Prio (PRIO3): Moody’s eleva nota de crédito após compra de Peregrino e de olho em reforço na produção
A agência classificadora de riscos Moody’s elevou a nota de crédito global da Prio (PRIO3) de ‘Ba2’ para ‘Ba3’ após a aquisição adicional de 40% do campo Peregrino, anunciada pela petrolífera em maio de 2025 e concluída em novembro do mesmo ano, por cerca de R$ 1,5 bilhão.
A elevação engloba ainda as notas seniores sem garantia de US$ 700 milhões com vencimento em 2030 da PetroLux.
De acordo com o comunicado divulgado na segunda-feira (26), a Moody’s também elevou de Ba3 para Ba1 o rating das notas seniores garantidas lastreadas de US$ 169 milhões da PetroLux, com vencimento em 2026, para refletir a posição privilegiada dos credores garantidos dentro da estrutura de capital da Prio.
As perspectivas de ambas as notas de crédito tiveram alteração de positiva para estável.
A aquisição elevou a participação da companhia no ativo para 80%, bem como sua condição de operadora, considerando que a aquisição de outros 40% do campo já havia ocorrido em dezembro de 2024, por US$ 1,9 bilhão. Na visão da agência, Peregrino deve aumentar materialmente a produção e o tamanho das reservas da Prio.
“Com essa aquisição, a Prio adicionará mais de 40 mil barris de óleo equivalente por dia (kboed) de produção, aumentando a produção total para mais de 150 mil barris por dia, um aumento de cerca de 58,8% em relação aos níveis de setembro de 2025. Peregrino produz aproximadamente 100 kboed de petróleo e está localizado próximo ao cluster Polvo e Tubarão Martelo”, destaca a Moody’s.
A posição de mais 40% no ativo é apenas a primeira parte da transação anunciada no ano passado. A previsão é de que a aquisição dos 20% restantes do campo, ainda pertencentes à Equinor, ocorra ainda neste ano, tornando Peregrino totalmente propriedade da Prio.
A Moody’s pontua, no entanto, que o acordo para os 20% restantes está sujeito a condições precedentes.
Bom momento para a Prio?
Os analistas da Moody’s ponderam que, historicamente, a Prio apresenta índices de alavancagem extremamente baixos.
Ainda que para financiar a aquisição a companhia tenha captado alguma dívida, elevando a alavancagem bruta ajustada pela Moody’s para 3,8 vezes nos doze meses encerrados em setembro de 2025, a expectativa é de que esse indicador diminua para níveis mais compatíveis com a categoria de rating nos próximos 12 a 18 meses, alcançando cerca de 1,5 vez a 2,0 vezes, à medida que a empresa se beneficie do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) adicional de Peregrino.
Os ratings Ba2 da Prio refletem a alta eficiência operacional e a geração de caixa da empresa, que sustentam baixa alavancagem da dívida e bons índices de cobertura de juros. Além disso, são apoiados pela alta flexibilidade de investimentos de capital, por um ambiente regulatório favorável e pelo capital da empresa estar listado na B3, o que fortalece sua governança corporativa, na visão dos analistas.
“Os ratings Ba2 também refletem o aumento da produção da empresa e do tamanho das reservas provadas desenvolvidas após a aquisição de Albacora Leste e de uma parcela substancial do campo de Peregrino”, diz a Moody’s