Azul (AZUL53), GPA (PCAR3), Raízen (RAIZ4) e outros destaques desta quarta-feira (4)
A proposta de grupamento de ações da Azul (AZUL53), a contratação de consultoria e negociação com credores para melhorar perfil da dívida do GPA (PCAR3) e as discussões sobre a capitação da Raízen (RAIZ4), são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (4).
Confira os destaques corporativos de hoje
Azul (AZUL53) propõe grupamento de ações na proporção de 150 mil ações para 1
A Azul (AZUL53) convocou assembleia geral de acionistas para discutir a proposta de um grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1, com o intuito de elevar o valor individual das ações para acima de R$ 1, conforme exigido pela B3.
O grupamento de ações é um caminho comumente utilizado para elevar o valor de uma ação, consolidando um número de ações existentes em um número menor, resultando assim em um aumento proporcional no valor de cada uma.
Para entender o movimento vale recapitular que hoje as negociações das ações da Azul ocorrem por meio de lotes de 1 milhão. Na prática, apesar de o valor de tela mostrar que no fechamento de terça-feira (3) AZUL53 estava cotada a R$ 219, esse valor dividido pela quantidade de ações no lote representa um valor individual que vale menos do que centavos.
A companhia passou a negociar em lotes em decorrência da capitalização que realizou em seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), no qual emitiu bilhões de ações e gerou diluição massiva dos acionistas.
De acordo com a aérea, o grupamento visa que as ações da companhia passem a ter novamente valor individual superior a R$ 1,00 evitando a necessidade de continuar a negociação por meio de lotes.
GPA (PCAR3) contrata consultores na busca por melhorar perfil de endividamento
O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, informou ao mercado que está em “negociações construtivas” com determinadores credores para um acordo sobre dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo não relacionadas à operação.
Além disso, a varejista contratou consultores para assessorá-la na busca de alternativas para a melhoria do perfil do endividamento.
De acordo com o fato relevante desta quarta-feira (4), diferentes alternativas estão em avaliação, no entanto, não há qualquer definição a respeito de uma eventual reestruturação ou outras medidas.
“A companhia reforça que sua operação é saudável e que as negociações mencionadas têm por seu único objetivo reforçar a liquidez e, portanto, não envolvem suas operações do dia a dia, inclusive com relação ao relacionamento com fornecedores, clientes e parceiros”, diz o comunicado.
Cosan (CSAN3) e Shell travam discussão e capitalização da Raízen (RAIZ4) não avança
As negociações sobre o processo de capitalização da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) fracassaram depois que os coproprietários Cosan (CSAN3) e Shell não chegaram a um acordo, disse uma fonte familiarizada com o assunto.
Na terça-feira (3), o presidente-executivo da Shell no Brasil disse que a empresa estava comprometida em investir R$ 3,5 bilhões na maior produtora mundial de açúcar e que também esperava que outro acionista pudesse contribuir com mais R$ 3,5 bilhões.
Com as negociações sobre o aumento de capital agora concluídas, a Shell ainda pretende prosseguir com a injeção de capital e apoiar a Raízen nas discussões contínuas com bancos e credores, disse a fonte.
Durante as negociações, a Shell teria se comprometido a colocar R$ 3,5 bilhões, a Cosan R$1 bilhão e o bilionário brasileiro e presidente da Raízen, Rubens Ometto, R$500 milhões, disse a fonte.
A Shell e a Cosan, um conglomerado industrial criado por Ometto, detêm cada uma 44% da Raízen.
Banco Pine (PINE4) precifica oferta de ações a R$ 11,25 e levanta R$ 245,9 milhões
O Banco Pine (PINE4) levantou R$ 245,9 milhões com uma oferta subsequente de ações, conhecida como follow-on. A precificação ficou em R$ 11,25, com a emissão de 21,8 milhões de ações, mostra fato relevante enviado ao mercado nesta quarta-feira (4).
O preço por ação ficou abaixo do fechamento da terça-feira (3), quando PINE4 encerrou o dia cotada a R$ 12,32.
A intenção do banco é utilizar os recursos da oferta para otimizar sua estrutura financeira de capital. A operação prevê prioridade de subscrição para os acionistas.
