Raízen (RAIZ4), Gerdau (GGBR4), Azul (AZUL53) e outros destaques desta terça-feira (24)
A redução de participação de gestora dos Estados Unidos na Raízen (RAIZ4), os resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 e os proventos da Gerdau (GGBR4), e o resultado operacional preliminar da Azul (AZUL53) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (24).
Confira os destaques corporativos de hoje
Raízen (RAIZ4): Gestora dos EUA reduz participação na companhia
A Raízen (RAIZ4) informou ao mercado que recebeu correspondência da Wellington Management Group LLP comunicando a redução de sua participação acionária na companhia.
Segundo o documento, em 20 de fevereiro de 2026, a gestora passou a administrar 59.744.500 ações preferenciais de emissão da Raízen, o equivalente a 4,40% do total de ações emitidas pela empresa.
O comunicado foi divulgado em cumprimento ao Artigo 12 da Resolução nº 44 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Wellington Management Group LLP é uma gestora global de investimentos fundada em 1928 e com sede em Boston, nos Estados Unidos. A companhia administra recursos para investidores institucionais — como fundos de pensão, seguradoras, fundações e fundos soberanos — além de atuar em parceria com intermediários financeiros ao redor do mundo.
Gerdau (GGBR4) lucra R$ 670 milhões no 4T25 e amplia geração de caixa
A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 670 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2024, quando havia somado R$ 666 milhões — leve alta de 0,5%.
No acumulado de 2025, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 3,38 bilhões, queda de 21,1% frente aos R$ 4,29 bilhões registrados em 2024.
As vendas de aço atingiram 2,86 milhões de toneladas no 4T25, avanço de 5,2% na comparação anual. No ano, o volume vendido cresceu 5,9%, para 11,63 milhões de toneladas.
A receita líquida somou R$ 17,0 bilhões no trimestre, alta de 0,9% em relação ao 4T24. Em 2025, a receita alcançou R$ 69,9 bilhões, crescimento de 4,2% ante 2024.
Retorno em dose dupla: Gerdau (GGBR4) pagará dividendos e fará recompra de ações
A Gerdau (GGBR4) e a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) pagarão dividendos, mostra documento enviado ao mercado na segunda-feira (23).
Segundo o comunicado, o valor por ação será de R$ 0,10 para GGBR4, com pagamento em 18 de março, e R$ 0,05 para GOAU4, com pagamento para 19 de março.
Quem quiser aproveitar, terá até o dia 10 de março para comprar o papel. A partir de 11 de março, a ação passará a ser negociada ex-dividendos.
Veja a tabela abaixo:
| Empresa | Data-base | Data ex-direito | Data de pagamento | Valor por ação (ON e PN) |
|---|---|---|---|---|
| Metalúrgica Gerdau S.A. | 10/03/2026 | 11/03/2026 | 19/03/2026 | R$ 0,05 |
| Gerdau S.A. | 10/03/2026 | 11/03/2026 | 18/03/2026 | R$ 0,10 |
| Gerdau S.A. (ADR) | 12/03/2026 | 12/03/2026 | 25/03/2026 | R$ 0,10 |
A Gerdau também aprovou programa para recomprar até 55 milhões de ações preferenciais, o que equivale a 4,4% das ações em circulação, e 1,4 bilhão de ações ordinárias, representando 10% do total em circulação.
O objetivo, segundo a companhia, é maximizar a geração de valor a longo prazo para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital. Com menos ações em circulação, o investidor ganhará com mais dividendos por papel.
Azul (AZUL53) tem resultado operacional preliminar de R$ 546,4 milhões
A Azul (AZUL53) reportou à Justiça de Nova York relatório operacional mensal com informações financeiras referente a dezembro de 2025, como parte das divulgações de informações exigidas pelo processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).
No período, a aérea registrou receita líquida total de R$ 2,09 bilhões, enquanto o resultado operacional ajustado, desconsiderando itens pontuais e não recorrentes, principalmente relacionados à reestruturação, atingiu R$ 546,4 milhões. A margem operacional ficou em 26,2%.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 801,9 milhões, com margem Ebitda ajustada de 38,5%.
Ao fim de dezembro do ano passado, a Azul detinha R$ 1,01 bilhão em caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto prazo. As contas a receber somavam R$ 2,72 bilhões.
A Azul destaca que essas informações são preliminares e não passaram por auditoria até então. A elaboração serviu exclusivamente para cumprir as exigências do Chapter 11.
Riachuelo (RIAA3) confirma que avalia oferta de ações de R$ 400 milhões
A Riachuelo (RIAA3) confirmou na segunda-feira (23) que avalia a realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias, no valor estimado inicial de R$ 400 milhões.
Segundo a companhia, ainda não há decisão definitiva sobre a efetivação da oferta, que permanece sujeita às condições dos mercados financeiro e de capitais no Brasil e no exterior, além da obtenção das aprovações societárias e regulatórias necessárias e do interesse dos investidores.
A potencial operação será destinada exclusivamente a investidores profissionais, com esforços de colocação no exterior.
Para estruturar a possível transação, a empresa contratou o Itaú BBA, o BTG Pactual, o Banco Bradesco BBI e o UBS BB, além de seus respectivos agentes de colocação internacional, para assessoria financeira e trabalhos preparatórios voltados à definição da viabilidade e das condições da oferta.
Gol conclui liquidação financeira da OPA
A Gol (GOLL54) informou ao mercado a conclusão da liquidação financeira da oferta pública de ações (OPA) preferenciais, que irá levar à saída da aérea do segmento especial de listagem Nível 2 de governança corporativa da B3.
A Gol Investment Brasil (GIB), na posição de ofertante, passou a deter 967.162.416.253 ações preferenciais, que representam cerca de 99,95% do capital social total da companhia.
De acordo com o fato relevante divulgado na segunda-feira (23), os acionistas que não alienaram suas ações durante o leilão e quiserem vender suas à Ofertante poderão fazê-lo durante o período de até 30 dias, com término em 25 de março de 2026.
O preço é o mesmo pago pela ofertante na OPA, de R$ 11,45 por lote de mil ações, atualizado pela taxa Selic até a data do efetivo pagamento, bem como ajustado por eventuais dividendos, juros sobre capital próprio, grupamentos ou desdobramentos eventualmente declarados ou ocorridos, conforme o caso.
Americanas (AMER3) recebe autorização de credores para venda de imóveis
A Americanas (AMER3), em recuperação judicial, disse na noite de segunda-feira (23) que recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com valor total estimado entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões, que não se encontram listados no plano de RJ como ativos para desinvestimento.
Conforme ata da reunião com debenturistas, o grupo se comprometeu a destinar 60% do montante líquido que exceder R$ 200 milhões relativos à venda dos imóveis para amortização ou resgate antecipado das debêntures.
A empresa também foi autorizada a aportar até R$ 75 milhões em fundo de investimento em direitos creditórios sem que configure evento de inadimplemento, disse.
Méliuz (CASH3) faz recompra de ações e aumenta yield de bitcoin (BTC) para o investidor
O Méliuz (B3: CASH3) anunciou ao mercado na última segunda-feira (23) a recompra de 4.985.000 ações por meio de contratos de derivativos com contrapartes, o equivalente a aproximadamente 54,6% do total previsto no programa anunciado em outubro de 2025.
um Bitcoin Yield Ajustado de 4,38%, o que representa um rendimento médio mensal de 1,23%.
Vale lembrar que o indicador é um dos principais parâmetros utilizados por empresas que adotam a estratégia de “Bitcoin Treasury”, medindo a variação percentual entre o total de bitcoins detidos pela companhia e a quantidade de ações em circulação em determinado período.
Em outras palavras, ele indica se os acionistas estão, na prática, ampliando sua exposição à criptomoeda ao longo do tempo.
Caixa negocia compra de carteiras do BRB após crise do Banco Master
A Caixa Econômica Federal negocia a compra de carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB). A cúpula do banco nacional não descarta debater outras soluções, mas a discussão sobre federalização do BRB é vista como “prematura”, segundo pessoas a par do tema ouvidas pela reportagem.
No momento, o que está efetivamente na mesa é a possibilidade de a Caixa adquirir carteiras originadas pelo próprio BRB, que tenta reforçar a sua liquidez, combalida pela necessidade de provisionar ao menos R$ 5 bilhões por causa de perdas esperadas com ativos do Banco Master.
Em outra ponta, a cúpula da Caixa não descarta que as discussões evoluam para outras frentes. Uma alternativa é a participação do banco federal em um consórcio que viabilizaria um empréstimo para que o governo do Distrito Federal aporte recursos no BRB – ponto que é visto como mais importante do que a liquidez de curto prazo neste momento.
As informações foram publicadas primeiro pelo jornal O Globo e confirmadas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo