Radar do mercado

Vale (VALE3), Raízen (RAIZ4), Petrobras (PETR4) e outros destaques desta quinta-feira (5)

05 mar 2026, 9:26 - atualizado em 05 mar 2026, 9:26
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) (Judeu Marc / Divulgação Vale)
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) (Judeu Marc / Divulgação Vale)

O impacto da ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) na Vale (VALE3), a confirmação da Raízen (RAIZ4) sobre avaliação de aporte para reestruturação de dívida, e as indicações da União para o conselho de administração da Petrobras (PETR4) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (5).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Vale (VALE3) avalia impacto de ação do MPF que pede paralisação da Estrada de Ferro Carajás

Após tomar conhecimento da ação do Ministério Público Federal (MPF) que pede a suspensão da operação de um trecho e 16 km da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás, a Vale (VALE3) comunicou ao mercado que a questão, ao menos por ora, não representa impacto operacional relevante.

De acordo com esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quarta-feira (4), a mineradora já se manifestou nos autos do processo e apresentará sua defesa.

“A companhia reitera seu compromisso com a transparência e com a colaboração com as autoridades, e manterá o mercado informado sobre quaisquer desdobramentos materiais relacionados ao assunto”, diz o comunicado.

Raízen (RAIZ4) confirma que avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida

Raízen (RAIZ4) confirmou na quarta-feira (4) que está analisando a proposta de uma contribuição de capital de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões do Grupo Shell e R$ 500 milhões de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos S.A., ligada à família de Rubens Ometto Silveira de Mello, acionista controlador da Cosan.

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Além do aporte, a companhia avalia a reestruturação de seu endividamento financeiro.

Entre as medidas consideradas estão a conversão de parte da dívida em capital, combinada com o alongamento do saldo remanescente, e a continuidade do processo de simplificação dos negócios, com avaliação e eventual venda de ativos não estratégicos, conforme já divulgado anteriormente.

Nesse contexto, a Raízen pretende assegurar um ambiente protegido e ordenado para conduzir negociações com credores financeiros e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário.

Petrobras (PETR4) confirma recebimento de indicações para Conselho de Administração pela União

A Petrobras (PETR4) confirmou na quarta-feira (4) que recebeu as indicações da União para o Conselho de Administração da empresa, como antecipou a Broadcast. O mandato dos membros vence em abril.

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A União manteve cinco dos seis membros atuais, mas indicou Fabio Henrique Bittes Terra para substituir Rafael Dubeux, representante do Ministério da Fazenda.

Terra é assessor especial da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda e foi indicado com mais dois nomes – Benjamin Alves Rabello Filho e Ricardo Baldin.

Segundo fontes, porém, o nome de Terra seria o escolhido. A eleição vai ocorrer no dia 16 de abril, na Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Petrobras.

Além das indicações da União, a Petrobras informou que os acionistas minoritários indicaram para o Conselho, no caso de voto múltiplo, os nomes do atual conselheiro José João Abdalla Filho; e dos ex-conselheiros, Marcelo Gasparino e Mauro Cunha.

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GPA (PCAR3): Diretor de RI e conselheiro renunciam

GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, anunciou ao mercado uma dança das cadeiras nas posições de diretor de relações com investidores e conselheiro. Rodrigo Manso renunciou ao cargo de diretor de RI estatutário, permanecendo como diretor não estatutário, enquanto Rodolpho Costa Neves Francisco renunciou à posição de membro no conselho da companhia.

No comunicado, divulgado na noite de quarta-feira (4), a varejista já anunciou a eleição de Pedro Vieira Lima de Albuquerque para o cargo de diretor de RI estatutário, que acumulará com a função que atualmente exerce de vice-presidente executivo financeiro.

Além da renúncia, Rodolpho Francisco pediu ao GPA que retire seu nome da chapa proposta para o novo conselho de administração, cuja eleição deve ocorrer em Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 27 de março. A vaga aberta por ele permanecerá aberta até que a AGE ocorra.

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CBA (CBAV3): prejuízo líquido é de R$ 164 mi no 4T25, alta de 193% ante 4T24

Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) (CBAV3) reportou prejuízo líquido de R$ 164 milhões no quarto trimestre de 2025, com alta de 193% sobre o prejuízo apresentado um ano antes.

O Ebitda ajustado, por sua vez, foi de R$ 257 milhões no período, uma queda de 47% na mesma base de comparação. Já a receita líquida, somou R$ 2,2 bilhões, com queda de 4%.

