

“Embora haja aumento pontual e limitado em algumas linhas, acreditamos não haver comprometimento excessivo da renda das famílias com o serviço da dívida, o que possibilita uma aceleração do consumo nos próximos meses, puxada pelo crédito historicamente barato, a suspenção das medidas de isolamento e a continuidade do auxílio emergencial”, concluiu Vitória.

Editora-assistente
Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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