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Preços do Petróleo seguem ladeira abaixo e atingem valores de fevereiro

25 jun 2026, 4:30 - atualizado em 25 jun 2026, 4:30
Petróleo petroleira ação Irã

Os preços do petróleo seguem em queda nesta quinta-feira (25), aproximando-se dos níveis observados pela última vez antes do início da guerra com o Irã, à medida que as expectativas de aumento da oferta proveniente do Oriente Médio superaram as preocupações com a demanda.

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Os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em agosto, mês de vencimento mais próximo, caíam 76 centavos, ou 1,03%, para US$ 72,98 por barril às 4h28 (horário de Brasília), enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos recuava 40 centavos, ou 0,57%, para US$ 69,94 por barril.

Ambos os contratos atingiram seu nível mais baixo desde 27 de fevereiro.

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O Brent para agosto era negociado abaixo do contrato de setembro, cotado a US$ 73,59, sinalizando ampla oferta no curto prazo.

“A velocidade dessa queda pegou muita gente de surpresa, já que os mercados estão precificando um retorno muito mais rápido dos barris do Oriente Médio do que a maioria esperava há apenas duas semanas”, afirmou o analista da IG, Tony Sycamore, em relatório.

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O Brent já havia caído mais de US$ 3 nesta quarta-feira (24), à medida que as preocupações com a oferta diminuíam, enquanto o WTI encerrou o dia com queda de quase US$ 3.



O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse em um fórum que os fluxos pelo Estreito de Ormuz estavam próximos dos níveis observados antes do início da guerra com o Irã, com pelo menos 20 milhões de barris tendo atravessado o estreito nas últimas 24 horas.

No entanto, ele acrescentou que o retorno à completa normalidade levará algumas semanas, pois o estreito precisa ser desminado.

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O aumento da oferta do Oriente Médio, juntamente com a perspectiva de o Irã elevar suas vendas após um alívio temporário das sanções dos EUA, pressionou para baixo os preços das cargas físicas de petróleo bruto em todo o mundo.

Um acordo inicial firmado na semana passada para encerrar a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, permitiu a retomada do tráfego pelo estreito.

O acordo estabeleceu um período de 60 dias de negociações para tratar de questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano. Wright afirmou que o petróleo continuará fluindo pelo estreito mesmo que o acordo não seja mantido e que o Irã não conseguirá fechá-lo novamente.

Omã abriu rotas temporárias ontem para facilitar a saída de petroleiros pelo estreito, com a Organização Marítima Internacional e as autoridades omanenses coordenando os movimentos.

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O primeiro-ministro do Catar visitou Omã para discutir o início de negociações sobre a futura gestão do estreito com o Irã, o Iraque e os países do Golfo.

Analistas do Macquarie esperam que o petróleo retorne rapidamente aos níveis anteriores à guerra à medida que as cadeias de abastecimento se adaptem e o Estreito de Ormuz seja reaberto.

Eles projetam que os preços médios do Brent e do WTI no terceiro trimestre sejam de US$ 67 e US$ 62 por barril, respectivamente, abaixo das médias do segundo trimestre, de US$ 94 e US$ 87 por barril.

Na semana passada, os estoques totais de petróleo bruto dos Estados Unidos atingiram o menor nível desde 1984, informou a Administração de Informação de Energia (EIA) na quarta-feira, impulsionados pela forte demanda das refinarias e pelas liberações de petróleo da reserva estratégica de emergência do governo.

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Os mercados, porém, pareceram indiferentes aos dados da EIA, já que os operadores continuaram concentrados no Estreito de Ormuz.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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