Tombo do petróleo pode desacelerar inflação e impactar combustíveis, diz especialista da Pace Capital
O pregão desta quarta-feira (8) é marcado pelo cessar-fogo duas semanas entre Estados Unidos e Irã, após o presidente Donald Trump ameaçar acabar com a civilização iraniana. O petróleo opera abaixo de US$ 100 o barril, com queda em torno de 14%.
No Giro do Mercado, a jornalista Giovana Leal conversa com Carlos Nobrega, sócio da Pace Capital, para analisar as principais notícias que movem o mercado.
“O avanço do conflito era uma questão que estava tensionando todos os mercados. A incerteza sobre a guerra era muito grande e o cessar-fogo era aguardado para melhorar as dinâmicas. De ontem à noite para cá, a queda no valor de petróleo foi um impacto significativo nas bolsas e pode refletir em vários indicadores econômicos”, analisou Nobrega.
O alívio das tensões teve impacto imediato nos mercados. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, chegou a bater um novo recorde, enquanto o petróleo passava a operar abaixo dos US$ 100 o barril e o dólar perto dos US$ 5.
“Devemos ver um reflexo desse preço de barril nos combustíveis e, consequentemente no IPCA. Temos dados importantes de inflação sendo divulgados em vários países amanhã. O mundo inteiro esperava a paz, ainda que momentânea, para se refletir no preço do petróleo, porque isso vai ter um grande impacto nos preços em alimentos e serviços, por exemplo”, apontou o especialista da Pace.
Em meio às incertezas da guerra, o mercado brasileiro acompanha a divulgação de novas pesquisas eleitorais. A pesquisa Meio/Ideia apresentou um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
No primeiro turno, Lula apresentou 40,4% de intenção de voto, diante de 37% para Flávio Bolsonaro. Já para o segundo turno, o petista teve 45,5%, enquanto Bolsonaro apresentou 45,8% das respostas.
*Com supervisão de Juliana Américo