A companhia avalia que o resultado contábil de prejuízo foi influenciado por efeitos contábeis relacionados aos contratos futuros de energia e instrumentos de proteção financeira das exportações, sem impacto imediato no caixa.

Além disso, a leitura da empresa é de que, ao longo do ano, a operação da empresa tem andado de forma ascendente, após problemas de operação na produção de alumina.

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Lucro líquido recorrente da Caixa recua para R$ 2,77 bi no 4º tri

Caixa registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,77 bilhões no quarto trimestre de 2025, um recuo de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com relatório da administração divulgado pelo banco.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente cresceu 0,24 pontos percentuais nos últimos 12 meses, para 10,67%, enquanto a margem financeira subiu 7,4%, para R$ 17,5 bilhões.

O banco estatal encerrou o ano com carteira de crédito de R$ 1,378 trilhão, expansão de 11,5% ano a ano, com alta de 13,0% em financiamento imobiliário, de 14,2% em crédito comercial pessoa jurídica, 13,4% em crédito comercial pessoa física, 1,0% em saneamento e infraestrutura e 0,6% no agronegócio.

Irani (RANI4) aprova distribuição de dividendos aos acionistas

O conselho de administração da Irani (RANI4) aprovou o pagamento de R$ 9,58 milhões em dividendos aos acionistas, com base nas demonstrações financeiras da companhia de 31 de dezembro de 2025 (4T25), mostra comunicado enviado ao mercado nesta quinta-feira (5).

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O pagamento está marcado para o dia 20 de março, com base na posição acionária de hoje, 5 de março de 2026. A partir do dia 6 de março, as negociações ocorrerão ex-direito ao dividendo.

O montante total equivale a R$ 0,041575446 por ação ordinária.

Rumo (RAIL3) soma lucro líquido de R$ 213 mi no 4º trimestre e reverte prejuízo anual

Rumo (RAIL3) reportou lucro líquido de R$ 213 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 259 milhões registrado em igual intervalo de 2024. No critério ajustado, a cifra somou R$ 441 milhões, mais do que o dobro do que um ano antes, quando o resultado foi de R$ 206 milhões.

Já o Ebitda ajustado cresceu 7,5%, somando R$ 1,793 bilhão, com margem de 53,5%, avanço de 5 pontos porcentuais. No critério não ajustado, o Ebitda subiu 30,2%, para R$ 1,565 bilhão.

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A receita operacional líquida da empresa somou R$ 3,350 bilhões no último trimestre de 2025. A cifra representa uma queda de 3,3% em relação a igual intervalo do ano anterior.

Dexco (DXCO3) tem prejuízo líquido de R$ 48,3 mi no 4T25 e reverte lucro anual de R$ 22,4 mi

Dexco (DXCO3), dona das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, entre outras, apresentou prejuízo líquido de R$ 48,3 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representa uma reversão em relação ao mesmo período de 2024, quando teve lucro de R$ 22,3 milhões.

Excluindo perdas e ganhos considerados não recorrente nas suas operações, aí o quadro foi diferente. A empresa teve lucro líquido recorrente de R$ 36,4 milhões, uma reversão perante o prejuízo de R$ 83,6 milhões na mesma base de comparação anual.

A Dexco sofreu o impacto de eventos extraordinários de R$ 84,7 milhões no quarto trimestre. Segundo a companhia, esses efeitos não recorrentes ocorreram devido à baixa contábil (impairment) de produtos da Divisão de Revestimentos Cerâmicos – que está passando por uma reestruturação -, além de custos operacionais não usuais. Esses impactos foram parcialmente compensados por efeitos positivos ligados à venda de imóveis não operacionais e créditos fiscais.

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Ultra (UGPA3) tem resultado dentro do esperado no 4º tri e prevê investimento de R$ 2,6 bi em 2026

O grupo Ultrapar (UGPA3) teve lucro líquido de R$ 256 milhões no quarto trimestre, queda ante o desempenho positivo de R$ 881 milhões obtido no mesmo período de 2024, quando o resultado foi impulsionado por créditos fiscais extraordinários.

Em termos ajustados, a Ultrapar teve lucro líquido de R$ 439 milhões de outubro ao final de dezembro, salto de 49% na mesma comparação.

A companhia dona da rede de postos de combustíveis Ipiranga anunciou ainda plano de investimento de R$2,62 bilhões para 2026, ligeiramente maior que o desembolsado em 2025.

A Ultrapar apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$1,56 bilhão no quarto trimestre, queda ante o desempenho de R$2,38 bilhão de um ano antes.

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Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 1,6 bilhão para a Ultrapar no quarto trimestre, segundo dados da LSEG.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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