Raízen (RAIZ4) sobe nesta sexta (13) com possível reestruturação de dívida
As ações da Raízen (RAIZ4) avançavam 5,97% nesta sexta-feira (13) por volta de 15h29.
A alta está atrelada com a notícia sobre uma possível proposta da Cosan (CSAN3) à Shell para reestruturar a dívida da companhia, em meio ao forte aumento da alavancagem e ao prejuízo bilionário reportado.
Mais cedo, o CEO Nelson Gomes afirmou que as controladoras da joint venture, Shell e Cosan, estão comprometidas em injetar capital na companhia para lidar com a alta alavancagem.
A Raízen registrou um prejuízo líquido de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26) contra um prejuízo de R$ 2,57 bilhões no terceiro trimestre da safra 2024/2025 (3T25).
“No 3T26, o resultado refletiu o impacto pontual (sem efeito caixa) no montante de R$ -11,1 bilhões relacionado a constituição de provisão para não realização (sem efeito caixa) de determinados ativos”, informou a empresa em comunicado divulgado ao mercado.
Safra coloca Raízen (RAIZ4) sob revisão após impairment de R$ 11 bilhões
O Banco Safra colocou a recomendação para as ações da Raízen sob revisão após a companhia reportar um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre da safra 2026 (3T26), fortemente impactado por uma provisão de R$ 11,1 bilhões relacionada a impairment — perda por desvalorização ou redução ao valor recuperável.
Segundo o banco, a baixa contábil — que atinge ativos como impostos diferidos, imobilizado e goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura) — reflete o elevado nível de alavancagem da empresa e as atuais condições do mercado de crédito, que aumentam a incerteza sobre a geração de caixa e podem afetar as operações.