Cosan (CSAN3), GPA (PCAR3), Direcional (DIRR3) e outros destaques desta terça-feira (10)
Os números referentes ao quarto trimestre de 2025 da Cosan (CSAN3), a recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) e o balanço da Direcional (DIRR3), são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (10).
Confira os destaques corporativos de hoje
Prejuízo da Cosan (CSAN3) cai 40% e fecha 4T25 em R$ 5,8 bilhões
A Cosan (CSAN3) anunciou na madrugada desta terça-feira (10) que encerrou o quarto trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões, queda de 38% na comparação com igual período de 2024 quando havia apresentado resultado negativo de R$ 9,3 bilhões.
De acordo com o balanço divulgado pela empresa, o prejuízo foi causado por “efeitos pontuais e sem efeito caixa do ‘impairment’ de determinados ativos” da investida Raízen.
“O desempenho foi impactado, principalmente, por efeitos pontuais e sem efeito caixa do impairment (perda por redução ao valor recuperável) de determinados ativos da Raízen, reconhecidos em função da aplicação de procedimentos contábeis decorrentes da incerteza significativa quanto à sua continuidade operacional, decorrente do desequilíbrio de sua estrutura de capital”, afirmou.
A receita operacional líquida de setembro ao final de dezembro caiu 18% no período, para R$ 9,6 bilhões, segundo o balanço.
Ao final do quarto trimestre, a dívida líquida expandida do corporativo somou R$ 9,76 bilhões no período, queda de 58% na comparação anual e 46% na comparação com o 3T25.
GPA (PCAR3) entra em recuperação extrajudicial
O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para a renegociação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas, de acordo com fato relevante divulgado ao mercado nesta terça-feira (10).
A companhia firmou acordo com seus principais credores, e o plano abrange obrigações de pagamento que não constituem obrigações correntes ou operacionais da companhia. Dessa maneira, estão excluídas as obrigações correntes junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não devem ser afetadas.
O plano conta com a adesão de 46% dos credores, equivalente a R$ 2,1 bilhões, percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço (1/3) dos créditos afetados.
Com efeitos imediatos, o plano prevê a suspensão das obrigações do GPA com os credores afetados. De acordo com a empresa, isso “cria um ambiente seguro e estável para a continuidade das negociações por 90 dias”.
Nesse período, o GPA afirma que espera conseguir o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo.
Direcional (DIRR3) tem lucro líquido de R$ 211 milhões no 4T25
A Direcional (DIRR3) teve lucro líquido ajustado de R$ 211,4 milhões no quarto trimestre, alta de 27,7% na comparação anual, segundo balanço divulgado na segunda-feira (9).
A receita líquida da construtora no período cresceu 33%, para R$1,2 bilhão.
Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 220 milhões para a Direcional, enquanto a expectativa para a receita líquida era de R$1,21 bilhão, segundo dados da LSEG.
O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado foi recorde para a companhia, atingindo R$ 346 milhões nos três últimos meses de 2025, alta de 39% em relação ao quarto trimestre de 2024.
Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro, lucra R$ 162 milhões no quarto trimestre
O Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro e da Fisia (operadora da Nike no Brasil), registrou lucro líquido ajustado de R$ 162,4 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2024. A margem líquida ficou em 6,7%, contra 7,8% um ano antes.
Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente pelo aumento das despesas financeiras — reflexo de uma dívida média maior e juros mais elevados — além de pressões operacionais ligadas ao crescimento da operação.
A receita líquida consolidada, porém, somou R$ 2,43 bilhões no trimestre, alta de 11,8% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento das duas principais unidades de negócio do grupo.
Fitch reitera rating BB+ da Sabesp (SBSP3)
A Fitch reiterou os ratings da Sabesp (SBSP3) diante da demanda resiliente e operações de larga escala, mesmo diante do ciclo de despesas com capital (capex) agressivo que prevê mais de R$ 70 bilhões para o período entre 2026 e 2029.
