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Raízen pode elevar moagem de cana em mais de 7% em 20/21 com clima favorável

17/02/2020 - 14:58
Em 2018/19, a moagem somou 59,7 milhões de toneladas (Imagem: REUTERS/Amit Dave)

A Raízen Energia, maior processadora de cana do mundo, projeta moer entre 61 milhões e 64 milhões de toneladas na temporada 2020/21, em meio a um clima mais favorável para as lavouras, de acordo com guidance preliminar da companhia.

A previsão, anunciada simultaneamente aos resultados trimestrais da Cosan (CSAN3) — uma das donas da Raízen, juntamente com a Shell–, indica um aumento de até 7,4% na comparação com o encerramento da safra 2019/20 (59,6 milhões de toneladas), quando a moagem ficou levemente abaixo de 2018/19.

Para a nova temporada (abril de 2020 a março de 2021), analistas têm destacado boas condições climáticas para o desenvolvimento da safra do centro-sul.

O gerente-executivo de Relações com Investidores da Cosan, Phillipe Casale, disse nesta segunda-feira que a companhia espera uma maior produção de açúcar no Brasil em 2020/21, devido a uma melhora nos preços da commodity em Nova York e ao real mais fraco, o que impulsionou fixações de vendas pelas usinas brasileiras.

Em teleconferência sobre os resultados, ele afirmou acreditar que o mix de destinação da cana seja mais equilibrado entre açúcar e etanol na nova safra do centro-sul.

Em 2019/20, a alocação da matéria-prima para a fabricação do adoçante atingiu uma mínima histórica próxima de 35%, com o etanol garantindo melhores retornos às usinas.

Além de ter ficado ligeiramente abaixo da safra 2018/19, a moagem de cana em 2019/20 foi inferior ao guidance da companhia, de entre 61 milhões e 63 milhões de toneladas.

Em 2018/19, a moagem somou 59,7 milhões de toneladas.

“O menor volume processado foi parcialmente compensado por uma melhora de 17% na produtividade agrícola, encerrando o 4T19 em 9,0 kg ATR/ha”, disse a Cosan.

As ações da Cosan caíam quase 4% na B3 (B3SA3), nesta segunda-feira.

O Credit Suisse informou em nota aos clientes que os resultados trimestrais da divisão Raízen Energia foram negativos, com o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caindo mais de 20% devido à estratégia de carregar estoques (açúcar e etanol) para venda em um período posterior.

O banco BTG Pactual (BPAC11) foi mais positivo. Ele afirmou que os números do Ebitda “não contam toda a história”, dizendo que o relatório trimestral teve um “forte conjunto de resultados subjacentes”.

A Raízen também é uma das maiores distribuidoras de combustível do Brasil.

A Cosan disse que a empresa deve se beneficiar em 2020 de um aumento esperado nas vendas de combustíveis, já que a economia brasileira continua a se recuperar e há expectativas de que o PIB cresça mais de 2%.

A empresa de energia e infraestrutura informou na sexta-feira que teve lucro ajustado de 392 milhões de reais no quarto trimestre, ante 730,3 milhões de reais no mesmo período de 2018.

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Última atualização por Bruno Andrade - 17/02/2020 - 14:58