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Randon (RAPT4) salta até 8% após fechar contrato com Arauco e Rumo (RAIL3)

06 jan 2026, 12:35 - atualizado em 06 jan 2026, 12:35
randon rapt4 jcp
(Imagem: Facebook)

Entre as ações negociadas fora do Ibovespa, Randoncorp (RAPT4) figura entre as maiores altas da B3 nesta terça-feira (6). Ontem, a companhia anunciou que concluiu o contrato com a Arauco Porto Brasil e com a intermédia das operadoras logísticas da Rumo (RAIL3) para o fornecimento de vagões por cerca de R$ 770 milhões.  

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Por volta de 12h (horário de Brasília), RAPT4 registrava avanço de 4,94%, a R$ 5,95. Mais cedo, os papéis registraram máxima intradia com alta de 7,94%, a R$ 6,12. 



A fabricante de implementos rodoviários e equipamentos ferroviários afirmou que o contrato que entrou em vigor envolve fornecimento de “volume relevante” de vagões e que eles devem ser fabricados e entregues em um período de 19 meses, entre maio de 2026 e novembro de 2027. 

“Esse contrato contribuirá de forma relevante para o desempenho da Vertical Montadora nos próximos dois anos”, afirmou a Randoncorp em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), citando que já fabricou mais de 13 mil vagões ao longo da história da companhia. 

O que dizem os analistas?  

Para os analistas, o negócio da Randocorp é positivo para a companhia.  

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Nas contas do Bradesco BBI/Ágora Investimentos, o novo contrato deve aumentar a receita do segmento de montadoras em cerca de 10% neste ano e elevar a receita consolidada da empresa a próximo de 2%.  

“O novo contrato de vagões é um desenvolvimento construtivo para a empresa, fortalecendo a divisão de Montadoras em um momento em que a demanda por implementos permanece fraca”, afirmaram os analistas Daniel Federle, André Ferreira, Wellington Lourenço e José Ricardo Rosalen.  

A equipe ainda considera que a Randon começou a entregar um contrato de vagões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), que contribuiu com R$ 34 milhões no período. Com essa referência, os analistas estimam que o novo contrato deve contribuir entre R$ 110 milhões e R$ 120 milhões no 4T25. 

“Esse novo contrato deve permitir manter a contribuição dos vagões nesse nível de R$ 120 milhões por trimestre até o final de 2027”, acrescentaram.  

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O Bradesco BBI ainda avalia que o acordo também é positivo para Rumo. “A empresa continua diversificando sua base de carga e crescimento por meio de uma abordagem de poucos ativos, já que o cliente fará o investimento no material rodante.” 

Já o Safra destaca que os contratos de vagões geralmente possuem maior rentabilidade, “o que deve ajudar a compensar volumes mais fracos de semirreboques e a pressão contínua do setor de agronegócio”.  

“Em discussões recentes com a gestão, a Randon apontou uma forte atividade comercial no segmento de vagões ferroviários. Embora não esperemos que contratos adicionais se materializem no curto prazo, acreditamos que novos processos de licitação possam ocorrer ao longo do ano, o que aumentaria a visibilidade da carteira (backlog) e daria suporte incremental ao crescimento da receita”, diz o Safra.  

Perspectivas para RAPT4

Apesar de considerar o acordo positivo para a Randon, o Itaú BBA manteve a visão cautelosa sobre a empresa por enquanto, já que os negócios de reboques e autopeças da Randon estão sendo afetados negativamente pela fraca demanda de veículos pesados no Brasil. 

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O banco tem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 7,50, o que corresponde a um salto potencial de 27,8% sobre o preço de fechamento de ontem até o final de 2026.  

O Bradesco BBI também tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 8,00 – potencial alta de 36,3% sobre o preço de fechamento anterior até dezembro.  

Já o Safra recomenda compra das ações RAPT4 e tem preço-alvo de 7,80, o que implica em uma valorização de 38% sobre o preço de ontem nos próximos 12 meses.  

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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