Em relatório divulgado na segunda-feira(9), a Fitch reiterou os ratings de inadimplência do emissor (IDRs) de longo prazo em moeda estrangeira e em moeda local em BB+. A Fitch também afirmou as notas seniores sem garantia da Sabesp Lux S.a.r.l. em BB+, bem como o rating nacional de longo prazo da Sabesp e suas emissões de debêntures seniores sem garantia. A perspectiva para a nota é estável.
O relatório cita que a as margens Ebitda da Sabesp estão acima da média de seus pares brasileiros, e sua capacidade de seguir melhorando essas margens é crucial para administrar níveis mais altos de endividamento.
BRB (BSLI3) propõe aumento de capital para captar até R$ 8,86 bilhões
O Banco de Brasília (BSLI3), ou BRB, propôs um aumento de capital aos seus acionistas, que deve passar por deliberação em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em 18 de março, mostra documento divulgado ao mercado na noite de segunda-feira (9).
A proposta prevê um aporte de até R$ 8,86 bilhões, mediante a venda de até 1,68 bilhão de ações ordinárias da companhia, ao preço de R$ 5,29 cada uma. O BRB prevê uma subscrição mínima de 100 milhões de ações, o que deve movimentar, no mínimo, R$ 529 milhões.
O montante representa um prêmio de 12,8% ante o preço de fechamento de R$ 4,69 no último pregão.
De acordo com a instituição, que está nos holofotes do mercado em meio ao caso do Banco Master, o aumento de capital proposto tem quatro objetivos: reforçar a estrutura de capital da companhia; fortalecer os indicadores prudenciais e patrimoniais do BRB; assegurar níveis adequados de capitalização e de índice de Basileia; e ampliar a capacidade de crescimento das operações.
“O aumento resultará na elevação do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da companhia, contribuindo para o fortalecimento dos índices de capitalização regulamentares”, disse o BRB.
Grendene (GRND3) negocia venda de 100% de subsidiária nos EUA para Pajar Distribution
A Grendene (GRND3) informou nesta segunda-feira (9) que assinou uma carta de intenções não vinculante para vender a sua subsidiária integral nos Estados Unidos, a Grendene Global Brands USA, à Pajar Distribution Ltée.
Segundo a companhia, a operação prevê a possível alienação de 100% do capital da unidade norte-americana, responsável por atividades da empresa no país.
A transação ainda depende da assinatura do contrato definitivo de compra e venda de ações e do cumprimento de condições usuais para esse tipo de negócio, como a conclusão de uma due diligence (análise de conformidade) confirmatória pela compradora.
De acordo com a empresa, a negociação está alinhada à estratégia de reforçar a presença no mercado dos Estados Unidos por meio de parceiros locais, buscando maior eficiência operacional e aumento da rentabilidade.
Trabalhadores da JBS (JBSS32) entrarão em greve em fábrica de carne bovina nos EUA
Cerca de 3.800 trabalhadores de um frigorífico da JBS (JBSS32) em Greeley, Colorado, planejam entrar em greve a partir de 16 de março, informou o sindicato dos trabalhadores nesta segunda-feira (9), paralisando a produção em uma das maiores fábricas de carne bovina dos Estados Unidos, em um momento em que os consumidores enfrentam preços recordes.
A paralisação coloca uma força de trabalho composta em grande parte por imigrantes contra a maior empresa de carne do mundo, e já levou os pecuaristas a entregar o gado em instalações alternativas.
Os preços da carne bovina atingiram recordes este ano, após a oferta de gado no país cair para o nível mais baixo em 75 anos. Frigoríficos como a JBS se beneficiam da alta dos preços, mas também precisam arcar com custos recordes para comprar gado para o abate.
Tegma (TGMA3) tem queda de 39% no lucro do 4º trimestre
A empresa de logística rodoviária Tegma (TGMA3) teve lucro líquido de R$ 52,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 38,7% na comparação com o mesmo período de 2024, segundo relatório de resultados divulgado nesta segunda-feira (9).
O recuo no lucro foi atribuído pela companhia à queda do resultado operacional e à redução da equivalência patrimonial no período.
O desempenho operacional medido pelo Ebitda no período foi de R$ 81,4 milhões, queda de 35,4%, com a margem ficando passando de 20,2% para 13,3%.
A receita líquida no quarto trimestre caiu 2,3%, para R$ 610,3 milhões.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo