Tecnologia

Quatro amigos faturam R$ 60 milhões ensinando inglês pelo WhatsApp e entram no radar da controladora do iFood

05 fev 2026, 7:35 - atualizado em 05 fev 2026, 7:36
whatsapp vai para de funcionar nesses celulares
(Imagem: Dado Ruvic/ Reuters)

Quatro amigos de regiões periféricas de São Paulo se uniram para criar o BeConfident, plataforma que ensina inglês pelo WhatsApp utilizando Inteligência Artificial. Fundada em 2023, a companhia já é avaliada em R$ 530 milhões e recentemente concluiu uma rodada Série A de R$ 85 milhões liderada pela Prosus Ventures, fundo da controladora do iFood.

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Robson Amorim, Felipe Silva, Felipe Tiozo e Luan Cavallaro se conheceram quando ainda eram crianças e disputavam em feiras robóticas, ainda que em times opostos. Reunido, o grupo chegou a representar o Brasil, tendo ganho o título mundial de robótica em 2015, na África do Sul.

Com um futuro promissor pela frente, impulsionado pela aptidão em tecnologia e pelo destaque com o prêmio, um entrave começou a pesar no currículo de Robson Amorim: não saber falar inglês. A necessidade de aprender o idioma se evidenciou principalmente em testes para bolsas de estudos em universidades norte-americanas, durante as fases de teste de proficiência.

À Exame, Robson Amorim relatou que, mesmo com uma trajetória consistente, a falta do inglês dificultou seu processo e demandou um ano sabático para reaplicar em faculdades, até conseguir ingressar.  Após entrar em uma universidade nos Estados Unidos e aprender o inglês, o desejo de empreender ganhou força em Amorim, o reunindo novamente com seus companheiros de robótica.

A partir deste contexto, surgiu a BeConfident, uma startup para ensino de inglês por meio do WhatsApp, com uso de Inteligência Artificial.

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A companhia conta com Robson Amorim como CEO e cofundador, Felipe Tiozo como cofundador e CTO, Felipe Silva, como cofundador e CPO e Luan Cavallaro, como cofundador e CMO.

Segundo a Forbes, com o investimento que recebeu a empresa visa expandir as operações para os Estados Unidos, Europa e Ásia.

Aporte da controladora do Ifood

Com o recente aporte de R$ 85 milhões, a BeConfident está de fato confiante em suas ambições para o futuro. A estimativa é de crescer cinco vezes em receita até o final de 2026.

De acordo com a Exame, as receitas da companhia de 2025 devem fechar em R$ 60 milhões e a meta de agora é de R$ 300 milhões.

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O diretor da Prosus Ventures na América Latina, Rafael Barbalat disse que a escolha de investir na BeConfident considera dois elementos que considera raros: escala comprovada e inovação pedagógica baseada em IA.

A empresa soma 100.000 assinantes pagantes, conforme os dados de 2025.  De acordo com a Exame, apenas em agosto, 7 milhões de reais vieram de novas assinaturas. A base total atingiu 2 milhões de usuários.

Como funciona a BeConfident

A proposta da BeConfident consiste em ensinar inglês por meio de conversas no WhatsApp, usando de IA, avatares e feedbacks em tempo real.

De acordo com falas de Robson Amorim à Exame, o que de fato deslanchou seu próprio desenvolvimento no inglês foi o cotidiano em outro país. Dessa maneira, tendo em vista o uso constante do WhatsApp, o BeConfident busca viabilizar que os momentos de uso da rede social sejam também um momento de estudo do inglês.

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As mensagens enviadas para o WhatsApp são adaptadas à rotina de cada estudante. A ideia é iniciar uma conversa logo no início do dia, seja por texto, áudio ou até mesmo chamada de vídeo com um avatar.

As integrações proporcionam vocabulário, correções de erros e diálogos sobre o cotidiano. A plataforma, no entanto, não se restringe ao WhatsApp. O sistema também funciona por meio do aplicativo da BeConfident e no navegador.

Somado ao bate-papo livre, existem aulas guiadas por avatares hiper-realistas, com experiências estruturadas. A estrutura das aulas segue um plano de progressão baseado em algoritmos de personalização, que passam por ajustes de acordo com o desempenho.

*Com informações da Exame e Forbes

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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