Prio (PRIO3): Bank of America vê dividendos bilionários no radar e eleva preço-alvo
O Bank of America (BofA) elevou o preço-alvo das ações da Prio (PRIO3) de R$ 71 para R$ 74 até o fim de 2027 e reiterou a recomendação de compra para os papéis. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (14), o banco destacou o potencial de geração de caixa da petroleira e a perspectiva de distribuição de dividendos bilionários nos próximos anos.
O novo preço-alvo incorpora projeções mais elevadas para o petróleo Brent, cuja cotação média estimada pelo BofA passou de US$ 82 para US$ 93 por barril em 2026 e de US$ 70 para US$ 80 em 2027. Para o longo prazo, a instituição manteve a premissa de US$ 70 por barril.
Com base nas estimativas, o banco projeta que a PRIO possa distribuir entre US$ 2 bilhões e US$ 2,1 bilhões em dividendos por ano em 2027 e 2028. Os pagamentos, segundo os analistas, devem estar vinculados aos preços do petróleo e aos indicadores de alavancagem financeira.
A expectativa é que a companhia mantenha a relação entre dívida e geração de caixa em até uma vez, mesmo em um cenário mais conservador, com o Brent a US$ 60 por barril.
A projeção implica um dividend yield de aproximadamente 18% em cada um dos dois anos. O BofA também estima um fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE, na sigla em inglês) de US$ 3,4 bilhões em 2027 e US$ 2,8 bilhões em 2028, o equivalente a retornos de 28% e 23%, respectivamente, em relação ao valor de mercado da companhia, segundo as estimativas do banco.
Os analistas avaliam que a Prio se tornou uma das histórias de criação de valor mais bem-sucedidas do mercado brasileiro, impulsionada pela aquisição disciplinada de ativos maduros no segmento offshore e pela eficiência operacional. A expansão da produção e das reservas ocorreu principalmente por meio de aquisições de campos na Bacia de Campos.
O BofA também considera que a tese de investimento da petroleira tem um horizonte de retorno relativamente curto em comparação com outras empresas cobertas pelo banco. A característica é vista como positiva diante de uma perspectiva mais favorável para os preços do petróleo no curto prazo, em meio às incertezas sobre as cotações no longo prazo.
Entre os principais riscos para a tese de investimento, o banco cita preços do petróleo abaixo do esperado, desempenho inferior dos reservatórios, atrasos em licenças e aprovações para projetos de revitalização, dificuldades técnicas nas operações e mudanças no regime fiscal brasileiro, incluindo a criação de novas formas de tributação sobre as exportações de petróleo.