Economia

‘O presidente não convidou ninguém ainda’, diz Haddad sobre indicação de Guilherme Mello ao BC

03 fev 2026, 9:44 - atualizado em 03 fev 2026, 9:44
Fernando Haddad, Ministério da Fazenda, Economia, Brasil, Lula, Política iof
(Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Com duas vagas em aberto na diretoria do Banco Central, Fernand Haddad, ministro da Fazenda afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não convidou ninguém para os cargos na autoridade monetária.

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“Posso atestar que o presidente não convidou ninguém ainda”, disse o ministro em entrevista à Rádio BandNews FM, nesta terça-feira (3).

A fala vem após informações de que o economista e atual secretário de Política Econômica da Fazenda, Guilherme Mello, seria um dos indicados de Haddad para uma das duas vagas da diretoria do BC.

O ministro ainda disse que chegou a indicar também o nome de Tiago Cavalcanti, membro do Trinity College da Universidade de Cambridge e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) para uma das cadeiras, há uns três meses, mas que o presidente ainda não tomou nenhuma decisão.

“O presidente ficou de nos chamar para conversar sobre isso, mas essa reunião ainda não aconteceu”, ressaltou Haddad durante a entrevista.

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Em dezembro, encerraram-se os mandatos de Diogo Guillen, da diretoria de Política Econômica, e de Renato Gomes, da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.

A possível indicação de Mello para o cargo tem causado desconforto do mercado por conta do seu “passado petista”. O economista foi um dos responsáveis pela elaboração do programa de governo nas eleições de 2022.

Além disso, ele é considerado um defensor da Teoria Monetária Moderna (MMT), corrente heterodoxa que sustenta que governos com controle sobre sua própria moeda não correm risco de insolvência e podem financiar seus gastos por meio da emissão monetária.

“Não entendo a animosidade em relação ao nome dele”, disse Haddad. “Ele acertou mais projeções que muitos do mercado”, completou.

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Durante a entrevista, o ministro ainda defendeu a relação do governo com o Banco Central, destacando a autonomia do órgão durante todos os mandatos em que Lula esteve na presidência.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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