Radar do mercado

Oi (OIBR3), Raízen (RAIZ4), Kepler Weber (KEPL3) e outros destaques desta quarta-feira (18)

18 fev 2026, 9:55 - atualizado em 18 fev 2026, 9:55
Oi, OIBR3, Empresas, Mercados
(Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A ação movida pela Oi (OIBR3) contra seus antigos acionistas de referência, os planos para uma reestruturação da Raízen (RAIZ4) e a extensão do prazo de exclusividade para negociações entre a Kepler Weber (KEPL3) e a GPT são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (18).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Oi (OIBR3) entra na Justiça contra antigos acionistas de referências

Oi (OIBR3), em recuperação judicial, informou ao mercado na terça-feira (17) que entrou na Justiça contra os fundos representados pelas gestoras Pacific Investment Management Company (Pimco), SC Lowy Primary Investments e Ashmore Investment Advisors, seus antigos acionistas de referência, sob a alegação de abuso de poder de controle e direito.

A ação de responsabilidade corre em segredo de Justiça, ajuizada em 12 de fevereiro perante o Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

A operadora de telecomunicações alega que os antigos acionistas teriam exercido poder de controle e/ou influência de modo abusivo, com adoção de condutas voltadas a favorecer seus próprios interesses creditórios ante o interesse social e dos demais credores.

Nesse contexto, a Oi pediu uma liminar com medidas cautelares, incluindo o confisco de créditos desses fundos estrangeiros contra a empresa e a suspensão de direitos políticos/deliberativos e prerrogativas associados aos mesmos créditos.

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Raízen (RAIZ4): Shell apresenta proposta com cheque maior e sem cisão, diz jornal

Mais uma proposta está na mesa para uma reestruturação da Raízen (RAIZ4). A Shell teria apresentado outro caminho após a Cosan (CSAN3) e fundos do BTG proporem uma conversão de 25% da dívida da Raízen em ações e uma divisão da companhia em duas, segundo informações do Pipeline, do Valor Econômico.

A dívida da Raízen chegou a R$ 55,3 bilhões no último trimestre, e alternativas para redução da pressão sobre a companhia estão na mesa.  A Shell e a Cosan são controladoras da companhia de açúcar e etanol e hoje detêm 44% do capital cada uma, com os 12% restantes nas mãos do mercado.

Para recapitular, a proposta inicial prevê, além da conversão de 25% da dívida, uma divisão em duas empresas, uma voltada a açúcar e etanol e a outra, com as operações de combustíveis. Ambas seriam listadas na bolsa.

Pelo desenho apresentado, o braço de commodities receberia cerca de R$ 1 bilhão da Cosan, R$ 500 milhões do empresário Rubens Ometto — controlador da Cosan — e aproximadamente R$ 1,5 bilhão da Shell.

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Outro pilar da operação envolveria o BTG Pactual, com um aporte estimado em R$ 5,3 bilhões por meio de fundos de private equity.

A Shell, no entanto, propôs escrever um cheque maior que o de sua sócia. Ainda segundo o Valor, a ideia é trazer uma capitalização de R$ 5 bilhões, em que a Shell entraria com R$ 3,5 bilhões e o restante viria da Cosan.

Eventualmente, os sócios injetariam ainda mais capital e seguiriam com um follow-on para captar mais recursos no mercado.

Kepler Weber (KEPL3) prorroga novamente prazo para negociação com a GPT

Kepler Weber (KEPL3) informou ao mercado que acordou com a GPT (Grain & Protein Technologies) a extensão do prazo de exclusividade para a continuidade das negociações dos principais termos e condições da potencial combinação de negócios entre elas até 27 de fevereiro de 2026.

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O prazo de exclusividade já havia passado por uma prorrogação, que tinha validade até 15 de fevereiro.

A companhia informou no início de novembro o recebimento de proposta não vinculante para a potencial transação. A GPT, empresa com sede global em Illinois, nos EUA, propôs pagar R$ 11 por ação da companhia de armazenamento de grãos.

O comunicado desta quarta-feira (18) não apresentou novas informações sobre a potencial transação.

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JHSF (JHSF3) compra palácio histórico em Milão para lançar novo hotel Fasano

JHSF (JHSF3), empresa focada no desenvolvimento de empreendimentos de luxo, anunciou a aquisição de um palácio histórico em Milão, na Itália, por 52,5 milhões de euros (cerca de R$ 324 milhões), que abrigará um novo projeto da marca Fasano.

A iniciativa será viabilizada por meio do fundo JHSF Capital Fasano Italy LP, estruturado e captado pela JHSF Capital, cuja investidora controladora é a JHSF UK LTD.

O veículo foi criado justamente para a compra do histórico Palazzo Taverna Medici del Vascello, imóvel do século 16 localizado na Via Bigli, marcando mais um passo na estratégia de expansão global da companhia.

No local será implantado o 18º hotel da rede Fasano, que contará com aproximadamente 40 suítes, além de operação de gastronomia e um Private Members Club.

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Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno

Banco Central decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., com a extensão do regime especial à Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários (DTVM).

De acordo com a autoridade monetária, o conglomerado, que tem como instituição líder o Banco Pleno, é de “pequeno porte” e detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações”, explicou o BC em nota.

O resultado das apurações, segundo o Banco Central, poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.

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Banco Central confirma vazamento de 5.290 chaves Pix do Agibank

Banco Central informou nesta sexta-feira (13) que houve uma ocorrência de incidente de segurança com dados de clientes do banco Agibank S.A.

O fato foi relacionado a chaves Pix, mas não foram expostas informações que permitam movimentação bancária ou que exponham dados bancários, de acordo com a autoridade monetária.

“As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”, diz nota do BC.

A ocorrência se deu por conta de falhas pontuais nos sistemas do Agibank.

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A autarquia também informa que as pessoas que tiveram os dados vazados serão notificadas pelo banco responsável, sem nenhum contato do BC ou de instituições participantes.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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