Empresas

Raízen (RAIZ4) confirma que avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida

04 mar 2026, 20:47 - atualizado em 04 mar 2026, 20:47
raizen-raiz4-empresas-acoes
(Imagem: Divulgação)

A Raízen (RAIZ4) confirmou nesta quarta-feira (4) que está analisando a proposta de uma contribuição de capital de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões do Grupo Shell e R$ 500 milhões de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos S.A., ligada à família de Rubens Ometto Silveira de Mello, acionista controlador da Cosan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do aporte, a companhia avalia a reestruturação de seu endividamento financeiro.

Entre as medidas consideradas estão a conversão de parte da dívida em capital, combinada com o alongamento do saldo remanescente, e a continuidade do processo de simplificação dos negócios, com avaliação e eventual venda de ativos não estratégicos, conforme já divulgado anteriormente.

Nesse contexto, a Raízen pretende assegurar um ambiente protegido e ordenado para conduzir negociações com credores financeiros e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário.

A companhia afirmou que seguirá operando normalmente e reforçou que as medidas em avaliação não devem impactar clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Impasse derruba as ações

A confirmação de que a Raízen avalia o aporte é feita depois de as ações da companhia recuarem 13% nesta quarta, com a notícia da Reuters sobre um fracasso para as negociações entre Cosan Shell, coproprietários da joint venture, para uma capitalização da produtora de açúcar e etanol.

Ontem, o presidente-executivo da Shell Brasil disse que a empresa estava comprometida em investir R$ 3,5 bilhões na Raízen e que também esperava que a Cosan se comprometesse com o mesmo valor.

Nesta tarde, o Broadcast informou que a Cosan não fará esse aporte. Após um impasse envolvendo a divisão da área de renováveis, a holding de Rubens Ometto decidiu não utilizar os R$ 1 bilhão que seriam investidos pelo novo sócio, o BTG Pactual, na companhia.

A dívida líquida da Raízen subiu para R$ 55,3 bilhões no final de dezembro devido a uma combinação de investimentos pesados, clima instável e incêndios florestais, que levaram a colheitas mais fracas e volumes de moagem mais baixos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar