Raízen (RAIZ4) volta a ficar abaixo de R$ 1 e o ponto fraco do etanol de milho; os destaques do Agro Times
A primeira semana de fevereiro contou com temas relevantes que abordamos aqui no Agro Times. O principal ficou para a conversa com o braço direito do ministro Carlos Fávaro, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua.
O secretário confirmou que espera a abertura para carne bovina ao Japão em 2026 e falou sobre as salvaguardas adotadas pela China.
Confira os assuntos mais lidos que você pode ter perdido.
Os temas que mais se destacaram na última semana:
O Itaú BBA iniciou sua cobertura para Jalles (JALL3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 4 para o final de 2027, um potencial de 36% para ação.
Os analistas veem a Jalles como uma empresa mais protegida em relação à média do setor de açúcar e etanol neste momento, apesar de cenário desafiador no curto prazo, marcado por menor apetite de investidores e um ambiente de preços menos favorável.
A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) começa a ganhar tração e, nas próximas semanas, as empresas de Papel & Celulose reportam seus números. De forma geral, os analistas de BTG Pactual, Safra e XP Investimentos veem um momento mais desafiador, com efeitos sazonais negativos e paradas para manutenção nas fábricas.
O Safra manteve sua estimativas para Suzano (SUZB3) e reduziu suas projeções para Klabin (KLBN11) e Dexco (DXCO3).
Top 3 do agro
3º lugar – O ‘calcanhar de Aquiles’ das usinas de etanol de milho, segundo o Rabobank
O avanço do etanol de milho no Brasil é uma mudança estrutural que veio para ficar, mas, na avaliação do Rabobank, o modelo carrega uma fragilidade relevante: a dependência de biomassa externa para viabilizar a geração de energia no processo industrial.
“Eu vejo a biomassa como um potencial ‘calcanhar de Aquiles’ das usinas full de etanol de milho. A grande vantagem do modelo flex é justamente contar com a biomassa da cana, além de se beneficiar de uma destilaria já instalada”, afirma Andy Duff, analista do Rabobank, ao Money Times.
2º lugar – Raízen (RAIZ4) derrete e volta a ser negociada como penny stock; entenda a queda
As ações da Raízen (RAIZ4) recuavam 8,74% por volta de 13h55 na segunda (2), aos R$ 0,94 por ação, voltando ao patamar de penny stock (abaixo de R$ 1).
Segundo informações do site InvestNews, a companhia fechou a compra da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa e passou a deter 100% da subsidiária.
A transação decorre do exercício de uma opção de venda prevista em 2016, quando a Sumitomo investiu na subsidiária. A obrigação de compra faz a Raízen ser momentaneamente do mot vendedor para o de compradora.
1º lugar – Raízen (RAIZ4) anuncia segunda renúncia do conselho de administração em menos de uma semana
A Raízen disse nesta quarta-feira (4) que recebeu carta com renúncia de Sonat Burman-Olsson ao cargo de conselheira.
Em comunicado, a empresa acrescentou que ainda informará ao mercado sobre a nomeação do novo membro independente do colegiado.
Essa é a segunda mudança em menos de uma semana no conselho da produtora brasileira de açúcar e etanol.