Radar do mercado

Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4) e outros destaques desta sexta-feira (6)

06 fev 2026, 9:52 - atualizado em 06 fev 2026, 9:52
Vale VALE3
(Imagem: Reuters)

O anúncio da Vale (VALE3) sobre as ações relativas aos extravasamentos em Minas Gerais que somam R$ 2 bilhões, a aquisição de participação em bloco na África pela Petrobras (PETR4) e o lucro de R$ 6,5 bilhões reportado pelo Bradesco (BBDC4) no quarto trimestre de 2025 estão entre os destaques corporativos desta sexta-feira (6).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Vale (VALE3) informa que ações de extravasamentos em MG somam R$ 2 bilhões 

Vale (VALE3) informou ao mercado que identificou um total de três medidas judiciais relacionadas a extravasamentos registrados nas unidades operacionais de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. As ações buscam bloqueios patrimoniais. 

Em relação ao extravasamento na unidade de Viga, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com pedido de bloqueio patrimonial de R$ 200 milhões, e o Estado de Minas, com o requerimento de bloqueio patrimonial de R$ 1 bilhão.  

Há ainda uma terceira medida que partiu do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e do Estado de Minas Gerais, em relação aos extravasamentos na unidade de Fábrica, com o requerimento de bloqueio patrimonial de R$ 846 milhões. 

Petrobras (PETR4) compra participação em bloco exploratório na África 

Petrobras (PETR4) anunciou a aquisição de 42,5% de participação no Bloco 2613, localizado no offshore da República da Namíbia, na África.

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Em comunicado divulgado ao mercado, a empresa informa que a operação foi realizada em parceria com a TotalEnergies, que também comprou 42,5% de participação e atuará como a operadora do bloco.

As participações foram adquiridas das companhias Eight Offshore Investment Holdings e Maravilla Oil & Gas.

Após o fim da transação, a Eight permanecerá com 5% do bloco, enquanto a Maravilla deixará o consórcio. Já os 10% restantes estarão com a empresa estatal do governo da Namíbia, a Namcor Exploration and Production.

Também nesta manhã, a Petrobras informou que recebeu R$ 1,65 bilhão referente ao complemento de compensação firme (earnout) dos campos de Sépia e Atapu, relativo ao exercício de 2025.

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Bradesco (BBDC4) tem lucro de R$ 6,5 bilhões no 4T25, alta de 20,6%  

Bradesco (BBDC4) reportou lucro recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, uma alta de 20,6% ante o mesmo período de 2024. 

No acumulado de 2025, o lucro cresceu 28%, para R$ 24 bilhões. Após uma sequência negativa, com rentabilidade bem abaixo de outros bancões e índices de qualidade, incluindo inadimplência, o Bradesco tenta acertar a rota. 

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) mostrou subiu 2,5 pontos porcentuais no ano e 0,5 pp no trimestre, para 15,2%. Com a Selic, a taxa básica de juros, a 15% ao ano, o banco superou o custo de capital.  

“Nosso ROE superou o custo de capital. É um marco importante que foi superado. E a nossa expectativa é que o lucro continue a aumentar, em cada um dos próximos trimestres, de forma gradual e segura, step by step”, diz o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha. 

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Brava Energia (BRAV3) tem queda de 1,1% na produção diária em janeiro 

Brava Energia (BRAV3) encerrou janeiro com produção média de 73,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um recuo de 1,07% sobre o mês anterior. 

Em comunicado enviado à Comissão de Valores (CVM), a empresa afirma que o resultado reflete o impacto da interdição temporária de instalações de Potiguar, decorrente da auditoria realizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em setembro de 2025. 

A Brava vem recebendo de forma gradativa as anuências para a retomada da produção. Além disso, falhas no fornecimento de energia impactaram negativamente a produção de janeiro. 

Multiplan (MULT3) tem queda de 17,7% no lucro no 4T25 

Multiplan (MULT3)  teve lucro líquido de R$ 421,6 milhões no quarto trimestre de 2025, valor 17,7% menor que observado no mesmo período de 2024. 

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O valor ficou acima do consenso de analistas, de R$ 367 milhões. Já o Ebitda nos três últimos meses de 2025 foi de R$ 707 milhões, alta 6,1% na base anual, e acima da média de expectativas do mercado, de R$ 588 milhões, segundo dados da LSEG. 

Oncoclínicas (ONCO3) conclui venda de hospital em Uberlândia (MG) 

Oncoclínicas (ONCO3) concluiu a venda da totalidade de sua participação no Complexo Hospitalar Uberlândia S.A. (UMC), em Minas Gerais, o correspondente a 84% do capital social da operação.

Segundo a empresa, a transação faz parte de um conjunto de iniciativas estratégicas adotadas nos últimos meses, voltadas à descontinuação de operações consideradas “non-core”, disciplina operacional, melhoria da estrutura de capital, aumento da rentabilidade e otimização do posicionamento estratégico.  

A empresa surgiu há cerca de 15 anos com tratamentos oncológicos como o centro do negócio. Contudo, após o IPO em 2021, a Oncoclínicas expandiu o foco, passando a atuar também na parte de alta complexidade no tratamento oncológico.  

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A estratégia, no entanto, não trouxe os resultados esperados. Nos últimos anos, a Oncoclínicas passou a enfrentar aumento da alavancagem e elevado consumo de caixa, o que levou a empresa a rever sua atuação e acelerar o processo de venda de ativos considerados fora do foco principal. 

Movida (MOVI3) capta R$ 3,5 bilhões e conclui gestão das dívidas de 2026 

Movida (MOVI3) anunciou a conclusão da gestão de suas dívidas com vencimento em 2026 após captar R$ 3,5 bilhões nos dois primeiros meses do ano, em operações realizadas nos mercados local e internacional. 

Segundo comunicado, a companhia informou que uma das principais operações contou com a participação da International Finance Corporation (IFC), braço do Grupo Banco Mundial, que concedeu um pacote de financiamento voltado à renovação da frota com veículos de baixa emissão de carbono. 

BR Partners (BRBI11) lucra R$ 44,5 milhões no 4T25 e prevê retomada de M&A em 2026 

BR Partners (BRBI11) anunciou que o banco de investimento teve lucro líquido de R$ 44,5 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 5,7% ante igual período de 2024.  

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No ano, o ganho foi de R$ 175,1 milhões, recuo de 9,6%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) fechou dezembro em 22,4%, ante 20,4% há um ano. 

O BR Partners espera que o primeiro semestre de 2026 seja mais forte em fusões e aquisições (M&A, em inglês), influenciado por fatores como a valorização do Ibovespa e o forte fluxo estrangeiro para o mercado local nas últimas semanas.  

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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