ISA Energia (ISAE4), WEG (WEGE3), Mercado Livre (MELI34) e outros destaques desta quarta-feira (25)
Os balanços referentes ao quarto trimestre de 2025 da ISA Energia (ISAE4), WEG (WEGE3) e Mercado Livre (MELI34) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (25).
Confira os destaques corporativos de hoje
ISA Energia (ISAE4) anuncia R$ 280 milhões em dividendos mesmo com queda no lucro
A transmissora ISA Energia (ISAE4) anunciou na noite desta terça-feira (24) a distribuição de R$ 279,3 em dividendos, referentes lucro registrado no quarto trimestre de 2025, equivalente a R$ 0,423933 por ação de ambas as espécies.
A decisão vem após a companhia registrar lucro líquido de R$ 482,7 milhões no quarto trimestre, queda de 40,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com comunicado protocolado na CVM, o pagamento total dos dividendos será efetivado em 29 de abril, porém, tendo as datas-base divididas em três: 12 de março e 2 e 17 de abril.
Para cada lote, será considerado o valor de R$ 93,1 milhões, com valor bruto por ação de R$ 0,141311 (R$ 0,127180 líquido).
WEG (WEGE3) lucra R$ 1,59 bilhão no 4T25, contração de 6,3% no ano
A WEG (WEGE3) reportou lucro líquido de R$ 1,59 bilhão referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25), mostra relatório de resultados divulgado nesta quarta-feira (25). A cifra representa uma contração de 6,3% ante o mesmo período em 2024 e recuo de 3,8% frente o trimestre anterior.
O número veio abaixo das expectativas do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 1,68 bilhão no trimestre.
No ano de 2025 cheio, a companhia registrou lucro de R$ 6,38 bilhões, um avanço de 5,5% em comparação com o ano de 2024.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) contraiu 4% em base anual, totalizando R$ 2,29 bilhões no quarto trimestre de 2025. A margem Ebitda ficou em 22,4%, um avanço de 0,3 ponto percentual frente o mesmo período de 2024.
A receita operacional líquida caiu 5,3% na comparação anual, para R$ 10,2 bilhões no quarto trimestre de 2025. Desse montante, R$ 3,88 bilhões veio do mercado interno, enquanto R$ 6,35 bilhões se refere ao mercado externo.
Mercado Livre (MELI34) tem lucro abaixo do esperado, mas receita bate estimativas
O Mercado Livre (MELI34) divulgou na terça-feira (24) queda de 12,5% no lucro líquido do quarto trimestre, ficando abaixo das projeções de analistas, diante do impacto de investimentos em crédito e logística, enquanto a receita superou estimativas, impulsionada por Brasil e México.
O Mercado Livre, que tem sede no Uruguai e opera uma plataforma de comércio eletrônico e o Mercado Pago, teve lucro líquido de US$559 milhões no trimestre de outubro ao fim de dezembro. Analistas consultados pela LSEG estimavam um lucro de US$587 milhões.
O vice-presidente sênior de relações com investidores do Mercado Livre, Leandro Cuccioli, disse à Reuters que a queda no lucro veio da compressão da margem, causada pela decisão da empresa de elevar investimentos focados no longo prazo.
Entre esses investimentos, o executivo citou a emissão de mais cartões de crédito – que aumentam provisões -, a expansão do frete grátis e os planos de aumentar vendas diretamente aos clientes, formato conhecido como “1P”.
C&A (CEAB3) lucra R$ 313,2 milhões no 4T25
Depois de reverter provisão de R$ 62,1 milhões e melhorar o resultado financeiro, a C&A (CEAB3) registrou lucro líquido de R$ 313,2 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 22,9% na comparação anual.
A reversão, segundo o documento publicado na noite desta terça-feira (24), está ligada à reavaliação de contingências tributárias.
A companhia explicou que, “após decisões judiciais favoráveis e atualização das estimativas de risco de perda, houve redução da probabilidade de desembolso futuro”, o que permitiu a reversão parcial do valor anteriormente provisionado.
Desconsiderando efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado somou R$ 269,8 milhões, avanço de 7,9% em relação ao 4T24, com expansão de 1,1 ponto percentual na margem ajustada, para 10,9%.
A receita operacional líquida totalizou R$ 2,47 bilhões no 4T25, queda de 3,2% ante o mesmo período de 2024.
MBRF (MBRF3) e Paraná estruturam FIDC de R$ 375 milhões para cadeia do estado
A MBRF (MBRF3) anunciou a realização de um aporte de R$ 300 milhões no Paraná III Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Segmento Agronegócio (FIDC), em parceria com a Agência de Fomento do Paraná S.A. (Fomento Paraná).
A companhia ingressou no fundo como cotista subordinada. Já a Fomento Paraná participa como cotista sênior, por meio de veículo estruturado para esse fim, com aporte de R$ 75 milhões.
