Prévia do varejo: Quem serão as ações vencedoras no 4T25, segundo UBS BB
Mais uma temporada de balanços se aproxima e os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) das varejistas prometem mostrar os impactos de uma desaceleração no consumo discricionário (não essencial). Para o UBS BB, alguns nomes devem se destacar positivamente, enquanto para outros, como no varejo alimentar, deve persistir uma fraqueja generalizada.
A equipe de analistas liderada por Vinicius Strano pondera que 2025 se desenrolou como um ano de duas metades. O primeiro semestre do ano é visto como sólido, com o consumo discricionário surpreendendo positivamente.
No entanto, o movimento foi seguido por uma desaceleração no segundo semestre, provavelmente refletindo os efeitos defasados das taxas de juros máximas.
“Esperamos tendências mais desafiadoras no curto prazo, visto que o endividamento das famílias ainda está elevado, os empréstimos não performáticos (NPLs) dos consumidores estão aumentando em todo o sistema e os benefícios sociais estão diminuindo”, diz o UBS BB.
Em linha com a perspectiva do terceiro trimestre, os analistas apontam RD Saúde (RADL3), Alpargatas (ALPA4), Smart Fit (SMFT3) e Vivara (VIVA3) como nomes em posições relativamente melhores para o quarto trimestre.
“Em relação aos potenciais pontos de inflexão, vemos a Natura (NATU3) apresentando tendências ligeiramente melhores, embora a execução consistente continue sendo fundamental para reconstruir a confiança do mercado”, diz o UBS BB.
O 4T25 do varejo de moda: Destaque positivo
Os analistas do banco apontam que, após um forte primeiro semestre de 2025, o setor de varejo de vestuário desacelerou no segundo semestre de 2025.
Dessa maneira, o UBS BB estima um crescimento total de vendas nas mesmas lojas (SSS) de 2,8% para a Lojas Renner, estável para o segmento de vestuário da C&A e de 5,3% para Guararapes, superando o desempenho do setor.
A Vivara continua se destacando, na visão dos analistas, com receita bruta 16% maior em relação ao ano anterior, impulsionada pelo e-commerce, enquanto as margens bruta e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) expandiram 100 pontos-base (bps) e 120 bps, respectivamente, em relação ao ano anterior.
Já a Alpargatas deve continuar apresentando melhora sequencial na margem bruta no Brasil e menores prejuízos internacionais em relação ao ano anterior, compensando um aumento nas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A).
A Azzas 2154 permanece sob pressão, com receita líquida caindo 2,4% em relação ao ano anterior, em meio a tendências mais lentas no segmento de moda feminina.
No segmento esportivo, o UBS BB prevê um crescimento de receita de 11% para o Grupo SBF, com uma contração de 1,7 ponto percentual na margem Ebitda ajustada em relação ao ano anterior, enquanto a Vulcabras deverá apresentar um crescimento de receita de 11% e uma expansão de 20 pontos-base na margem Ebitda em relação ao ano anterior.
Já o varejo de alimentos…
Para o segmento de alimentos, o UBS BB vê uma persiste a fragilidade generalizada.
A estimativa é de um aumento de 1,2% nas vendas em lojas físicas (SSS) do Assaí , o que se traduzirá em um crescimento de 3,2% nas vendas totais em relação ao ano anterior, juntamente com uma expansão de 10 pontos-base na margem Ebitda em relação ao ano anterior, para 6,5% antes do IFRS-16, à medida que a maturação das conversões de lojas Extra compensa a alavancagem operacional limitada.
No caso do Grupo Mateus, o banco espera uma desaceleração no crescimento da receita para 7,4% em relação ao ano anterior, excluindo a Novo, refletindo um desempenho mais fraco da do atacarejo (2,8% de crescimento nas mesmas lojas (SSS), com margem Ebitda pré-IFRS 16 de 6,4%.
Para o Pão de Açúcar, os analistas esperam que o crescimento das mesmas lojas desacelere em relação ao ano anterior para 2,5%, com receita total estável em relação ao ano anterior e margem Ebitda pré-IFRS 16 subindo 20 pontos-base em relação ao ano anterior, para 5,5%