Reajuste da Petrobras (PETR4) para gasolina deve frear altas dos preços e demanda do etanol
A Petrobras (PETR4) anunciou uma redução de 5,2% nos preços de venda da gasolina A para as distribuidoras, que entra em vigor a partir desta terça-feira (27)
No curto prazo, o reajuste da gasolina é limitado para o etanol, mas deve significar menores altas para o biocombustível.
“O reajuste pode frear os preços do etanol, pensando que o valor do etanol tem subido bastante com essa entressafra no Centro-Sul. O movimento pode também arrefecer a demanda por conta de uma gasolina mais barata e uma paridade que favorece muito mais o combustível fóssil frente o álcool”, explica Marcelo Di Bonifácio, analista da StoneX.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas, até a semana encerrada no sábado (17) o etanol se mostrou mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul.
Por outro lado, ele reforça que não há perspectiva para quedas muito acentuadas. “O fundamento é para os preços se arrefecerem. Já a partir de abril, as usinas vão começar a safra 2026/2027 com uma gasolina mais barata, então a tendência de queda se torna ainda maior”.
Vale lembrar que o biocombustível desponta como o principal vetor de sustentação do setor em 2026, em meio aos preços mais deprimidos para o açúcar no mercado internacional.
Uma produção maior de etanol deve pressionar os preços ao longo do ano, enquanto o crescimento acelerado do etanol de milho aumenta a concorrência no mercado.