Comprar ou vender?

Pré-Market: Está chegando a hora

31 jul 2017, 11:09 - atualizado em 05 nov 2017, 13:59

Olivia

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Olivia Bulla é jornalista e escreve diariamente sobre os mercados financeiros no blog A Bula do Mercado

Os mercados domésticos se preparam para o fim do recesso parlamentar, que pode trazer os ruídos políticos de volta aos negócios. As atenções dos investidores estão voltadas para a votação na Câmara da denúncia feita contra o presidente Michel Temer pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Antes disso, porém, a sessão desta segunda-feira ainda reserva os últimos ajustes de fim de mês, com fatores técnicos agitando o dólar.

Temer passou os últimas dias negociando com deputados e traçando estratégia para garantir o quórum mínimo de 342 parlamentares na sessão e, principalmente, para impedir que esse total de votos autorize a denúncia. O governo está confiante de que a oposição não reunirá o equivalente a dois terços da Casa para abrir o processo de investigação contra Temer.

Contudo, pode haver certa frustração em relação à sessão prevista para quarta-feira. Ainda não é certo de que a votação da denúncia acontecerá no dia 2, já que partidos da oposição avaliam não marcar presença em plenário. A mesma estratégia passou a ser estudada pelos governistas, uma vez que deputados do PSDB, DEM e PSB indicam a possibilidade de se posicionarem a favor da denúncia contra Temer.

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Com isso, uma nova sessão pode ser marcada para os próximos dias, dando mais tempo ao governo para garantir os 172  votos necessários entre os deputados para arquivar a denúncia. Com todos de volta a Brasília, as negociações tendem a se intensificar, a fim de acelerar o processo antes que surja algum “fato novo”.

Amanhã, quando o Congresso Nacional volta aos trabalhos, está prevista a leitura do parecer do relator Paulo Abi-Ackel, que recomenda a rejeição da denúncia, no plenário da Câmara. O procedimento faz parte da tramitação na Casa e permitirá que a matéria entre na pauta de votação na quarta-feira.

Até lá, o noticiário político volta a dividir as atenções com a pauta econômica. O auge da agenda no Brasil está previsto para amanhã. A terça-feira começa com a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada logo cedo, seguida pelos números de junho da produção industrial.

O documento do Banco Central pode dar pistas sobre o próximo corte na taxa básica de juros (Selic) e os dados da indústria devem indicam o ritmo da atividade no segundo trimestre deste ano. No calendário de hoje, merecem atenção as projeções do mercado financeiro (8h25) para os indicadores de inflação e juros, após a decisão da semana passada do Copom. Já os números de julho da balança comercial ficaram para amanhã.

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No exterior, as atenções se voltam aos dados de atividade econômica das principais economias do mundo no início deste trimestre. A rodada começou com os indicadores da China, que sugerem uma perda de tração, em meio às ações das autoridades para impedir que os riscos financeiros no país se espalhem.

O índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria desacelerou a 51,4 em julho, mais que a previsão de queda a 51,5, de 51,7 em junho. No varejo chinês, o PMI ficou em 54,5 neste mês, de 54,9 no mês anterior. Já a produção industrial no Japão cresceu 1,6% em junho, diante da recuperação da demanda mundial.

Esse otimismo na retomada da economia global sustenta as ações de produtores e exportadores de matérias-primas, como a BHP Billiton e a Rio Tinto, ao mesmo tempo em que as commodities avançam. O petróleo estende o rali da semana passada e tenta buscar a marca de US$ 50 o barril pela primeira vez desde maio, ao passo que o cobre segue em alta, depois de alcançar o maior nível em dois anos, na esteira da previsão de aumento de preços por fabricantes chilenas.

Nas bolsas, os índices futuros em Nova York e as praças europeias estão em alta, embaladas pela temporada de balanços. Os resultados de HSBC e Heineken dão ritmo ao pregão na Europa, após terem superado as estimativas, enquanto Wall Street aguarda os números da Apple, na semana.  

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Entre os indicadores, amanhã, saem os índices PMI dos Estados Unidos e da zona do euro, além da leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) na região da moeda única entre abril e junho. Depois, na quinta-feira, o Banco Central da Inglaterra (BoE) tem reunião de política monetária. Antes, saem as decisões de juros na Austrália (RBA) e na Índia (RBI). Por fim, a sexta-feira traz os dados do mercado de trabalho norte-americano (payroll).

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Editora-chefe
Olívia Bulla é editora-chefe do Money Times, jornalista especializada em Economia e Mercado Financeiro, com mais de 15 anos de experiência. Tem passagem pelos principais veículos nacionais de cobertura de notícias em tempo real, como Agência Estado e Valor Econômico. Mestre em Comunicação e doutoranda em Economia Política Mundial, com fluência em inglês, espanhol e conhecimento avançado em mandarim.
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Olívia Bulla é editora-chefe do Money Times, jornalista especializada em Economia e Mercado Financeiro, com mais de 15 anos de experiência. Tem passagem pelos principais veículos nacionais de cobertura de notícias em tempo real, como Agência Estado e Valor Econômico. Mestre em Comunicação e doutoranda em Economia Política Mundial, com fluência em inglês, espanhol e conhecimento avançado em mandarim.
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