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R$ 450 bilhões em jogo: O que esperar do e-commerce brasileiro em 2026, segundo o UBS BB

19 mar 2026, 16:36 - atualizado em 19 mar 2026, 16:37
e-commerce
(Imagem: iStock/style-photography)

O e-commerce está se expandindo mais rápido do que o esperado, e a tendência é de um cenário com cada vez mais polarização entre Mercado Livre, Shopee e Amazon, que figuram como as maiores plataformas do setor, aponta relatório do UBS BB.

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A equipe de analistas liderada por Vinicius Strano destaca que o volume bruto de mercadorias (GMV) do comércio eletrônico surpreendeu positivamente em 2025, com um aumento de 23% em relação ao ano anterior, atingindo cerca de R$ 450 bilhões.

“Atribuímos essa expansão ao aumento da competitividade no setor, à crescente penetração em novas categorias e à entrada de novos concorrentes, como o TikTok Shop”, dizem os analistas.

Olhando para 2026, a expectativa do banco é de que essa dinâmica se mantenha, com um crescimento total de 24% do GMV do e-commerce em relação ao ano passado, com a penetração online subindo para 17,7%.

“Também prevemos uma maior polarização entre as principais plataformas, em particular Meli, Shopee e Amazon, à medida que a escala, as capacidades logísticas e as iniciativas de preços continuam a ampliar a diferença competitiva em relação aos concorrentes menores”, pondera o UBS BB.

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Os principais nomes do e-commerce

O UBS BB destaca que o Mercado Livre vem em um ritmo acelerado de vendas e detém 42% de participação de mercado.

A gigante argentina do e-commerce deu um sinal importante para o setor em junho do ano passado, quando reduziu seu limite de frete grátis para R$ 19, ante R$ 79 anteriormente, o que levou a uma forte aceleração nas vendas de itens, impulsionando a companhia a encerrar 2025 com um GMV estimado em R$ 185 bilhões.

Já a Shopee detém 19% de participação de mercado e vem aumentando as taxas de comissão, enquanto investe em logística.

“Por outro lado, a Shopee aumentou suas taxas de comissão e agora exige que todos os vendedores participem do seu programa de frete grátis, cobrando 20% + R$ 4 para itens com preço de até R$ 79,99 (anteriormente, os vendedores podiam optar por não participar e pagar 14% + R$ 4)”, ponderam os analistas.

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O UBS BB observa que a Shopee está investindo em margens de curto prazo para aprimorar suas capacidades logísticas no Sudeste Asiático e no Brasil.

“Continuamos a observar um rápido crescimento da Shopee, com um aumento de aproximadamente 45% no GMV em 2025 e expectativas de crescimento superior a 30% em 2026. Como resultado, estimamos que a Shopee tenha atingido um GMV de aproximadamente R$ 86 bilhões”, diz a casa.

Por fim, a Amazon, que detém 11% do mercado, implementou uma série de descontos nas comissões para vendedores que utilizam o programa Logística da Amazon (FBA).

Mais recentemente, a empresa lançou um incentivo de “comissão zero” para novos vendedores em regiões estratégicas como São Paulo, juntamente com um bônus de 5% de cashback em vendas de produtos de marca
própria.

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“Além disso, a Amazon eliminou as taxas de logística para itens com preço acima de R$ 100 e ampliou a elegibilidade para o FBA a microempreendedores (MEIs). Atualmente, estimamos que a Amazon seja a terceira maior plataforma de e-commerce no Brasil, com uma participação de mercado de aproximadamente 11%”, dizem os analistas.

Novo participante

O TikTok Shop surgiu como um novo participante que caminha para se consolidar como uma nova força no e-commerce brasileiro, vê o UBS BB.

“Nossas análises de mercado sugerem que a TikTok Shop está gerando um GMV anualizado de aproximadamente R$ 8 bilhões (contra cerca de R$ 1,5 bilhão em 2025), o que implica uma participação de mercado de aproximadamente 1,6% em nossa estimativa para o e-commerce em 2026”, estima o banco.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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