Radar do mercado

Petrobras (PETR4), Copasa (CSMG3), Raízen (RAIZ4) e outros destaques desta quinta-feira (29)

29 jan 2026, 8:41 - atualizado em 29 jan 2026, 8:42
Petrobras PETR4 dividendos
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Flickr)

Os contratos de venda de petróleo da Petrobras (PETR4) com refinarias indianas, os detalhes da proposta de privatização da Copasa (CSMG3) e a prévia da Raízen (RAIZ4) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (29).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Petrobras (PETR4) firma vendas de petróleo com refinarias indianas que podem superar US$ 3 bi

Petrobras (PETR4) afirmou na quarta-feira (28) que renovou e ampliou contratos de venda de petróleo para as principais refinadoras estatais indianas, com instrumentos comerciais que representam potencial venda de até 60 milhões de barris, com valor total que pode superar US$ 3 bilhões.

Os contratos de venda de petróleo com a Indian Oil Corporation Limited (IOC), a Bharat Petroleum Corporation Limited (BPCL) e a Hindustan Petroleum Corporation Limited (HPCL) estarão em vigor até março de 2027, segundo a Petrobras.

“Os contratos reforçam a presença da Petrobras no mercado indiano e contribuem para a diversificação da nossa carteira de clientes de exportação de petróleo”, disse o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser, em nota.

Os acordos foram firmados no encontro de líderes globais do setor energético, que acontece na cidade de Goa.

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Privatização da Copasa (CSMG3) vai se dar por oferta secundária, diz proposta

O processo de privatização da empresa mineira de saneamento Copasa (CSMG3) deverá seguir pelo modelo de oferta secundária de ações, sem tranche primária, segundo proposta divulgada pelo governo de Minas Gerais à companhia na quarta-feira (28).

O governo estadual detém participação de 50,03% na Copasa e pela proposta vai usar os recursos da venda de suas ações para pagamento da dívida do Estado com a União.

A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas da Copasa, prevê que o governo de Minas Gerais possa vender até a totalidade de sua participação na empresa e a “possibilidade de celebração de um acordo de acionistas entre o investidor de referência/estratégico e o Estado, que conferirá determinados vetos ao Estado”.

A venda da totalidade das ações detida pelo Estado pode ocorrer se o processo não atrair nenhum investidor estratégico, segundo a proposta. Caso pelo menos um seja elencado, o Estado poderá manter fatia de 5% na Copasa.

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Raízen (RAIZ4) reduz em 23% moagem de cana no trimestre

Raízen (RAIZ4) divulgou na quarta-feira (28) moagem de 10,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no terceiro trimestre do ano safra 2025/2026, uma queda de 23% sobre o mesmo período do ano anterior.

A companhia afirmou ainda que a produção de açúcar caiu quase 17% no período, para 1,5 milhão de toneladas.

A empresa citou que o volume de vendas de etanol próprio no período somou 778 mil metros cúbicos ante 895 mil um ano antes. Já venda de açúcar próprio no trimestre foi de 1,328 milhão de toneladas ante 1,168 milhão na comparação anual.

A divulgação dos resultados operacionais acontece logo após a as ações da Raízen serem destaque no mercado acionário brasileiro nesta quarta-feira, figurando como a maior alta do Ibovespa (IBOV) e da B3.

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Sabesp (SBSP3) conclui compra de fatia da Eletrobras na Emae por R$ 476 milhões

Sabesp (SBSP3) informou nesta quarta-feira (28) a conclusão da compra de uma participação na Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) junto à Axia Energia (AXIA3).

A companhia adquiriu cerca de 14,9 milhões de ações preferenciais da Emae, o equivalente a aproximadamente 40% do capital total da empresa e quase 67% das ações preferenciais.

O valor pago foi de R$ 32,07 por ação, em dinheiro, totalizando cerca de R$ 476 milhões.

A antiga Eletrobras disse em comunicado separado que a operação reforça o compromisso da companhia com a simplificação de sua estrutura e eficiência na alocação de capital conforme previsto em seu Plano Estratégico.

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Com a conclusão da transação, a Sabesp passa a deter aproximadamente 70% do capital social total da Emae.

Alpargatas (ALPA4) elege João Moreira Salles como presidente do conselho de administração

Alpargatas (ALPA4) elegeu João Moreira Salles como novo presidente do conselho de administração da empresa, em substituição de Pedro Moreira Salles.

Em ata da reunião do conselho divulgada na quarta-feira (28), a empresa informou que a renúncia está relacionada com as atividades acadêmicas que Pedro Moreira Salles desenvolverá como professor adjunto na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, ao longo de 2026.

