Raízen (RAIZ4) dispara até 20% e ação volta a ser cotada acima de R$ 1
As ações da Raízen (RAIZ4) destacam-se no mercado acionário brasileiro nesta quarta-feira (28), figurando como a maior alta do Ibovespa (IBOV) e da B3.
Por volta de 15h30 (horário de Brasília), RAIZ4 subia 14,44%, a R$ 1,03. Na máxima intradia, o papel atingiu alta de 20% (R$ 1,08). Acompanhe o Tempo Real.
Essa é a maior cotação desde 6 de outubro do ano passado, quando as ações passaram a ser negociadas abaixo de R$ 1 – e se tornaram penny stock.
O movimento de forte valorização iniciou na véspera, em meio a expectativa de reestruturação financeira da companhia. O mercado repercute notícias de que a empresa estrutura um aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
“Desde ontem, há a expectativa de uma reorganização estrutural da companhia, que vem passando por um momento mais delicado com o alto nível de alavancagem e venda de alguns ativos. A empresa já anunciou que pode receber um possível aporte de capital de seus acionistas controladores e isso deve ser combinado com um aumento de capital”, afirma Nicolas Gass, head de alocação de investimentos e sócio da GT Capital.
Vale lembrar que a Raízen é fruto de uma joint venture entre a Cosan e a Shell.
A empresa ainda é beneficiada pela queda na curva de juros futuros, dado o reflexo no endividamento da Raízen. No último balanço, referente ao segundo trimestre da safra 2025/2026 (2T26), a companhia reportou uma dívida líquida/Ebitda de 5,1x – com uma dívida líquida de R$ 53,437 bilhões, 48% maior do que o reportado um ano antes.
Além disso, a Bioenergia Barrra, controlada indiretamente pela Raízen, recebeu um aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) hoje para vender a Bio Polares, companhia que detém uma central de minigeração de eletricidade movida a biogás oriundo do Aterro Sanitário Dois Arcos, localizado em São Pedro da Aldeira, no Rio de Janeiro.
A compradora é a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás (GDA), que atua na produção de biometano a partir do biogás gerado no mesmo aterro para comercialização posterior. O valor do negócio, cujo aval não foi informado, segundo a publicação do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.