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Raízen (RAIZ4): Shell apresenta proposta com cheque maior e sem cisão, diz jornal; entenda

14 fev 2026, 11:58 - atualizado em 14 fev 2026, 12:01
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(Foto: Divulgação)

Mais uma proposta está na mesa para uma reestruturação da Raízen (RAIZ4). A Shell teria apresentado outro caminho após a Cosan (CSAN3) e fundos do BTG proporem uma conversão de 25% da dívida da Raízen em ações e uma divisão da companhia em duas, segundo informações do Pipeline, do Valor Econômico.

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A dívida da Raízen chegou a R$ 55,3 bilhões no último trimestre, e alternativas para redução da pressão sobre a companhia estão na mesa.  A Shell e a Cosan são controladoras da companhia de açúcar e etanol e hoje detêm 44% do capital cada uma, com os 12% restantes nas mãos do mercado.

Para recapitular, a proposta inicial prevê, além da conversão de 25% da dívida, uma divisão em duas empresas, uma voltada a açúcar e etanol e a outra, com as operações de combustíveis. Ambas seriam listadas na bolsa.

Pelo desenho apresentado, o braço de commodities receberia cerca de R$ 1 bilhão da Cosan, R$ 500 milhões do empresário Rubens Ometto — controlador da Cosan — e aproximadamente R$ 1,5 bilhão da Shell.

Outro pilar da operação envolveria o BTG Pactual, com um aporte estimado em R$ 5,3 bilhões por meio de fundos de private equity

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A Shell, no entanto, está disposta a fazer um aporte maior para buscar uma solução mais simples, sem envolver a divisão da Raízen, de acordo com apuração do Pipeline.

Procuradas, a Raízen disse que não irá se manifestar. A Shell não retornou até o momento de publicação desta matéria.

Outro caminho para a Raízen

A Shell propôs escrever um cheque maior que o de sua sócia. Ainda segundo o Valor, a ideia é trazer uma capitalização de R$ 5 bilhões, em que a Shell entraria com R$ 3,5 bilhões e o restante viria da Cosan.

Eventualmente, os sócios injetariam ainda mais capital e seguiriam com um follow-on para captar mais recursos no mercado.

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A Raízen também está em um processo de venda de ativos e já conseguiu levantar R$ 5 bilhões nos últimos 12 meses. A venda de ativos na Argentina deve ser fechada até o final deste ano. O objetivo é chegar a uma alavancagem de 2 a 2,5 vezes ao final do processo.

Para isso, a companhia precisaria de cerca de R$ 20 a R$ 25 bilhões, segundo cálculos feitos pelo UBS BB.

No entanto, a Raízen sofreu sérios rebaixamentos nas suas classificações de risco por agências de rating, o que a levou a realizar um impairment de R$ 11 bilhões e registrar prejuízo de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26).

Só a venda de ativos que está sendo feita atualmente não será o suficiente para resolver o problema financeiro da companhia.

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“A gente chega num ponto de inflexão onde claramente toda a execução do nosso plano de transformação operacional de maneira isolada não é suficiente para mitigar o desequilíbrio”, afirmou o CEO, Nelson Gomes, na teleconferência com analistas sobre os resultados de ontem (13).

*Com Seu Dinheiro

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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