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Queda persistente de preços de diamantes provoca crise no setor de luxo

13/11/2019 - 12:30
Tiffany
Vendas no segmento de luxo, joias de grifes vendidas pela Tiffany & Co., Cartier ou Bulgari seguem fortes e conquistam participação de mercado no setor de US$ 80 bilhões (Imagem: Gustavo Kahil/Money Times)

Há cinco anos, a maior preocupação do setor de diamantes era o fato de ser esquecido pelos millennials que, segundo a teoria, não davam a mesma importância às joias brilhantes quanto seus pais.

A preocupação, na verdade, era em grande parte infundada, mas a realidade é quase pior. A demanda por joias com diamantes nunca esteve tão alta nos Estados Unidos, mas a maioria dos diamantes polidos está cada vez mais barata. Com os preços mais baixos e o excesso de oferta, o comércio global de diamantes está em crise.

No centro do problema estão os intermediários que cortam, polem e comercializam os diamantes. Os lucros evaporaram com a desvalorização das pedras polidas, os bancos restringiram o financiamento e a De Beers, maior produtora, segue firme com os preços exigidos por seus diamantes brutos.

Este ano, a crise se espalhou e atingiu também mineradoras de diamantes globais. Até a De Beers, que determina os preços para o seu seleto grupo de clientes, tem sido pressionada já que clientes em dificuldades se recusam a comprar.

As vendas de US$ 390 milhões em diamantes brutos este mês são as mais baixas para uma rodada de novembro desde pelo menos 2016 (Imagem: Andrey Rudakov/Bloomberg)

Na semana passada, a icônica mineradora finalmente cedeu, baixando os preços em geral, o que ajudou a aumentar as vendas em sua mais recente oferta no Botsuana.

Ainda assim, os resultados foram relativamente fracos. As vendas de US$ 390 milhões em diamantes brutos este mês são as mais baixas para uma rodada de novembro desde pelo menos 2016.

É improvável que o desconto seja suficiente para fazer diferença entre clientes da De Beers, que não conseguem obter lucro há mais de 18 meses.

Nem todos os diamantes estão mais baratos. As vendas no segmento de luxo, joias de grifes vendidas pela Tiffany & Co., Cartier ou Bulgari seguem fortes e conquistam participação de mercado no setor de US$ 80 bilhões. No entanto, esse segmento ainda responde por apenas cerca de 30% do total global.

No resto do mercado, os diamantes são tratados mais como commodity, avaliada segundo critérios de cor, claridade, corte e peso em quilates.

Sem a marca, há pouca diferença entre um anel ou pedra – além do preço -, e os consumidores podem pesquisar preços em lojas on-line como na Blue Nile.

“Existem muitas empresas no mercado, e elas competem entre si”, disse Anish Aggarwal, sócio da consultoria especializada em diamantes Gemdax. “Isso proporciona aos varejistas um enorme poder de compra, que pode ser usado para manter os preços dos polidos mais baixos.”

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Última atualização por Lucas Simões - 13/11/2019 - 12:30