Radar do mercado

Azul (AZUL54), Assaí (ASAI3), Banco Master e outros destaques desta terça-feira (13)

13 jan 2026, 9:16 - atualizado em 13 jan 2026, 9:17
Azul
(Imagem: iStock/Matheus Obst)

A aprovação dos acionistas da Azul para a conversão de ações preferenciais em ordinárias, o pedido do Assaí para cancelamento de registro nos Estados Unidos e o anúncio de que o Tribunal de Contas da União fará uma inspeção do processo de liquidação do Banco Master são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (13).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Azul obtém aprovação de acionistas para converter ações preferenciais em ordinárias

Azul obteve aprovação da maioria dos acionistas para encerrar suas ações preferenciais e transformar todo o capital da companhia em ações ordinárias, movimento que faz parte do plano de recuperação judicial que a aérea enfrenta nos Estados Unidos (Chapter 11).

A proposta da companhia prevê que cada ação preferencial (AZUL4) seja convertida em 75 ações ordinárias (AZUL3). A proporção foi estabelecida pela administração com base na relação econômica existente entre as ações preferenciais e as ações ordinárias.

Na segunda-feira (12), ocorreram as duas assembleias necessárias para a proposta ir para frente. Aqueles que detêm ações preferenciais estavam na posição de aprovar a conversão, enquanto os acionistas ordinários precisaram confirmar a decisão.

A principal diferença entre os dois tipos é que a preferencial concede direito de preferência no recebimento de dividendos, enquanto a ordinária dá direito a voto em assembleias. Com a proposta, a Azul visa ter seu capital completamente composto por ações ordinárias.

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De acordo com a ata da primeira assembleia, os acionistas com ações preferenciais aprovaram por maioria a conversão de 724,76 bilhões de ações preferenciais em ações ordinárias, na razão de 75 ações ordinárias para cada 1 ação preferencial, com o consequente fim das ações preferenciais.

Assaí (ASAI3) protocola pedido para cancelar registro nos EUA

Assaí (ASAI3) comunicou que protocolou na segunda-feira (12) na Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais norte-americano) um documento com a finalidade de cancelar seu registro e encerrar suas obrigações de divulgação nos termos do “Exchange Act”.

“Com o protocolo do Form 15F, as obrigações de a companhia realizar divulgações requeridas pelo Exchange Act ficam imediatamente suspensas e se espera que o cancelamento de registro na SEC se torne eficaz em 90 dias na ausência de objeção pela SEC”, afirmou a empresa em fato relevante ao mercado.

O conselho de administração da rede de atacarejo aprovou a deslistagem de suas American Depositary Shares (ADS) da New York Stock Exchange (NYSE) e o cancelamento de registro perante a SEC em dezembro de 2024.

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A deslistagem foi efetivada antes da abertura das negociações de 10 de janeiro de 2025.

Banco Master: TCU fará inspeção de liquidação realizada pelo Banco Central

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU)Vital do Rêgo, afirmou na segunda-feira (12) que a instituição fará uma inspeção do processo de liquidação do Banco Master conduzido pelo Banco Central.

Segundo ele, a fiscalização foi acordada em reunião com a diretoria da autoridade monetária e contará com acesso aos documentos que embasaram a decisão liquidatória.

Vital afirmou que o Banco Central considera “muito importante” a atuação do TCU no caso, com o objetivo de conferir segurança jurídica ao processo. “O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU no processo”, disse, ressaltando que não houve divergências quanto às competências de cada instituição.

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Helbor (HBOR3) acelera lançamentos no 4T25, aponta prévia operacional

A construtora Helbor (HBOR3), que atua no segmento de alto padrão, registrou vendas brutas totais de R$ 661,8 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 15,2% sobre um ano antes, segundo prévia operacional divulgada ao mercado.

No período, o VSO — indicador que mede a velocidade de vendas — ficou em cerca de 19,7%, abaixo dos 20,5% observados no 4T24.

Entre outubro e dezembro, a companhia lançou quatro empreendimentos, com valor geral de vendas (VGV) líquido de R$ 959,3 milhões, crescimento anual de 90%.

No acumulado de 2025, foram lançados 11 empreendimentos, que somaram VGV líquido de R$ 2,2 bilhões, dos quais 60% correspondem à participação da Helbor.

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O VSO total dos lançamentos no ano passado foi de 31,5%, representando uma queda de 1,8 ponto percentual frente a 2024.

Terra Santa (LAND3): Soja pesa e S&P Global reavalia propriedades da companhia

Terra Santa Propriedas Agrícolas (LAND3) divulgou na segunda-feira (12) o novo laudo de avaliação de suas terras, que aponta um valor de R$ 2,79 bilhões para os ativos da companhia, considerando terra nua e benfeitorias. O estudo foi elaborado pela S&P Global, com data-base de novembro de 2025.

O número representa uma leve alta em relação ao valor apurado em 2024, quando as propriedades foram avaliadas em R$ 2,75 bilhões.

Segundo a companhia, o desempenho mais contido do valuation foi influenciado, principalmente, pela oscilação negativa do preço da soja no mercado de referência utilizado pela S&P na comparação entre os dois períodos.

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Azzas 2154 (AZZA3) lança R$ 500 milhões em debêntures em 3ª emissão

Azzas 2154 (AZZA3) anunciou na noite de segunda-feira (12) a 3ª emissão de debêntures no valor de até R$ 500 milhões.

De acordo com aviso ao mercado emitido pela companhia, as debêntures serão emitidas em série única no dia 12 de janeiro exclusivamente a investidores profissionais.

Mercado Livre (MELI34) demite 119 pessoas na América Latina

Mercado Livre (MELI34) demitiu 119 funcionários na América Latina, sendo 38 no Brasil, com o avanço da tecnologia e integração da inteligência artificial (IA) em processos da empresa. As demissões ocorreram na última quinta-feira, 8, quando os funcionários foram chamados para reuniões de última hora.

Em nota, a companhia informou que está “evoluindo os perfis” na área de experiência do usuário (UX), para ser integrada “de forma mais eficaz” com as áreas de design e conteúdo e “fomentar estruturas mais ágeis e colaborativas”.

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O Mercado Livre alega que as demissões são pontuais e não alteram a estratégia de crescimento no Brasil nem na América Latina. A empresa afirmou ter feito 42 mil contratações na América Latina em 2025 para diversas áreas.

Ainda de acordo com a empresa, os funcionários que ficaram terão acesso a novos recursos de IA, e espera-se que os designers incorporem algumas das tarefas antes exercidas pelos escritores de UX.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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