O aumento de capital ainda depende da homologação pelo Banco Central, sem prazo pré-estabelecido para sua concessão. “Por essa razão, a liquidação da oferta será realizada por meio da entrega de Recibos de Subscrição aos investidores, a serem convertidos em ações em até 10 dias a contar da data da homologação”, diz o Pine.
Oi (OIBR3) obtém decisão mista em processo de arbitragem contra a Anatel
A Oi (OIBR3;OIBR4), em recuperação judicial, informou ao mercado nesta quarta-feira (4) sobre a sentença parcial do processo de arbitragem que moveu contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), relacionadas a controvérsias vindas do agora extinto contrato de Concessão de Serviço Telefônico Fixo Comutado.
A telecom busca o reconhecimento do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato e a insustentabilidade econômica da concessão. Além disso, a Oi pede indenização da Anatel pelos prejuízos causados por esses fatores.
De acordo com o fato relevante, a Corte Internacional de Arbitragem da CCI decidiu que não há preclusão para discussão dos pedidos de indenização envolvendo o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Na prática, isso significa que o tribunal aceitou que a companhia não perdeu o direito de discutir o tema.
No entanto, a decisão também prevê que parte dos eventos desequelibrantes pleiteados pela Oi já prescreveu, ou seja, a companhia não poderá buscar indenização por esses eventos.
Somado a isso, em um movimento desfavorável para a Oi, o Tribunal Arbitral julgou improcedente o pedido de reconhecimento de que a concessão era economicamente insustentável, rejeitando o pedido de indenização baseado nessa tese especificamente.
Prio (PRIO3) reduz produção em fevereiro
A Prio (PRIO3) registrou produção média diária de 148.518 barris de óleo equivalente por dia (boepd) em fevereiro de 2026, abaixo dos 155.560 boepd apurados em janeiro, de acordo com fato relevante divulgado na terça-feira (3).
De acordo com a companhia, o resultado do mês foi impactado por eventos pontuais, todos já normalizados. Em Frade, a operação foi limitada pela campanha de testes de poços exigida pela ANP e por testes de medidores multifásicos relacionados ao Projeto Wahoo.
No cluster Polvo e TBMT, houve uma falha pontual na turbina. Em Albacora Leste, a produção foi afetada por manutenção preventiva no compressor. Já em Peregrino, uma falha na geração de energia no FPSO restringiu a operação por três dias.
Telefônica Brasil (VIVT3) anuncia que CFO e diretor de RI deixará cargo em abril
A Telefônica Brasil (VIVT3) informou, na manhã desta quarta-feira (4), que David Sanchez-Friera deixará os cargos de diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (RI) no próximo dia 2 de abril.
Segundo fato relevante, a saída ocorre porque o executivo assumirá novas responsabilidades como CFO da Virgin Media O2, operadora britânica que é controlada pela espanhola Telefónica e pela Virgin Media, da Liberty Global.
No comunicado, a Vivo afirmou que o seu conselho de administração deverá deliberar sobre a eleição de um substituto na mesma data em que Sanchez-Friera deixar o posto.
Vulcabras (VULC3) lucra R$ 158,8 milhões no 4T25
A Vulcabras (VULC3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 158,8 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um recuo de 6,1% na comparação com o mesmo período em 2024, mostra relatório de resultados divulgado ao mercado na terça-feira (3).
Apesar da contração, a dona das marcas Olympikus e Mizuno superou as expectativas. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro líquido de R$ 152 milhões no quarto trimestre de 2025.
No acumulado de 2025, o lucro líquido recorrente totaliza R$ 572,9 milhões, um avanço de 5,3% ante o ano de 2024.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente somou R$ 220,7 milhões no 4T25, um avanço de 14,8% em base anual. Em 2025, o Ebitda recorrente totalizou R$ 763,1 milhões, alta de 13% em base anual.
A receita líquida avançou 11,4% na comparação anual, chegando a R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2025. No acumulado de 2025, a linha atingiu R$ 4,2 bilhões, um avanço de 16,7%.
LWSA (LWSA3) eleva lucro líquido ajustado em 61% no 4T25
A LWSA (LWSA3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 69 milhões, alta de 60,9% em relação ao mesmo período de 2024. A margem líquida ajustada avançou de 11,8% para 18,1%, expansão de 6,3 pontos percentuais.
