Prejuízo da Dasa (DASA3) aumenta 14% e fecha 4T25 em quase R$ 950 milhões
A Dasa (DASA3) teve prejuízo líquido de R$ 947,7 milhões no quarto trimestre de 2025, quase 14% maior do que a perda registrada um ano antes, mostrou o balanço do grupo de medicina diagnóstica divulgado nesta quinta-feira (26).
O resultado refletiu impactos relacionados à equivalência patrimonial da Rede Américas e efeito não recorrente associado à venda do Hospital São Domingos, cujo resultado contábil negativo foi de aproximadamente R$ 400 milhões.
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De acordo com a Dasa, o Hospital São Domingos foi adquirido em dezembro de 2021 por R$ 1,4 bilhão e alienado em 30 de dezembro do ano passado por R$ 1,2 bilhão.
“Ao longo do período, o ativo contribuiu para a geração de caixa da companhia, e sua alienação está alinhada às mudanças no posicionamento da companhia e condições de mercado desde a aquisição”, afirmou a companhia no material do balanço.
Dessa forma, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado ficou negativo em R$ 111 milhões, com a margem também negativa em 4,9% – e Ebitda de R$ 403 milhões e margem de 11%, ambos positivos, um ano antes.
Em termos recorrentes, porém, o Ebitda cresceu 21%, para R$ 397 milhões, refletindo a expansão da operação, ganhos operacionais e iniciativas de eficiência. A margem nessa linha subiu 2,5 pontos percentuais, para 17,5%.
A companhia também reportou geração operacional de caixa de R$ 460 milhões e fluxo de caixa livre de R$ 351 milhões.
O resultado financeiro negativo em R$ 359 milhões ainda pesou no resultado, mas o montante representa uma redução de 49,8% ante o desempenho negativo do último trimestre de 2024, em razão principalmente da diminuição do endividamento no período.
A alavancagem financeira medida pela dívida líquida/Ebitda encerrou 2025 a 2,67 vezes, ante 4,08 vezes no final de 2024.
A receita operacional líquida consolidada caiu 38,1% em relação ao mesmo período de 2024, para R$ 2,27 bilhões.
Na divisão de diagnósticos, porém, a receita líquida apurou alta de 2,5%, para R$ 1,8 bilhão, com a receita bruta no mercado nacional crescendo 13,3%. Houve aumento de 15,9% no volume médio de exames ano a ano, mas o ticket médio retraiu 2,2%.
O presidente-executivo da Dasa, Rafael Lucchesi, afirmou em nota à Reuters que a companhia está preparada para continuar sendo uma das líderes no mercado de diagnósticos do Brasil.
“A execução do nosso plano estratégico de eficiência operacional e financeira ao longo do último ano foi fundamental para reduzir a dívida, a alavancagem e fortalecer nossa estrutura de capital, com recorrência e solidez”, acrescentou.