Internacional

Presidente do Comitê Olímpico prevê custos adicionais com adiamento de Jogos

13 abr 2020, 16:34 - atualizado em 13 abr 2020, 16:34
Thomas Bach
“A OMS apoiou nossa escolha do verão de 2021 como a nova data e garantiu ao primeiro-ministro japonês sua assistência para tornar os Jogos um sucesso”, disse o presidente do COI (Imagem: Tomaz Silva/ Agência Brasil)

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, concedeu uma entrevista ao jornal alemão Welt em que abordou os efeitos econômicos do adiamento do Jogos Olímpicos de Tóquio para o ano que vem. Na publicação veiculada neste domingo (12), Bach disse que não há como estimar o prejuízo econômico gerado pela mudança de data. Para ajudar a pagar os custos provenientes da alteração, a entidade conta com um seguro de US$ 2 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 10 bilhões de reais. Mesmo assim, o montante não será suficiente para sanear as contas.

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Questionado sobre quanto o custo do adiamento, o mandatário do COI respondeu: “Isso é impossível de se dizer por enquanto. Concordamos com o primeiro-ministro que o Japão continuará a cobrir os custos que teria feito nos termos do contrato existente para 2020, e o COI continuará sendo responsável por sua parte nos custos. Para nós, o COI, já está claro que enfrentaremos centenas de milhões de dólares em custos adicionais”, avaliou.

Bach também respondeu se existe a chance das Olimpíadas voltarem a sofrer uma nova alteração de calendário, tendo em vista a incerteza sobre o controle da pandemia do novo coronavírus(covid-19).

“Estamos sendo guiados por nossa força-tarefa e pela OMS. A OMS apoiou nossa escolha do verão de 2021 como a nova data e garantiu ao primeiro-ministro japonês sua assistência para tornar os Jogos um sucesso. Nossa prioridade número um, é claro, continua sendo a saúde dos atletas e de todos os outros envolvidos nos Jogos, bem como a contenção do vírus. Isso continuará a orientar todas as nossas decisões”, garantiu.

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“Estamos sendo guiados por nossa força-tarefa e pela OMS”, disse o presidente do COI (imagem: Reuters/Agustin Marcarian)

O alemão ainda foi questionado se não seria mais prudente que os Jogos ocorressem em 2022, já que teria mais tempo para o mundo se recuperar da pandemia.

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“Tanto nossos parceiros japoneses quanto o primeiro-ministro deixaram muito claro para mim que o Japão não poderia administrar um adiamento para além do próximo verão, o mais tardar. É um empreendimento gigantesco, tanto para o Comitê Organizador quanto para o país como um todo”, disse ele.

“É difícil para quem está de fora imaginar. Primeiro de tudo, você precisa garantir a disponibilidade da Vila Olímpica, já que está no coração dos Jogos. O mesmo se aplica a todos os locais de esportes”, afirmou.

“Milhares de pessoas precisarão continuar trabalhando.Todos os parceiros, patrocinadores e governos regionais e locais precisam se reunir. Você não pode adiar tudo isso indefinidamente como poderia com um torneio de tênis ou uma partida de futebol. O adiamento envolverá restrições e compromissos por parte de todos os envolvidos. Não existe um plano para adiamento”, concluiu.

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