O FIDC tem como objetivo principal adquirir direitos creditórios originados de operações de crédito ligadas às atividades agroindustriais desenvolvidas no estado do Paraná, com destaque para Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPR-F).
Oi (OIBR3): Justiça do RJ autoriza 2ª rodada de leilão reverso de créditos extraconcursais
O Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro autorizou a 2ª rodada de leilão reverso para o pagamento de créditos extraconcursais da Oi (OIBR3), vencidas até 31 de janeiro deste ano, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de terça-feira (24).
A operação ocorre em meio ao processo de recuperação judicial (RJ) da telecom. O mecanismo visa quitar dívidas que não se sujeitam ao plano de RJ, permitindo que credores concorram oferecendo descontos para receber os valores antes.
De acordo com o edital, o valor total é de R$ 140 milhões para pagamento dos vencedores e o valor será repartido conforme a faixa de passivo mapeado. No caso de credores com valores de até R$ 1 milhão, a empresa designou o montante de R$ 12.022.296,12, enquanto para aqueles com créditos superiores a R$ 1 milhão, haverá R$ 127.977.703,88.
Com o intuito de ampliar o alcance da medida, cada credor ou grupo econômico vencedor poderá receber, no máximo, R$ 40 milhões.
Iguatemi (IGTI11) tem lucro líquido ajustado de R$ 159 milhões no 4T25
A Iguatemi (IGTI11) informou que teve lucro líquido ajustado de R$ 159 milhões no quarto trimestre de 2025, recuo de 3,2% em relação ao mesmo período de 2024, segundo relatório de resultados divulgado na terça-feira (24).
A administradora de shoppings de alto padrão apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$325 milhões, valor 3,0% superior ao observado no mesmo período do ano anterior.
A Iguatemi registrou vendas totais de R$ 7,9 bilhões no 4T25, alta de 12,8% na comparação com o 4T24.
No trimestre, as vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 5,9% e as vendas mesmas áreas (SAS) avançaram 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já os aluguéis mesmas lojas (SSR) subiram 6,6% e os aluguéis mesmas áreas (SAR) aumentaram 5,9% na base anual.
A receita bruta atingiu R$ 482,5 milhões no quarto trimestre, crescimento de 12,2% frente ao 4T24. A receita líquida ajustada somou R$ 422,6 milhões, alta de 12,6% na mesma base de comparação.
GPA (PCAR3) tem prejuízo de R$ 572 milhões no 4T25, maior que o esperado
O GPA (PCAR3), dono do Pão de Açúcar, informou na terça-feira (24) que teve prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre, 48,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, mas acima das estimativas.
O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia ficou em R$ 510 milhões no período, alta de 2,5% sobre um ano antes, segundo o relatório de resultados da companhia.
Analistas, em média, esperavam prejuízo líquido de R$ 134 milhões nos três meses encerrados em dezembro e Ebitda de R$466 milhões no período, segundo dados da LSEG.
O GPA defendeu os resultados em release e afirmou que os números refletem os primeiros impactos da agenda de eficiência implementada ao longo do ano e reforçam o potencial de melhoria da performance da Companhia ao longo de 2026.
TIM (TIMS3) espera crescimento de 6% a 8% no resultado operacional em 2026
A TIM (TIMS3) projeta um crescimento de um dígito no resultado operacional em 2026 e aumento do faturamento com serviços acima da inflação, segundo estimativas divulgadas pela companhia na terça-feira (24).
A companhia estimou que o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) vai subir 6% a 8% este ano ante expansão de 7,2% em 2025.
A previsão de crescimento real do faturamento com serviços acima da inflação “combina manutenção da sustentabilidade do móvel, recuperação do crescimento em banda larga e fortalecimento do B2B, com foco em soluções de maior valor agregado”. A projeção é de crescimento da receita de serviços de aproximadamente 5% em 2026, após alta de 5,2% em 2025.
Às 15h49, as ações da TIM exibiam alta de 2,6%, cotadas a R$28,18, enquanto o Ibovespa mostrava ganho de 1,44%.
BRB (BSLI3): Governo do DF apresenta PL de capitalização com empréstimo de até R$ 6,6 bilhões
O governo do Distrito Federal enviou um novo projeto de lei com ações para capitalizar o Banco de Brasília (BRB) à Câmara Legislativa (CLDF). A versão autoriza o Executivo distrital a tomar empréstimos de até R$ 6,60 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e instituições financeiras.
A autorização específica para realizar operações de crédito com o FGC e outras IFs e o valor limite de R$ 6,60 bilhões não constavam do PL original, protocolado na sexta-feira, 20. Esses pontos foram incluídos apenas no novo texto, enviado à CLDF na tarde desta terça-feira, 24.
O novo texto mantém como garantias uma série de imóveis de propriedade do DF e das estatais Terracap, Novacap, CEB e Caesb. A lista de imóveis que seriam usados diminuiu de 12 para nove.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo