Política

Proposta anula portaria que instituiu novo modelo de financiamento da saúde

20 jan 2020, 17:04 - atualizado em 20 jan 2020, 17:04
Alexandre Padilha
O deputado Alexandre Padilha, autor do projeto, afirma que o novo modelo foi lançado pelo governo sem discussão prévia com a sociedade (Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 701/19 anula portaria do Ministério da Saúde, publicada em novembro de 2019, que instituiu um novo modelo de financiamento para os serviços básicos de saúde realizados em postos e hospitais municipais. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.

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Chamado de Programa Previne Brasil, o novo modelo de financiamento determina, entre outros pontos, que o cálculo do repasse de recursos federais para a Atenção Primária à Saúde levará em conta o número de pessoas cadastradas nos serviços municipais de saúde, a melhora das condições de saúde da população e a adesão a programas estratégicos, como o Saúde Bucal.

Antes, o repasse baseava-se em um valor fixo, conforme o tamanho da população municipal, e um variável, que era transferido à medida que o município cumpria determinadas ações e políticas de saúde.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP), autor do projeto, afirma que o novo modelo foi lançado pelo governo sem discussão prévia com a sociedade. Além disso, contraria a Lei Complementar 141/12 ao colocar o número de pessoas cadastradas como parâmetro para distribuição dos recursos aos municípios.

A norma regulamenta o piso básico da saúde e, segundo Padilha, determina que os recursos serão rateados de modo a diminuir as desigualdades regionais.

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“A lei estabelece uma lógica de repasse não segmentada, devendo atender desigualdades regionais, envolvendo uma alocação de recursos que contemple todos os níveis de atenção à saúde e não apenas o foco em um nível de atenção à saúde, como a primária”, disse Padilha.

Tramitação

O projeto será examinado nas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário da Câmara.

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