Vibra Energia (VBBR3), Oi (OIBR3), Suzano (SUZB3) e outros destaques desta terça-feira (24)
Os juros sobre o capital próprio (JCP) da Vibra Energia (VBBR3), o adiamento dos balanços trimestrais da Oi (OIBR3) e a proposta da Suzano (SUZB3) para alteração do estatuto e inclusão de atividades minerais, são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (24).
Confira os destaques corporativos de hoje
Vibra Energia (VBBR3) anuncia R$ 393,5 mi em JCP
A Vibra Energia (VBBR3) disse na noite de segunda-feira (23) que o seu conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 393,5 milhões, conforme comunicado ao mercado.
De acordo com o documento, o valor corresponde a R$ 0,32999456225 por ação e será pago em parcela única no dia 15 de setembro de 2027.
A empresa acrescentou que terão direito aos juros os acionistas registrados no dia 26 de março.
Oi (OIBR3) adia balanços dos últimos trimestres de 2025
A Oi (OIBR3) informou ao mercado, na noite de segunda-feira (23), o adiamento da divulgação das demonstrações financeiras referentes ao terceiro e quarto trimestre de 2025, bem como do ano passado como um todo.
A princípio, a empresa de telecomunicações divulgaria os números em 25 de março, com apresentação ao mercado no dia seguinte. No entanto, houve a suspensão dessas datas, sem a definição de um novo prazo.
De acordo com o fato, relevante, o adiamento é motivado pelo impacto de eventos relacionados à recuperação judicial nos balanços, além do status dos processos competitivos em curso para a venda de ativos.
A Oi aponta que esses aspectos impactam a elaboração do relatório de gestão que precisa ser apresentado pelo administrador judicial à Justiça até abril, etapa obrigatória dentro do processo de recuperação judicial.
Suzano (SUZB3) vai pedir aval de acionistas para atividade mineral em estatuto
O conselho de administração da produtora de celulose e papel Suzano (SUZB3) aprovou proposta para alteração do estatuto da companhia para inclusão de atividades minerais como complementação do objeto social do grupo.
A proposta será enviada para deliberação por assembleia de acionistas em 23 de abril.
O plano envolve “incluir a atividade de extração e aproveitamento, diretamente ou por meio de terceiros, de substâncias minerais, inclusive basalto, bem como o seu beneficiamento para a produção de cascalho, saibro e materiais correlatos”.
Procurada pela Reuters, a Suzano afirmou que a inclusão da atividade mineral refere-se exclusivamente a uma pedreira de pequeno porte no Mato Grosso do Sul, em área próxima às suas florestas plantadas, com investimento de R$1,14 milhão.
A companhia afirmou que a pedreira será utilizada para produção de cascalho destinado à manutenção das estradas internas da companhia com objetivo de reduzir o investimento em malha viária na região.
Lucro líquido da Movida (MOVI3) soma R$ 102,3 milhões
A Movida (MOVI3) reportou lucro líquido de R$ 102,3 milhões no quarto trimestre de 2025. A cifra representa alta de 64,5% ante igual intervalo de 2024. O desempenho foi impulsionado pelo aumento simultâneo de volume e preços, segundo o CEO da Movida, Gustavo Moscatelli.
“O período foi marcado por um aumento significativo no volume de diárias, com um volume de locação muito maior, e ao mesmo tempo com um aumento de preço também relevante”, disse em entrevista à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Durante o quarto trimestre de 2025, a companhia registrou crescimento de cerca de 13% no volume total de diárias e de 7% na tarifa média do segmento de locação (RAC). Paralelamente, reportou ganho de participação de mercado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou R$ 1,490 bilhão nos últimos três meses de 2025, crescimento anual de 19,8%. Já o Ebit cresceu 24,2%, para R$ 850,7 milhões.
A receita líquida, por sua vez, avançou 12,6% ano contra ano, somando R$ 3,6 bilhões. A receita líquida de locação somou R$ 2,096 bilhões, 17% acima do quarto trimestre de 2024. Já a receita líquida de venda de ativos registrou alta de 7,2%, atingindo R$ 1,56 bilhão.
Justiça proíbe venda de área ambiental no DF para salvar BRB
O governo do Distrito Federal foi proibido pela Justiça de vender uma área ambiental para cobrir o rombo no Banco de Brasília (BRB), apurado no caso envolvendo as fraudes financeiras do Banco Master. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apontou risco de subavaliação de áreas da chamada Serrinha do Paranoá.
Localizada entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá, a Serrinha é um extenso trecho de cerrado nativo que abriga 119 minas d´água que contribuem para abastecer o Lago Paranoá, manancial estratégico de onde é captada parte da água fornecida à população. Ambientalistas, acadêmicos, integrantes de entidades civis e moradores da região criticam a proposta do GDF.
De acordo com a resolução do juiz Carlos Frederico de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do TJDFT, publicada no domingo (22), está proibida qualquer ação de venda e alteração da região, sob pena de multa de R$ 500 milhões por cada ato.
Even (EVEN3) tem lucro líquido de R$ 44,9 milhões no 4T25
A incorporadora paulistana Even (EVEN3) registrou lucro líquido de R$ 44,870 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 47,4% em relação ao mesmo período de 2024. A receita líquida somou R$ 484,361 milhões, avanço de 7,6% na mesma comparação anual.
A melhora nos resultados da companhia reflete o maior faturamento com as vendas de imóveis, bem como o efeito de projetos mais rentáveis. A margem bruta ajustada foi de 38,6% no trimestre, aumento de 6,7 pontos porcentuais.
As despesas operacionais totalizaram R$ 93,592 milhões, recuo de 28,1% em um ano. As despesas comerciais ficaram estáveis em R$ 34,549 milhões, enquanto as despesas gerais e administrativas chegaram a R$ 32,312 milhões.
Sanepar (SAPR11): Agência reguladora propõe destinar R$ 3,9 bilhões de precatório a usuários
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) propôs que cerca de R$ 3,9 bilhões recebidos pela Sanepar (SAPR11) por meio de precatório sejam integralmente destinados aos usuários, com investimentos não onerosos e/ou descontos nas faturas, de acordo com fato relevante de segunda-feira (23).
O valor foi apurado em setembro de 2025, já líquido de tributos e honorários, e a proposta consta na Nota Técnica nº 01/2026. Segundo a agência, a medida busca promover a modicidade tarifária e altera a premissa anterior que previa compartilhamento de ganhos com recuperação de créditos fiscais.
A Agepar abriu consulta pública sobre o tema entre 27 de março e 28 de abril de 2026, com audiência pública marcada para 29 de abril. A Sanepar informou que participará do processo e enviará contribuições para resguardar seus interesses.
Agibank tem lucro líquido de R$ 214,9 milhões
O Agibank, focado em crédito consignado, teve lucro líquido de R$ 214,9 milhões no quarto trimestre de 2025, anunciou o banco nesta segunda-feira, 23, em seu primeiro balanço desde que abriu o capital na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), em janeiro. Trata-se de uma alta de 9,2%. Em 2025, o banco teve ganho acumulado de R$ 1,046 bilhão, crescimento de 32% ante 2024.
O retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) ficou em 35,8%, ante 44,4% há um ano. As receitas totais do Agibank somaram R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre, alta anual de 38,4%.
O banco fechou dezembro com carteira de crédito de R$ 34,8 bilhões, alta anual de 43,9% e de 1,1% no trimestre. Desse total, 86% é de crédito com garantia, como o consignado, acima do porcentual de 83% do quarto trimestre de 2024.
A taxa de inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 3,7% no quarto trimestre, ante 2,6% no terceiro e 3% no final de 2024.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo