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Itaúsa (ITSA4), Raízen (RAIZ4), BB Seguridade (BBSE3) e outros destaques desta terça-feira (10)

10 fev 2026, 9:24 - atualizado em 10 fev 2026, 9:24
itaú e itaúsa - JCP
(Imagem: Reprodução)

A definição da data para o pagamento de juros sobre o capital próprio e o cronograma da proventos da Itaúsa (ITSA4), a seleção de assessores financeiros e legais pela Raízen (RAIZ4) e os resultados do quarto trimestre de 2025 do BB Seguridade (BBSE3) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (10).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Itaúsa (ITSA4) define data para pagamento de JCP e anuncia cronograma dos proventos

Itaúsa (ITSA4) confirmou o pagamento de R$ 200 milhões em JCP, no valor bruto de R$ 0,0182 (líquido de R$ 0,01547) por ação, em 6 de março de 2026. O anúncio do pagamento havia sido feito em dezembro.

De acordo com a Itaúsa, os rendimentos terão como base de cálculo a posição acionária de 9 de dezembro de 2025. Desde 10 de dezembro, as ações passaram a ser negociadas “ex-proventos”.

A companhia também comunicou que os proventos trimestrais serão pagos na forma de Juros sobre Capital Próprio (JCPs) no valor bruto de R$ 0,0242425 (líquido de R$ 0,020) por ação.

Competência Data-base posição acionária Data do crédito individualizado Data do pagamento
1º trimestre 27/02/2026 31/03/2026 01/04/2026
2º trimestre 29/05/2026 30/06/2026 01/07/2026
3º trimestre 31/08/2026 30/09/2026 01/10/2025
4º trimestre 30/11/2026 18/12/2026 04/01/2026

Itaúsa (ITSA4) eleva fatia na Aegea para 13,27% após subscrever novas ações

Itaúsa (ITSA4) anunciou na segunda-feira (9) o aumento de sua participação acionária na Aegea, por meio de dois movimentos de subscrição de novas ações da companhia de saneamento.

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Segundo comunicado ao mercado, a Aegea homologou um aumento de capital com a emissão de 14,4 milhões de ações ordinárias ao preço de R$ 55,29 cada. Desse total, a Itaúsa subscreveu 5,0 milhões de papéis, em um investimento de aproximadamente R$ 277,9 milhões.

Além disso, foi aprovada uma segunda emissão de 7,3 milhões de ações ordinárias da Aegea, das quais a Itaúsa irá subscrever 2,5 milhões, ao custo de cerca de R$ 140,2 milhões.

Com a conclusão das duas etapas, a participação da Itaúsa na Aegea passará de 12,82% para 13,27% do capital total da investida. No total, a holding terá subscrito cerca de 7,56 milhões de ações, somando um aporte aproximado de R$ 418,1 milhões.

Raízen (RAIZ4) seleciona assessores financeiro e legais

A produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) selecionou a Rothschild & Co como assessora financeira, bem como os escritórios Pinheiro Neto Advogados e Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP como assessores legais, segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira (9).

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“Os referidos assessores, em conjunto com a administração da Companhia, iniciaram a avaliação de alternativas econômico-financeiras preliminares, em caráter exploratório, em linha com as melhores práticas de governança e de mercado”, disse a Raízem no fato relevante.

“Tais avaliações não implicam, até o momento, na celebração de compromisso vinculante relacionado a eventual transação ou operação específica”, acrescentou.

Mais cedo, a Reuters havia antecipado que os escritórios Pinheiro Neto e Cleary Gottlieb haviam sido selecionados pela empresa, segundo fontes, para fortalecer sua liquidez.

O anúncio no fim do dia vem após a empresa ter tido suas notas de crédito rebaixadas por duas das empresas empresas de rating. No final do dia, a Raízen anunciou ainda que a Moody’s também rebaixou seu rating, de Ba1 para Caa1, com perspectivas negativas.

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BB Seguridade (BBSE3) lucra R$ 2,3 bilhões no 4º trimestre e anuncia dividendos

O BB Seguridade (BBSE3) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,29 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 5,1% na comparação com o mesmo período de 2024, segundo relatório de desempenho divulgado na segunda-feira (9).

No acumulado do ano, o lucro somou R$ 9,08 bilhões, avanço de 11,4% sobre 2024.

A companhia também anunciou a distribuição de R$ 4,95 bilhões em dividendos referentes ao lucro líquido do segundo semestre de 2025, acrescidos de saldo de dividendos prescritos de exercícios anteriores. O valor bruto corresponde a R$ 2,54996501627 por ação, equivalente a R$ 2,58819548318 por ação considerando atualização pela Selic até 9 de fevereiro de 2026

Somado ao provento já pago relativo ao primeiro semestre, o montante total distribuído em 2025 alcançou R$ 8,72 bilhões, o que corresponde a um payout de 96,7% do lucro do ano.

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Segundo a companhia, o crescimento do lucro foi “sustentado pelo resultado financeiro combinado das empresas do grupo, com expansão do saldo médio e alta da taxa Selic”, além da redução do custo do passivo de planos previdenciários e efeito positivo de marcação a mercado.

Motiva (MOTV3) tem aumento de 68,3% no lucro líquido do 4º trimestre

Motiva (MOTV3), antiga CCR, teve lucro líquido ajustado de R$ 606 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 68,3% sobre o desempenho de um ano antes, apoiada em melhoria de portfólio de concessões que incluíram fim de operação de barcas no Rio de Janeiro e repactuação de contratos de concessionárias em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Conforme balanço publicado nesta segunda-feira (9), a companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 2,5 bilhões, alta de 25,2% no comparativo anual. A margem Ebitda subiu 9,2 pontos, para 62,4%.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido ajustado de R$ 501 milhões e Ebitda de R$ 2,57 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.