Como João Moreira Salles já era um membro do grupo, a vaga aberta no Conselho de Administração da empresa com a saída de Pedro Moreira Salles será ocupada por Guilherme Bottura, atualmente membro do Comitê de Finanças da Companhia.

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A empresa também elegeu Rodolfo Villela Marino como vice-presidente do conselho, cargo que até então não existia na Alpargatas.

Dona da Riachuelo define data para trocar ticker na B3

A Guararapes, dona da Riachuelo, informou na quarta-feira (28) que definiu a data para a mudança de seu nome de pregão e ticker na B3. A partir de 5 de fevereiro, as ações da companhia passarão a ser negociadas sob o código RIAA3, substituindo o atual GUAR3, e o nome de pregão será alterado para Riachuelo.

A mudança havia sido anunciada em dezembro, mas agora a empresa detalhou quando a alteração entrará efetivamente em vigor. Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público.

Em comunicado, a companhia afirmou que a alteração do ticker marca um novo estágio de maturidade da Riachuelo, refletindo uma trajetória de evolução integrada entre marca, operação e experiência do cliente, sustentada por disciplina, eficiência e foco no consumidor, com uma estratégia definida para os próximos ciclos.

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Construtora anuncia R$ 200 milhões em dividendos

Lavvi Empreendimentos (LAVV3) comunicou, por meio de fato relevante, a aprovação de dividendos intermediários no valor de R$ 200 milhões, a serem pagos aos acionistas detentores de ações da companhia na data-base de 2 de fevereiro de 2026.

Cada papel ordinário receberá R$ 1,02336154291, desconsideradas as unidades em tesouraria. As ações passarão a ser negociadas “ex-proventos” a partir de 3 de fevereiro.

O pagamento poderá ser realizado até o dia 31 de dezembro de 2026, conforme a disponibilidade de caixa da empresa.

A companhia ainda esclareceu que os dividendos não sofrerão atualização monetária ou incidência de juros até o efetivo repasse.

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Segundo a Lavvi, a decisão foi tomada em reunião do conselho de administração e considera a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até 31 de janeiro de 2026 o prazo para que companhias façam a deliberação sobre os lucros e dividendos sem incidência de impostos.

Banco de Brasília (BRB): Marcelo Talarico e Luis Resende deixam conselho

Banco de Brasília (BRB) informou ao mercado os pedidos de renúncia de Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende aos cargos de membros do conselho de administração, bem como aos cargos ocupados em comitês, em meio aos desdobramentos do caso Master e mudanças na direção do banco.

De acordo com o fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (28), as renúncias têm efeito imediato. A saída dos conselheiros ocorre duas semanas após que o acionista controlador do BRB, o governo do Distrito Federal, convocar uma assembleia para eleger novo conselho de administração, em 19 de fevereiro.

Os acionistas do BRB devem deliberar na assembleia a indicação de Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré para composição do conselho.

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Em janeiro, o BRB elegeu Raphael Vianna de Menezes como presidente do conselho de administração e Antônio José Barreto de Araújo Júnior como diretor-executivo de finanças, em uma série de mudanças no alto escalão.

ISA Energia (ISAE4) incrementa 21ª emissão de debêntures, que pode chegar até R$ 3,86 bilhões

ISA Energia (ISAE4) disse que prevê incluir um lote adicional de até 70.000 debêntures, perfazendo o montante adicional de até R$ 70 milhões, na oferta inicial de R$ 3,79 bilhões de debêntures simples anunciada em 15 de janeiro.

Em comunicado ao mercado na quarta-feira (28) à noite, a empresa confirmou que o valor total da emissão poderá chegar ao volume total de até R$ 3,86 bilhões.

A emissão desta oferta de debêntures será feita em até três séries.

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PicPay precifica IPO em Nova York a US$ 19 por ação

O banco digital da família Batista, controladora da JBS, PicPay precificou sua oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos a US$ 19 por papel, no topo da faixa indicativa, informou a empresa na noite desta quarta-feira (28).

O PicPay disse que vendeu cerca de 22,9 milhões de ações Classe A na oferta, levantando cerca de US$ 434 milhões.

Os subscritores têm um prazo de 30 dias para exercer a opção de comprar 3,4 milhões de ações extras, o que poderia elevar o valor da transação para aproximadamente US$ 500 milhões, informou o PicPay.

A faixa de preços indicada para o IPO começava em US$ 16 e a operação marca o retorno da listagem de empresas brasileiras em Nova York após um hiato de quatro anos.

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*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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