Quem é a primeira mulher a comandar uma clínica naval da Marinha
A médica e capitã de fragata Vivian Scofano é a nova diretora da Policlínica Naval de Manaus (PNMa). Com isso, pela primeira vez desde a criação da unidade, em 2009, uma mulher está no comando da PNMa. A informação é da Marinha do Brasil.
A Marinha admite o ingresso de mulheres em suas fileiras desde 1980.
Subordinada ao comando do 9º Distrito Naval, a clínica atua no atendimento à Família Naval em Manaus e presta apoio às Ações de Assistência Hospitalar (ASSHOP) em comunidades ribeirinhas e indígenas da Amazônia Ocidental há 17 anos.
Apenas em 2025, a clínica realizou mais de 348 mil procedimentos de saúde e atendeu 264 comunidades locais, através dos “Navios da Esperança” e em parceria com o Ministério da Saúde.
“No ano de 2026, ao assumir a Direção, eu posso contribuir com toda a minha experiência como Vice-Diretora, fato que acrescenta positivamente no crescimento e profissionalismo da PNMa”, afirmou Scofano à Agência Marinha de Notícias.
A trajetória de Vivian Scofano na Marinha Brasileira
Vivian entrou para Marinha Brasileira em 2006 e serviu em Organizações Militares subordinadas ao Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra e no Centro de Perícias Médicas da Marinha.
Mais tarde, a especialista em coloproctologia foi transferida para a Policlínica Naval de Manaus, onde atuou como Vice-Diretora.
No ano em que completa vinte anos de serviços prestados à Marinha do Brasil, Scofano diz que sua trajetória junto às experiências vividas ao longo dos anos, moldam a oficial que se tornou.
“Cada desafio superado e cada ensinamento recebido dos meus antigos comandantes e pares agora se transformaram na força propulsora para conduzir essa Organização Militar (OM) rumo à excelência”, disse.
Os desafios da liderança feminina
Mesmo com experiência no cargo de Vice-Diretora, além dos 20 anos de carreira militar, a Comandante afirmou que há diversos desafios para conduzir a clínica.
Um dos focos da médica, que também é mãe, é o recrutamento e a boa gestão de profissionais de saúde para as missões nos rios amazônicos.
“Além disso, temos a coordenação do segmento administrativo em saúde, que exige, de forma integrada, conhecimentos médicos, logísticos, e de gestão de recursos públicos”, completou.