Prata sobe e acumula alta de 10% na primeira semana de 2026; ouro estável
A prata mantém uma alta firme pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira (6), após disparar mais de 7% na véspera. Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do metal avançavam 1,98%, cotados a US$ 78,19 por onça-troy. Com isso, a prata acumula valorização de cerca de 10% apenas na primeira semana de 2026.
O metal surfa a onda do aumento da busca por ativos considerados seguros em momentos de incerteza, em meio à tensão geopolítica entre Estados Unidos e Venezuela, que culminou na prisão do presidente Nicolás Maduro e segue no radar dos investidores.
O ouro, por sua vez, opera com leve alta. Os contratos futuros avançavam 0,49%, a US$ 4.473,45 por onça-troy, após terem subido 2,82% na sessão anterior.
Apesar de a incerteza ainda pairar sobre a Venezuela, o foco do mercado começa a se deslocar para a agenda econômica dos EUA ao longo da semana. O principal destaque é o relatório de empregos (payroll) de dezembro, que será divulgado na sexta-feira (9).
Os dados devem ajudar os investidores a calibrar as expectativas para a economia norte-americana e revisar as projeções para a trajetória da política monetária do Federal Reserve.
O ouro atingiu um recorde histórico de US$ 4.549,92 em 26 de dezembro, e grandes bancos seguem projetando novos ganhos ao longo de 2026, com a expectativa é de que o Fed anuncie cortes adicionais nos juros, além do impacto da reformulação da liderança do banco central sob a presidência de Donald Trump. O Goldman Sachs, por exemplo, projeta um cenário-base de US$ 4.900 por onça.
No curto prazo, no entanto, há preocupações de que um amplo rebalanceamento dos índices de commodities possa pressionar os preços. As máximas recordes do ouro e da prata podem levar fundos passivos a reduzir posições para se adequarem às novas exigências da Chicago Mercantile Exchange (CME), que passou a requerer garantias adicionais para posições em contratos de metais preciosos.