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A revisão no portfólio de ativos da Motiva incluiu novas concessões, como a PRVias, no Paraná, e a Rota Sorocabana, em São Paulo.

Gafisa (GFSA3) anuncia mudança no conselho em meio à reestruturação da gestão

A incorporadora e construtora Gafisa (GFSA3) anunciou, na manhã desta terça-feira (10), a renúncia de Mariana Barreto Rezende de Oliveira ao cargo de presidente do conselho de administração e também à posição de conselheira da companhia.

Segundo comunicado divulgado ao mercado, após a saída da executiva, que foi apresentada ontem (9), Eduardo Larangeira Jácome foi eleito para assumir a função de membro e presidente do colegiado.

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De acordo com a empresa, Jácome já ocupou anteriormente a presidência do conselho e possui mais de 50 anos de experiência nas áreas de planejamento, estruturação e gestão empresarial.

Vale (VALE3) diz que pedidos de bloqueios de R$ 2,85 bi foram rejeitados por tribunais

Vale (VALE3) informou na segunda-feira (9) que três pedidos de bloqueio patrimonial relacionadas aos extravasamentos registrados nas unidades operacionais de Fábrica e Viga, em Minas Gerais, que totalizavam R$ 2,85 bilhões, foram rejeitados por tribunais competentes, segundo fato relevante.

De acordo com a empresa, permanece pendente apenas a decisão referente a um pedido de bloqueio no valor de R$ 200 milhões.

Na quinta-feira (5), a empresa havia revelado a existências de três medidas judiciais relacionadas aos extravasamentos em Minas Gerais.

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Na ocasião, a Vale afirmou que os extravasamentos deste ano “não têm qualquer relação com as barragens da Vale na região, as quais permanecem com condições de segurança inalteradas e sob monitoramento contínuo, 24 horas por dia, 7 dias por semana”.

São Martinho (SMTO3) tem lucro de R$ 424 milhões no 3T26

São Martinho (SMTO3) registrou lucro líquido de R$ 424,1 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T26), um avanço de 168,5% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pelo reconhecimento de créditos de subvenção e pela marcação a mercado dos contratos de derivativos das dívidas de longo prazo (swaps), em função das oscilações do CDI.

Esses efeitos positivos foram parcialmente compensados pelo impacto negativo da variação dos ativos biológicos, decorrente da queda no preço do açúcar e do efeito no Consecana.

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O Ebitda ajustado alcançou R$ 787,1 milhões no 3T26, recuo de 25,6% frente ao 3T25, com margem de 49,4%, queda de 8,0 pontos percentuais.

Moura Dubeux (MDNE3) prevê até R$ 5,5 bilhões em VGV de lançamentos em 2026

A Moura Dubeux (MDNE3) divulgou na segunda-feira (9) seu guidance de lançamentos para 2026 com projeção de Valor Geral de Vendas (VGV) agregado entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.

O VGV é o valor total potencial de vendas de um conjunto de empreendimentos, considerando 100% das unidades pelo preço de tabela.

A estimativa considera os empreendimentos que a companhia pretende colocar no mercado ao longo do ano, distribuídos entre os segmentos de alto padrão e luxo, média renda e baixa renda, de acordo com a participação da empresa em cada projeto.

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O guidance reflete exclusivamente a visão atual da administração sobre o desempenho futuro dos negócios e a realidade operacional conhecida no momento de sua divulgação, acrescentou a companhia.

Banco de Brasília tem mudanças no alto escalão em meio ao caso Master

Banco de Brasília (BRB) informou ao mercado, na noite de segunda-feira (9), a renúncia de Jacques de Maurício Ferreira Veloso de Melo ao cargo de diretor jurídico da companhia. A efetivação da renúncia ocorrerá em 14 de fevereiro e não houve divulgação de informações sobre uma substituição.

Na mesma noite, o banco anunciou a posse de Ana Paula Teixeira no cargo de diretora executiva de controles e riscos (DICOR).

Teixeira tem uma trajetória no setor financeiro, tendo atuado como vice-presidente de gestão de riscos, controles internos, segurança institucional e cyber segurança do Banco do Brasil, além de ter exercido posições de liderança em instituições financeiras nas áreas de controles internos, compliance, gestão de riscos, capital, crédito e governança.

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Os movimentos ocorrem em meio aos desdobramentos do caso Master, que tem o BRB como um dos nomes envolvidos.

Aegea tem interesse na Copasa (CSMG3), mas espera regras de leilão

Agea tem interesse na privatização da Copasa (CSMG3), mas uma participação do grupo ainda vai depender de como serão regras do certame, disse o presidente da empresa de saneamento, Radamés Casseb, na segunda-feira (9).

“Estamos na expectativa dos documentos e da modelagem. Tem muita discussão pública ainda acontecendo em Minas Gerais”, disse o executivo em evento do BNDES.

A Assembleia Legislativa de Minais Gerais aprovou no fim de 2025 um projeto de lei que autoriza o governo mineiro a iniciar o processo de desestatização da Copasa.

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O Estado de Minas Gerais detém uma fatia de 50,03% da Copasa. A companhia é avaliada em R$20,5 bilhões na B3, segundo dados da LSEG.

Em entrevista à Reuters em dezembro, o governador mineiro, Romeu Zema, afirmou que a Copasa renderia uma arrecadação de ao menos R$10 bilhões ao Estado. Na ocasião, Zema afirmou que o governo queria fazer o leilão da Copasa até abril.

*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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