No acumulado de 2025, o lucro ajustado somou R$ 204,6 milhões, crescimento de 36,5% na comparação anual, com margem de 13,7%.
Considerando o resultado sem ajustes, a companhia registrou lucro líquido de R$ 31,8 milhões no 4T25, revertendo o prejuízo de R$ 17,5 milhões apurado um ano antes. Em 2025, contudo, o resultado foi negativo em R$ 225,5 milhões, ante lucro de R$ 42,2 milhões em 2024.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 381,5 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 11,1% na base anual. No acumulado do ano, a receita somou R$ 1,49 bilhão, alta de 10,3% frente a 2024.
RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4º trimestre
A RD Saúde (RADL3) teve lucro líquido ajustado de R$ 362 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de cerca de 5% sobre o desempenho de um ano antes, um resultado abaixo do esperado pelo mercado, segundo dados da LSEG.
A maior rede de farmácias do país também reafirmou que espera abrir entre 330 e 350 novas lojas este ano após um 2025 em que inaugurou 330 pontos de venda no país, atingindo 3.547 farmácias em operação.
A companhia, dona das redes Drogasil e Raia, teve um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 936 milhões de outubro a dezembro, crescimento de 38,2% na comparação com um ano antes.
Analistas, em média, esperavam que a RD apresentasse lucro líquido de R$ 388 milhões e Ebitda de R$ 952 no quarto trimestre, segundo dados da LSEG.
A empresa teve receita bruta de R$ 13 bilhões, crescimento de R$ 2,15 bilhões ante os três últimos meses de 2024.
Auren Energia (AURE3) reverte o prejuízo e lucra R$ 354,7 milhões no 4T25
Após finalizar a integração do portfólio da AES, a Auren Energia (AURE3) vê espaço para continuar ampliando os ganhos desse processo ao longo de 2026 e avalia estar preparada para aproveitar, em paralelo, novas frentes de crescimento, como o leilão de baterias, disseram executivos da companhia à Reuters.
A companhia de energia elétrica controlada por Votorantim e CPP Investments divulgou nesta terça-feira um lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo a cifra negativa de R$ 363,6 milhões registrada um ano antes.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da geradora somou R$ 1 bilhão, alta de 13,5% na base anual.
O resultado trimestral foi beneficiado pela marcação a mercado dos contratos futuros de energia, em função dos preços mais altos frente aos do ano anterior, além da contabilização de uma indenização referente a investimentos prudentes na CESP, com impacto positivo de R$ 142,8 milhões no Ebitda.
Petrobras (PETR4) e parceiros investem R$ 151 mi em projeto Libra Rocks
A Petrobras (PETR4) e os seus parceiros no consórcio de Libra – Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e PPSA – vão destinar R$ 151 milhões ao projeto Libra Rocks, iniciativa que busca turbinar a produção no campo de Mero, terceiro maior ativo da estatal no pré-sal da bacia de Santos, localizado no bloco de Libra, informou a estatal nesta terça-feira.
O objetivo é desenvolver tecnologias inovadoras e criar modelos geológicos conceituais.
“O Libra Rocks tem potencial para reduzir incertezas na curva de produção, aumentar a eficiência no gerenciamento de reservatórios, otimizar a locação de novos poços e aprimorar o conhecimento sobre o timing de entrada do CO2 e carga de óleo no reservatório”, avalia o gerente executivo de Libra, Bruno Moczydlower.
BRB pede ao STF liberação de recursos de carteiras do Master cedidas à instituição
O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação de recursos das carteiras do Banco Master cedidos à instituição. Os repasses estão paralisados por causa da liquidação extrajudicial do banco, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
A ação foi anunciada pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a jornalistas na noite de segunda-feira, 2, após reunião de aproximadamente 11 horas na Câmara Legislativa do Distrito Federal para discutir o plano de socorro ao banco com os deputados distritais.
O Estadão/Broadcast apurou que o relator da ação, André Mendonça, deu 48h para manifestação do liquidante do banco. A decisão foi proferida nesta terça-feira (3).
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo