Vale (VALE3), Bradesco (BBDC4), Azul (AZUL53) e outros destaques desta segunda-feira (26)
O posicionamento da Vale (VALE3) sobre o extravasamento de água em Minas Gerais, a retificação dos juros sobre o capital próprio do Bradesco (BBDC4) e a proposta de grupamento de ações da Azul (AZUL53) são alguns dos destaques corporativos desta segunda-feira (26).
Confira os destaques corporativos de hoje
Vale (VALE3) se posiciona sobre extravasamento de água em Minas Gerais
A Vale (VALE3) informou ao mercado sobre um extravasamento de água com sedimentos vindo de uma cava da mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto (MG), ocorrido na madrugada de domingo (25).
De acordo com o comunicado, não houve feridos e nem impactos na população e comunidades do entorno. O fluxo material atingiu áreas da CSN Mineração, instalada na região.
Seguindo protocolos operacionais, a Vale destaca a comunicação imediata da ocorrência aos órgãos competentes, que estão realizando a apuração do que causou o extravasamento.
“A companhia reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com suas barragens na região, que seguem com suas condições de estabilidade e segurança inalteradas, sob monitoramento contínuo 24 horas por dia, 7 dias por semana”, diz a companhia.
Bradesco (BBDC4) ajusta valor de JCP com mudança no IR
O Bradesco (BBDC4) retificou os valores líquidos por ação referentes ao pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP), após a publicação da Lei Complementar 224/25, que altera a alíquota sobre o provento.
Os novos valores previstos no sistema de pagamento mensal de JCP próprios são de R$ 0,01724 por ação ordinária e R$ 0,01897 por ação preferencial, que, líquidos do novo imposto de renda na fonte de 17,5%, correspondem a R$ 0,01423 por ação ordinária e R$ 0,01565 por ação preferencial.
A exceção à regra são os acionistas pessoas jurídicas que estejam dispensados da referida tributação, que receberão pelo valor declarado, conforme o comunicado do banco.
O Bradesco destaca que os pagamentos ocorrerão aos acionistas com ações depositadas na Sociedade e que mantêm os dados cadastrais e bancários atualizados, mediante crédito a ser efetuado nas contas correntes informadas, e também aos acionistas com ações depositadas na B3, por intermédio das instituições e/ou corretoras que mantêm suas posições em custódia.
Azul (AZUL53) propõe grupamento de ações na proporção de 75:1
O conselho de administração da Azul (AZUL53) propôs aos acionistas um grupamento de ações na proporção de 75 para 1. A votação em assembleia geral extraordinária está prevista para 12 de fevereiro de 2026, às 11h, de forma 100% digital.
A proposta da Azul visa adequar o número de ações aos parâmetros e limites operacionais aplicáveis no mercado secundário.
Na prática, o grupamento reúne 75 ações para formar uma, sem mudar o valor do capital social da companhia, que permanecerá no montante de R$ 16,77 bilhões, mas passará a ser dividido em 9,253 trilhões de ações ordinárias.
A proposta será submetida aos acionistas junto com outras decisões relacionadas à conclusão do plano para deixar o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).
Entre as demais propostas está a alteração e reformulação do Estatuto Social da Azul; a destituição de todos os atuais membros do conselho; e a eleição de novos membros, sendo que as propostas estão condicionadas à conclusão do plano do Chapter 11.
Antonio Kandir assume presidência do Conselho da Gol
A companhia aérea Gol (GOLL54) informou no domingo (25) que o vice-presidente do Conselho de Administração, Antonio Kandir, passa a exercer a função de presidente do Conselho de forma temporária. Isso ocorre após o falecimento do fundador da companhia e presidente do Conselho, Constantino de Oliveira Junior, neste sábado.
“As operações, a estratégia e os compromissos da companhia permanecem inalterados e continuam sob a liderança dos seus diretores, membros do Conselho de Administração e demais integrantes da equipe executiva da companhia. Não há interrupção nas atividades diárias”, afirma a empresa, em comunicado deste domingo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Kandir é integrante de diversos órgãos da administração da companhia ao longo dos últimos anos, segundo nota.
Eztec (EZTC3) prevê lançamentos de até R$ 3,5 bilhões em 2026
A Eztec (EZTC3) anunciou, por meio de fato relevante, que projeta lançar entre R$ 2,5 bilhões a R$ 3,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) ao longo de 2026, considerando a participação da companhia em cada empreendimento.
A título de comparação, o VGV de lançamentos da empresa em 2025 somou R$ 2,36 bilhões, alta de 47,6% frente a 2024, de acordo com a prévia operacional divulgada recentemente.
Segundo a incorporadora, o guidance para este ano leva em conta o desempenho comercial e o ritmo de entregas recentes, além do volume de projetos disponíveis no banco de terrenos e no pipeline.
A construtora destacou que a expectativa também reflete a execução da estratégia de crescimento adotada pela administração, em um contexto de continuidade das operações e do portfólio.
CEO da Embraer (EMBJ3) busca aumentar produção após salto de pedidos
A fabricante de aviões Embraer (EMBJ;EMBJ3) tem como objetivo restaurar as entregas anuais aos níveis anteriores à pandemia de cerca de 100 unidades nos próximos dois anos e, em seguida, crescer ainda mais após um aumento expressivo de pedidos para suas aeronaves regionais, disse seu principal executivo comercial.
O plano prevê um aumento de quase 30% nas entregas e na produção subjacente nos próximos 24 meses, em comparação com o ano passado, quando a Embraer entregou 78 jatos comerciais, atingindo apenas sua previsão de 77 a 85 unidades.
“A primeira meta é voltar a 100 entregas, mas com a demanda que temos atualmente e os resultados de vendas… provavelmente teremos que ir além disso”, disse Arjan Meijer, presidente-executivo da Embraer Aviação Comercial, à Reuters.
Apesar de ter perdido uma competição politicamente carregada na Polônia para a Airbus, a Embraer quadruplicou as vendas de sua série E2 no ano passado, superando o A220 da fabricante de aviões europeia em três vezes, com 131 pedidos líquidos, incluindo compras da All Nippon Airways e da Latam.
Apesar das incertezas geopolíticas, a demanda é intensa, pois as companhias aéreas estão em dia com as substituições de frota deixadas de lado durante a pandemia da Covid-19, disse Meijer.
Eneva (ENEV3) anuncia 14ª emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões
A Eneva (ENEV3) realizará sua 14ª emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões, que ainda pode ser aumentada, em caso de demanda, em até 20%, ou seja, podendo chegar em R$ 2,4 bilhões.
Segundo comunicado ao mercado divulgado na noite de sexta-feira (23), as debêntures serão simples e com valor nominal unitário de R$ 1 mil, tendo a data de emissão em 15 de janeiro de 2026. Os papéis são destinados exclusivamente a investidores profissionais.
A Eneva afirma que as debêntures da Primeira Série terão validade de 10 anos e as de da Segunda Série de 15 anos.
Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da central geradora termelétrica UTE Azulão II, no Amazonas, disse a empresa.
*Com informações da Reuters